Sociedade

Monitorização da biodiversidade marinha: responsabilidade e futuro sustentável

Com uma dimensão marítima cerca de 160 vezes superior à terrestre, São Tomé e Príncipe assume uma responsabilidade acrescida na proteção dos seus recursos marinhos. Apesar dos estudos já realizados, permanece por conhecer uma parte significativa da biodiversidade existente nas águas santomenses.

A biodiversidade marinha traz recursos financeiros para o país. Com ela, podemos ganhar dinheiro com o turismo e, além disso, é a biodiversidade marinha que sustenta a nossa população. A nossa população vive à base de peixe, alimenta-se de peixe e isso garante a segurança alimentar para o país”, afirmou Hugulay Maia, investigador e docente universitário.

A Direção das Pescas e Aquacultura, com financiamento do projeto COMPRAM e o apoio da ONG MARAPA e da Universidade de São Tomé e Príncipe, realizou um estudo dedicado à monitorização e conservação da biodiversidade marinha santomense.

Hoje já temos no país áreas marinhas protegidas, mas precisamos trabalhar mais entre as instituições e os investigadores, como forma de termos uma visão mais ampla dessa biodiversidade marinha e garanti-la para as próximas gerações”, sublinhou Hugulay Maia.

De acordo com os resultados do estudo, a monitorização só será viável mediante o engajamento de diversos atores ligados ao mar.

Criando um grupo multissetorial, bem disciplinado, envolvendo sobretudo os atores ligados ao mar, como pescadores e palaiês. Se nós criarmos esse sistema e montarmos uma base de dados, assim vamos conseguir controlar, saber o que realmente existe, como está a ser explorado, com a guarda costeira e a capitania a fazer o seu papel, que é o seguimento das atividades no mar”, destacou Hilair da Conceição, técnico da Direção das Pescas e Aquacultura.

Inserido no Golfo da Guiné, uma das regiões mais ricas em recursos marinhos, o arquipélago enfrenta grandes desafios na fiscalização da sua vasta zona marítima. O país ainda não dispõe de meios para garantir uma vigilância permanente da Zona Económica Exclusiva, dependendo em grande parte do apoio de parceiros internacionais.

José Bouças

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