AFDA-STP / Associação dos filhos e descendentes dos Angolas em São Tomé e Príncipe, é uma organização não governamental criada pelos descendentes dos antigos escravos ou contratados oriundos de Angola, para trabalhar nas roças de cacau e café.
A embaixada de Angola em São Tomé e Príncipe acolheu a associação como um parceiro fundamental para a organização da comunidade angolana no país.

No encontro que se realizou no dia 21 de março o Embaixador de Angola Fidelino Peliganga recomendou os órgãos sociais da AFDA-STP, «a elaboração de um plano de acção com vista a identificar os problemas e definir prioridades com metas objectivas, com a possibilidade de integrar nele um plano estratégico de negócio para tornar a AFDA-STP, auto-suficiente financeira», diz o comunicado emitido após a reunião.
A ONG que agrupa homens e mulheres descendentes de angolanos conta com todo o apoio do da embaixada angolana no país, para dinamizar e concretizar as acções sejam culturais, de solidariedade ou económicas que dignifiquem a comunidade angolana.
Já na segunda-feira a embaixada de Angola deu início ao trabalho de emissão de cartões consulares aos descendentes residentes nos bairros dos arredores da cidade de São Tomé. Os “angolas” do bairro da Vila Maria serão os primeiros a beneficiarem dos cartões consulares.
Abel Veiga
José da Silva Loures
25 de Março de 2025 at 10:24
Um abraço ao Senhor Embaixador Pelinganga
Cumprimentos a todos os Angolanos que trabalham naquele Lindo País.
Ana Luzia Pires Lobo Jacinto
25 de Agosto de 2025 at 19:09
Bem haja senhor Embaixador. Esse ato muito esperado pelos descendentes dos serviçais contratados de Angola. Sou angolana e estudo esse assunto sobre o Recrutamento, exportação de mão de obra de Angola ( serviçais contratados) para as roças de São Tomé e Príncipe nos éculos XIX e primeira década do século XX. O que me valeu um doutorado. Todos os meus entrevistados assinalaram essa questão sobre a criação de uma associação e a obtenção da nacionalidade angolana, e de outros auxílios do nosso governo.
Eles merecem em homenagem a todos os serviçais, contratados de Angola que foram para as roças, que enfrentaram um processo de deslocação e de trabalho em condições análogas ao tráfico transatlântico de escravos e a escravatura.
Bem haja senhor embaixador.