A menor de 17 anos de idade que está entre a vida e a morte nos cuidados intensivos do hospital central Ayres de Menezes chama-se Alaúde Marcos Elísia. É muda, e sofria de distúrbios psicológicos.
Residente na Vila de Santa Catarina, no extremo norte da ilha de São Tomé, a menina Alaúde foi transferida na última quarta-feira do hospital da cidade de Neves, no distrito de Lembá, para o hospital central Ayres de Menezes, na capital São Tomé.
«Os médicos observaram-na e chegaram à conclusão de que ela foi violada no ânus, e por várias vezes», afirmou a mãe, Maria Laurinda Jaime Marcos.

Segundo a mãe, o diagnóstico médico indica que a prática do sexo anal com a menina, por homens até agora desconhecidos, é antiga. Nesta semana, a violência do abuso sexual da menina que é muda, terá provocado o desmaio.
Uma fonte da Polícia Judiciária garantiu para o Téla Nón que a investigação do caso está em curso, mas que ainda não foi identificado qualquer suspeito. O Téla Nón apurou que a investigação criminal se intensificou na comunidade piscatória de Santa Catarina, numa altura em que o estado de saúde de Alaúde Marcos Elísia dá sinais de agravamento nos cuidados intensivos do hospital central Ayres de Menezes.
Note-se que no ano 2024, a menina Elizabete Bom Jesus, de 16 anos de idade, que residia na vila piscatória de Pantufo, arredores da cidade de São Tomé, também foi vítima de abuso sexual por homens até hoje não identificados pela polícia. O abuso sexual deixou a menor em estado de coma, a sociedade civil lançou uma campanha de solidariedade que permitiu a transferência de Elizabete Bom Jesus para tratamento em Portugal, mas a menina não resistiu e acabou por falecer em Lisboa.
Depois da Vila de Pantufo, caso semelhante acontece na Vila de Santa Catarina. Desta vez é Alaúde Marcos Elísia de 17 anos que luta pela vida após uma brutal violação sexual.
Abel Veiga
Miki
14 de Março de 2025 at 8:56
É errado dar o nome completo e a residência da vítima, junto com todos os detalhes da agressão. As vítimas precisam receber proteção e apoio. Os perpetradores precisam ser nomeados, envergonhados e levados à justiça.
Renato Cardoso
14 de Março de 2025 at 17:31
Mas converteram as Ilhas num inferno quando havia condições de fazer delas o cantinho onde dava gosto e esperança de viver!
É demais tudo que está acontecendo nas Ilhas perante a surdez e malvadez dum punhado de idiotas e burros que assumem o poder apenas para enriquecer!