Sociedade

70% das crianças não foram vacinadas contra o sarampo

Numa altura em que a doença ressurge no continente africano e também na Europa, a Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (GACI), apresentou dados preocupantes sobre a redução da cobertura vacinal em São Tomé e Príncipe.

Foi na mesa redonda para o financiamento sustentável da imunização em São Tomé e Príncipe, que a Aliança GAVI apresentou os resultados da pesquisa nacional de cobertura vacinal. Pesquisa realizada no ano 2023.

Para as duas primeiras doses de vacinas contra difteria, tétano e poliomielite a cobertura vacinal baixou em 9%. A situação é mais complicada na vacinação contra o sarampo.

«A protecção contra o Sarampo foi severamente afectada, com menos de 70% das crianças recebendo a primeira dose de vacinas contra o Sarampo e apenas uma em cada 3 recebendo a segunda dose para protecção total», revelou Emmanuel Bor chefe do departamento do financiamento da imunização e sustentabilidade da GAVI.

 A fraca cobertura vacinal acontece numa altura em que o país vive o período de transição para sair ou deixar de beneficiar do financiamento internacional para aquisição das vacinas. O período de transição termina no ano 2026. A partir de 2027 São Tomé e Príncipe terá que suportar sozinho os custos da aquisição das vacinas e da logística da campanha de vacinação.

O recuo da cobertura vacinal que acontece no período de transição, pode facilitar o ressurgimento de doenças evitáveis como o Sarampo.

«Para reduzir o risco de surtos, é imperativo que São Tomé e Príncipe dê prioridade ao restabelecimento do seu desempenho de alto nível na imunização, com o objectivo de manter todos os indicadores acima do limiar de cobertura vacinal de 95%», alertou Emmanuel Bor

Segundo a Aliança Mundial para Vacinas e Imunização, São Tomé e Príncipe continua a ser uma referência no continente africano em matéria de alta taxa de cobertura vacinal, e deve conservar este estatuto.

Durão Barroso, ex-Primeiro Ministro de Portugal, e ex- líder da União Europeia interveio em vídeo-conferência. Barroso é actualmente Presidente do Conselho de Administração da GAVI. Prometeu apoio ao país para manter o estatuto de líder africano de vacinação. Anunciou que no quadro do novo programa de cooperação financeira do Banco Mundial para São Tomé e Príncipe recentemente aprovado, está prevista a alocação de verbas para garantir a aquisição das vacinas.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Gareth Guadalupe, representou o primeiro-ministro Patrice Trovoada na mesa redonda. O governo não acredita na queda da capacidade vacinal.

«Há um ditado popular que diz que quanto maior é a altura maior a queda. Nós nem sequer queremos cair e contamos com o apoio da GAVI e do Sistema das Nações Unidas», declarou o ministro dos negócios estrangeiros e cooperação.

A mesa redonda para o financiamento sustentável da imunização em STP, pretende atrair financiamentos das instituições internacionais e do sector privado, para garantir vacinas durante o período de transição que termina em 2026.

Abel Veiga

1 Comment

1 Comment

  1. Rapaz e Pequena de Roça

    28 de Janeiro de 2024 at 21:50

    Não vem “váciná” gente daqui de roça?
    Porquê? Pundá kêkuá?
    Quando é?
    Eu sô dêu analfabetuu é
    Escrevi dimi máliè
    Ninguém ensinamu
    Komu qui gênti faz?
    Sósósó
    Ê scá dêcê
    Mas, nǎo roubêi côza alheia di pôvô não é
    Quém roubou é gente de elite é
    qui rouba dessas coisas, gente de classe política, gatuuunus, kêi
    Amim! Déssámu cu vida mu ê
    Un Sá nguê de região Sul de São Tomé è
    Vira di lá, chega Roça Água Izé
    Nem lá na Boca de Inferno se faz corrupção é, graúdo de San Tumé gên cidade que rouba tudo, vai praia piscina, pega bóti deles passeia ilhéu das rolas. Enfim. Deus qui sabi.
    Unfortunate!
    Heartbreaking!
    Unbelievable!

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

To Top