A obra “A Biodiversidade das Ilhas Oceânicas do Golfo da Guiné” reúne, em 898 páginas, o conhecimento acumulado ao longo dos últimos 200 anos sobre a biodiversidade das três ilhas do Golfo da Guiné—São Tomé, Príncipe e Ilha do Ano Bom. Escrita por 87 autores de 14 nacionalidades, esta publicação representa um marco na investigação científica da região.
“Consideramos essencial disponibilizar um local onde qualquer pessoa que necessite dessa informação possa acessá-la de imediato, sem perder tempo à procura e, por vezes, sem sucesso“, afirmou Luís Siríaco, investigador da Associação Bio Pólis da Universidade do Porto.
O livro dá especial destaque às espécies endémicas das três ilhas do Golfo da Guiné, enfatizando a riqueza única da biodiversidade local.
“O número de espécies endémicas, ou seja, aquelas que existem exclusivamente num local, aqui é extraordinariamente alto. Isso torna a biodiversidade de São Tomé, Príncipe e Ano Bom uma verdadeira joia de valor mundial.”
Durante a apresentação, foram mostradas imagens e descrições detalhadas de várias espécies, algumas ainda pouco conhecidas.
Nos anfíbios, incluindo sapos e rãs, 100% das espécies são endémicas. As nove espécies identificadas em São Tomé e Príncipe existem exclusivamente no arquipélago. No caso das aves, o país apresenta uma das maiores taxas de endemismo do mundo; por área, nenhum outro lugar possui tantas espécies únicas. Esse padrão se repete em diversos outros grupos de animais e plantas, totalizando milhares de espécies endémicas, muitas das quais ainda estão em processo de catalogação.
Luís Siríaco não tem dúvidas: todo o território de São Tomé e Príncipe merece ser reconhecido como Reserva Mundial da Biosfera.
“Se há um lugar que verdadeiramente merece o estatuto de Reserva Mundial da Biosfera, esse lugar é São Tomé e Príncipe.”
O livro foi apresentado durante o Fórum sobre a Conservação da Biodiversidade do Golfo da Guiné, realizado na capital santomense.
José Bouças
Tchintchilolo
19 de Maio de 2025 at 22:41
Uma mais valia, uma obra prima, parabens pelo todo o trabalho, desenvolvido aos autores.
Que saibamos valorizar e conservar esta obra prima, utilizada nas universidades, b como desenvolver investigação filmagens registos audio visuais, das espécies para memória futura.
E ter a consciência para a preservação da biodiversidade marinha e terrestres nacional.