Sociedade

Ponte une Praia Guegue à Praia de Morro Peixe

Está quebrado o isolamento em que viviam os moradores da Praia Guegue no distrito de Lobata, na ilha de S. Tomé. Foi construída de raiz, a ponte que liga a comunidade à h praia de Morro Peixe. Para trás ficam na memória tristes episódios.

«Para que as crianças da Praia Guegue pudessem frequentar a escola localizada em Morro Peixe, tinham que atravessar o rio e enfrentar as fortes turbulências marítimas da costa que separa estas duas comunidades, ou os professores arriscarem as suas próprias vidas para atravessar as crianças nas frágeis canoas ali existentes. Outra alternativa era chegar ao Morro Peixe, passando por toda a zona de Praia das Conchas, ir à Guadalupe e depois à Morro Peixe, cujo trajeto anda a volta dos 15 quilómetros de distância» – disse Arlindo Carvalho, coordenador do projeto WACA.

«Uma senhora já morreu aqui devido as cheias, uma outra senhora grávida que deslocava de Praia Guegue para Praia de Morro Peixe tinha que dar à luz na canoa por causa também das cheias. Já sofremos muito aqui» desabafou com mágoa, Paulo Jorge, líder da comunidade da Praia de Morro Peixe.

Sofrimentos que passam para a história com a inauguração desta infraestrutura erguida pelo WACA, o projeto de Investimento em resiliência nas Áreas Costeiras da África Ocidental, financiado pelo Banco Mundial.

«A população passa a estar servida. A partir de agora este sofrimento fica ultrapassado e S. Tomé e Príncipe está de parabéns. Oxalá que possamos estabelecer mais pontes e construir mais estradas para o bem de S. Tomé e Príncipe» – destacou José Carvalho de Rio, Ministro das Infraestruturas e Recursos Naturais.

A ponte que liga as comunidades de praia Guegue à praia de Morro Peixe, separadas por 20 metros, custou cerca de 180 mil euros.

José Bouças

15 Comments

15 Comments

  1. Sem assunto

    9 de Julho de 2024 at 12:20

    20 metros de ponte a ser inaugurado com tantas pompas e circunstâncias?
    Ganhem juízo, carnaval foi em fevereiro!

    • Sara Neto

      9 de Julho de 2024 at 23:47

      180 mil euros para 20 metros de ponte em madeira? Será isso mesmo ou eu estou equivocada?

  2. ANCA

    9 de Julho de 2024 at 16:22

    É de louvar todo o empenho, trabalho, parceria, cooperação, investimento, para que se pudéssemos ter esta ponte pedonal em madeira.

    Apesar de ser uma infraestrutura necessária a comunidade, por ser uma ponte necessária devia-se valer de segurança, durabilidade no tempo do material em uso(madeira), tendo em conta o clima que temos(equatorial, chuvoso).

    180 mil euros corresponde a um apartamento, Tipo-2 ou Tipo-3, em Portugal, a julgar pela imagem sem ter a composição da característica da madeira em uso, envernizada sem local para escoamento(risco de quedas), quando da épocas chuvosas, por outro lado a altura da ponte em relação a vagas do mar, falta de ligas em metal ferro que possa dar suporte sustentabilidade a ponte, isto para daqui algum tempo jamais tenhamos que fazer, novos pedidos, investimentos.

    Pois que sendo madeira conhecendo o comportamento dos São-Tomenses, derivado da necessidade que têm de habitação, cozinhar a lenha, que alguns se aventurem a fazer desaparecer vigas de madeira que sustentam a ponte, como tem acontecido com os sinais de transito.

    Pois que antes de fazer ou construir uma estrutura(obras) deste género deve-se pensar na segurança, na durabilidade e sua sustentabilidade no tempo, sabendo do comportamento da população derivado das necessidade, sabendo do fenômeno das alterações climáticas.

    Devemos pensar projetar o país futuro, de forma sustentável e duradoura no que diz respeita a infraestrutura.

    Faço voto que daqui algum tempo e por muitos anos esta ponte possa permanecer a servir as populações.

    Necessidade de planos de ordenamento do território, planos de pormenor, nas autarquias locais.

    Falando de infraestrutura necessidade o país, nos distritos de zonas ou parques industriais, ex, zona ou parque industrial de agua grande, parque industrial de cantagalo, de mezochi , onde as empresas possam desenvolver suas atividades, comercialização de produtos,…

    Precisamos criar desenvolver empresas de eletricidade, de energias renováveis, de mecânica, de distribuição alimentar-nos supermercados, de construção civil, de prestação de serviços de informática, de saúde, de transportes, de pescas etc, etc…

    Bem como atrair captar investimentos internos/externos, (sobretudo nos mercados do sul, África, na América do Sul, no Médio Oriente, na Asia, no mundo), já se tem muito boas empresas de distribuição alimentar em África, na África do Sul, em Angola, no Brasil, na Turquia, na China, temos que ser capazes de atrai-las para a transformação desta realidades, de modo a criarmos internamente, linhas e cadeia de produção e distribuição, comercio e exportação, para mercados do golfo da guine, região central africana, ou até para o mundo, desenvolvendo produtos e mais valias, criando assim empresas, parcerias, postos de trabalho, e arrecadação de impostos, logo finanças.

