A entrega dos prémios de incentivo foi feita pela Embaixadora da República Popular da China. Xu Ying Zheng disse que apreender chinês é a chave para conhecer a China. “Foi criado este prémio para incentivar aos amigos são-tomenses para aprender melhor a língua e a cultura chinesa, e adquirir uma visão mais verdadeira “multidimensional” e panorâmica sobre o meu país, consolidando a base de desenvolvimento ao longo prazo de aceleração os dois países”.
A diplomata chinesa avançou que os dois países vão implementar nos próximos tempos os consensos alcançados em Pequim durante a cimeira da FOCAC. Consensos que dinamizam a cooperação bilateral em vários domínios.

Por sua vez a representante da ministra da Educação, Cultura e Ciência, Lígia Santos, apontou a língua, enquanto meio de comunicação, como veículo cultural por excelência, “é portadora de uma história e o encanto de um povo, é inquestionável exploramos das vantagens de aprendizagem de uma língua estrangeira na sociedade actual onde o saber e o conhecimento assumem cada vez mais um lugar de destaque”.
Lígia Santos concluiu que a aprendizagem do mandarim traduz no acesso mais directo a informação e conhecimentos académicos, e facilitará a integração dos estudantes são-tomenses na sociedade chinesa. “Este certificado e prémio representarão não só o conhecimento linguístico adquirido mais também um sinal de compromisso para com o vosso futuro, pois tornaram se os verdadeiros embaixadores da diversidade cultural e da compreensão global”.
A reitora da Universidade de São Tomé e Príncipe, Eurídice Aguiar também se mostrou satisfeita com a entrega dos prémios aos 66 alunos que frequentaram o curso de mandarim no instituto Confúcio.
“Quero desejar-vos o sucesso e que este seja o início de bons percursos na carreira de cada um de vós, pois são merecedores de estar aqui e receber este prémio que muito vos honra e nós também. Por estar certa de que este momento ficará guardado nas nossas memórias, quero agradecer em meu nome pessoal, em nome do instituto Confúcio da USTP, e em nome de todos os alunos premiados a meritocracia que é nos conferida pela embaixadora da China em São Tomé e Príncipe”.
66 estudantes do Instituto Confúcio receberam na sexta-feira, 29 de novembro, o certificado de mérito numa cerimónia que serviu também para premiar os que mais se destacaram durante o ensino da língua chinesa, o mandarim. A premiação foi uma iniciativa da Embaixada da China.
O maior prémio foi atribuído ao estudante, Amaro de Almeida Mendes, que recebeu o incentivo no valor de 10 mil dobras, cerca de 400 euros.

A Justiniana Mendes, que representou o seu esposo Amaro Mendes, reagiu com satisfação. “Sinto feliz, foi uma caminhada para ele cadinho longa, já há 4 anos que ele esta no instituto Confúcio, ele trabalha, não é fácil ele tem família, sempre tem que sair a noite para vir a escola, e como vir assistir a cerimónia, ele aproveitou e pediu-me para o representa-lo e receber o prémio para ele. Foi uma surpresa para mim e para ele porque ele nem sabe o que vai receber, e vejo como um grande incentivo da embaixada da china. Vamos aproveitar este valor para investir no nosso projecto”.
Os restantes 65 alunos receberam o prémios de incentivo nos valores de 3 mil(120 euros), 2 mil dobras (80 euros), 1500 dobras (60 euros), e 800 dobras(32 euros). Prémios que foram repartidos entre o segundo, terceiro, quarto e quinto lugares.

A estudante do Instituto Confúcio, Atiternisia do Rosário, que ficou em segunda melhor posicionada com outros dois colegas, explicou que começou a estudar mandarim há dois anos.
“Eu comecei a aula de mandarim em 2022, no Liceu Nacional e foi uma experiência incrível, no início eu achei que era muito difícil, mas com o passar do tempo pude ver que é muito fácil e gostei muito”.

A cerimónia foi presidida pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros, dos Assuntos Parlamentares e da Coordenação e Desenvolvimento Sustentável, Lúcio Magalhães.
Waley Quaresma