Um estudo científico permitiu catalogar mais de 120 exemplares de baleia-corcunda nas águas territoriais de São Tomé e Príncipe. A investigação é conduzida pela associação EDMAKTUB, sediada em Barcelona, Espanha.
A bordo de um veleiro científico proveniente de Barcelona, equipado com tecnologia de alta precisão para detetar, filmar, gravar sons e catalogar cetáceos, seguem apenas dois tripulantes. O mais experiente, doutorado em veterinária, lidera a missão centrada na época de reprodução das baleias-corcundas no arquipélago.
“As baleias-corcundas chegam a São Tomé normalmente em março, julho e outubro”, explicou o investigador Eduard de Gollada.

Esta é a segunda missão científica da EDMAKTUB no país, tendo já resultado na elaboração do primeiro catálogo nacional da espécie. “Temos mais de 120 baleias identificadas no primeiro catálogo de São Tomé e Príncipe de baleia-corcunda”, acrescentou.
As observações indicam que as baleias-corcundas são avistadas com maior frequência nas proximidades da costa. “Mães e filhotes permanecem perto da costa e, muitas vezes, vemos os filhotes saltarem, brincarem e realizarem movimentos aéreos”, descreveu o investigador.

Para além da espécie corcunda, o estudo confirmou que a população de cetáceos no arquipélago é significativa. “Temos uma boa população de cachalotes, golfinhos-roazes, golfinhos-pintados, que são os mais abundantes, baleias-piloto e até espécies mais raras, como a orca”, destacou.
Contudo, a intensificação das atividades de prospeção petrolífera no mar territorial nacional levanta preocupações quanto ao impacto sobre os cetáceos. “O ruído gerado representa sempre um risco para as baleias. Mesmo que não cause danos diretos, pode provocar perturbações, levando mães e crias a abandonarem a zona”, alertou Eduard de Gollada.


A equipa da EDMAKTUB esteve também na Universidade de São Tomé, onde apresentou os resultados preliminares da investigação e sublinhou a importância da diversidade marinha da região para a conservação dos cetáceos, bem como os desafios e ameaças que enfrentam.
José Bouças
Moreia
12 de Novembro de 2025 at 0:07
É premente que tenhamos todos consciência desta realidade,..
Do cidadãos, da sociedade civil organizada, das entidades, das associações, dos governos, das câmaras distritais, do governo regional do Príncipe
Esta é a nossa riqueza, a nossa sustentabilidade futura oceânica
Registo e acompanhamento, investigação e desenvolvimento
Protecção da fauna e flora nacional se exige, é tempo,…
Desenvolvimento do cluster do mar
Tartaruga
12 de Novembro de 2025 at 0:17
Antes de levarmos a cabo projectos modernização ha que ter em conta, conceitos, de transparência, a justiça trabalho, organização, rigor, a defesa e segurança, a protecção, a conservação, a sustentabilidade,…em qualquer aerea e sector da vida nacional
Esta notícia, motivos para assegurarmos do potencial que temos para desenvolver, o nosso mar mediante investigação e desenvolvimento, estruturar os polos da Universidade de São Tomé e Príncipe, para está realidade,….cooperação internacional na investigação catalogação das espécies, instituições fortes, leis , regras bem def8nidas para preservação das espécies, fauna e flora nacional, a sustentabilidade
Pratiquemos o bem
Estrela do mar
13 de Novembro de 2025 at 1:14
É chegada a altura de por o mar, também como recurso de excelência para o futuro.
A questões de proteção, preservação, a viabilidade económica e financeira, evolução do desporto, do turismo, a segurança alimentar, da gastronomia a saúde, da cosmetida a aquacultura, lazer, serviços aduaneiros, estaleiros, abastecimento de embarcações, defesa e segurança, a soberania etc etc…
Exige urgentemente criação de infraestruturas bem como de laboratórios de investigação marinha no país, pois somos reservas da biosfera, recusrsos devm ser disponibilizados, parcerias devem ser abertas e implantadas para a segurança e sustentabilidade do mar, que é na verdade de carácter interesse mundial
Altura de criar faculdades e cursos na universidade de São Tomé e Príncipe, ligados a investigação marítima, do ecossistemas a biosfera
Pois que para alterar a realidade é preciso conhecer, para depois valorizar e proteger