    Bem haja

  3. José António

    9 de Julho de 2024 at 22:29

    Os comentários acima dos dois comentaristas obrigam-me a publicar o pensamento de um sábio que dizia:

    “O maior prazer de um sábio é passar – se por um tolo, quando o tolo quero se transformar em um sábio”
    Quando um tal tolo acima diz que se inaugurou 20 metros de ponte com pompas e circunstâncias, gostaria de saber, o que é que este tolo fez para aquela população que tanto sofreu durante 50 anos correndo riscos de vida para atravessar os tais 20 metros de área perigosa que o tal tolo fala. Porque é que este tolo não construiu uma ponte para esta população, durante todo este tempo.
    Um outro tolo diz que a ponte não tem nenhuma estrutura de metal para segurar a ponte. Diga a este segundo tolo, de que os metais nas zonas costeiras sofrem a degradação em menos de seis meses. Este tolo deveria visitar as várias pontes de metais construídas no país à menos de dois anos, para ver a situação que as mesmas se encontram.
    Por tanto, parabéns aos dois tolos que querem transformar-se em sábios

    • ANCA

      10 de Julho de 2024 at 16:23

      Haver vamos se a madeira aguenta.

      Se não só e, Betão armado.

      Pratiquemos o bem

      Pois o bem

      Fica-nos bem

      Deus abençoe São Tomé e Príncipe

    • Sem assunto

      10 de Julho de 2024 at 18:57

      José António, o teu comentário traduz a sua insignificância enquanto pessoa. Para comprovares isto basta olhar se ao espelho.
      És um idiota, por isto para si tanto faz, ademais tudo a sua volta está bem.

  4. jose Manuel

    9 de Julho de 2024 at 22:37

    Parabéns a população de Praia Guêgue. Vivi muito tempo nessa comunidade e sei quanto custa o desafio que tive que ter, o risco que tive correr para estar ainda vivo hoje. Toda a população de Praia Guegue, desde crianças, jovens adultos e velhos passaram pela situação de desespero para chegar a Morro Peixe, uma distância de 200 metros aproximadamente.
    Tive que mudar de comunidade e vir construir a minha habitação em Guadalupe devido esta dificuldade de travessia.
    Hoje esta população está de parabéns. Obrigado ao Banco Mundial, Obrigado ao projeto WACA, obrigado todos que contribuiram para construir esta ponte.
    Deus vos proteja

  5. Edson Neves

    10 de Julho de 2024 at 1:36

    Ponte de madeira para um país de clima chuvoso como São Tomé? E, pior, num país em que não se tem a cultura de preservação, de manutenção de bens públicos? Por quê não se projetou uma ponte de concreto e metal (aço) armado cuja durabilidade é maior?
    Em 3-5 anos essa estrutura estará destruída. Falta-nos visão a longo prazo, assim vamos caminhando empregando recursos incorretamente e sempre choramingando ajuda financeira, sugando o esforço dos contribuintes tributários de outras nações.
    Onde chegaremos com essa postura?

  6. WXYZ

    10 de Julho de 2024 at 2:13

    Segundo o que esta escrito pelo ANCA “180 mil euros corresponde…” fica o entendimento de que foi gasto todo esse dinheiro pra tal obra.
    Que coisa?!?!
    Que situação em que estamos nesse tão pequenissimo arquipelago?!?!
    180 mil euros é muito dinheiro. E é praticamente 1 euro para cada habitante desse pequenissimo arquipelago. Sera que construção dessa ponte foi algo pensado e debatido. Queremos preservar as nossas arvores. Queremos ter o arquipelago satuario verde no meio do azul atlantico para que possamos atrair turistas, em contramão fazemos ponte de madeira. Sinceramente!!!

  7. Marcelino Andrade

    10 de Julho de 2024 at 7:06

    Eu vivo na vila de Pantufo e fui pedreiro que trabalhou nesta importante ponte para ligar moro peixe a praia guege
    O cumprimento da ponte que trabalhamos nele é de 90 metros e não 20 metros como diz a noticia deste jornal
    Podem ir lá medir. São 90 metros de cumprimento

  8. António Miguel

    10 de Julho de 2024 at 10:40

    A Sra Anca, não perde pitada para elogiar o Pinta Cabra. Uma ponte de madeira? já ali pode um dia passar um trator. Antes alguma coisa de que nada Mais uma obra de fazer de conta.Num pais onde as chuvas abundam, a madeira exposta, acabará por apodrecer. Mas há que fazer inaugurações para o poder se perpetuar e não emagrecer

  9. Arlindo Ceita Carvalho

    10 de Julho de 2024 at 17:55

    Caro Jornalista José Bouças
    Agradeço que corrijas a noticia, pois a ponte tem um cumprimentos de 90 metros e não de 20 metros como está na noticia
    Agradeço as pessoas que preferem pontes de metais nas zonas costeiras, que dêem um salto à comunidade de Água Izé, onde a ponte de metal foi construída a menos de cinco anos e encontra-se totalmente destruída, devido a influência do sal sobre os metais nas zonas costeiras.
    Nenhum metal, incluindo mesmo o aço não resiste as condições de salinidade perto das zonas costeiras. S.Tomé e Príncipe é pequeno e podemos visitar todas as pontes de metais construídas nas comunidades costeiras para verificar a situação das mesmas.
    Quanto a extensão da ponte é muito fácil. Basta deslocarem à comunidade de Morro Peixe com uma fita métrica para verificarem a dimensão da da mesma.

    • Original

      11 de Julho de 2024 at 7:22

      Parece-me que se estivessem a fazer mais obras desta natureza com mais frequência, não haveria tempo para tanto panfleto.

  10. Mepoçom

    11 de Julho de 2024 at 9:15

    Temos que deixar de fazer hoje e reparar amanhã. O país é pobre de fracos recursos, é não podemos andar a obra de engana freguês. Com 180 mil euros não daria para fazer esta ponte em betão armado e até com capacidadepara passar um veículo ligeiro ou Pesado e duraria mais anos?

  11. Jorge Costa

    11 de Julho de 2024 at 11:59

    Isso é faltar povo respeito. A ponte que liga cidade capital ao aeroporto também já está finalizado? Quanto custou?

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