A Universidade da Califórnia está a desenvolver um projeto que poderá marcar uma viragem no combate à malária em São Tomé e Príncipe. Em laboratório já existem mosquitos geneticamente modificados que, no futuro, poderão ser libertados no arquipélago como parte de uma abordagem inovadora para controlar a propagação da doença.
“Os mosquitos geneticamente modificados existem e estão no laboratório da Universidade da Califórnia. Em São Tomé e Príncipe, todas as atividades do projeto ocorrem sem a utilização desses mosquitos. As pesquisas realizadas até o momento envolvem apenas mosquitos naturais, com o objetivo de compreender a dinâmica populacional da espécie e aprofundar o conhecimento sobre sua biologia. Dessa forma, buscamos entender como poderá ocorrer a integração dos mosquitos geneticamente modificados, caso sejam adotados como mais uma estratégia no combate ao paludismo”, disse Lodney Nazaré, Gestor de Engajamento do projeto Iniciativa Contra a Malária da Universidade da Califórnia.
A investigação já registou avanços significativos, mas ainda não há uma data definida para a conclusão. Só depois dessa fase, os resultados serão apresentados ao governo santomense, que terá a última palavra sobre a eventual autorização para a libertação dos mosquitos modificados.
“O projeto irá preparar uma proposta e um plano de libertação, que serão apresentados ao governo. Esse documento será discutido e avaliado pelas autoridades para identificar eventuais lacunas e determinar se será possível avançar com essa abordagem.”
Entretanto, a componente educativa do projeto já está a ganhar terreno. A Universidade da Califórnia tem desenvolvido ações de sensibilização em várias escolas secundárias do país. Uma das iniciativas mais marcantes foi o concurso “Desafios da Ciência”, que envolveu 400 alunos de todo o território.
Na final nacional, Dina Vaz, do 9.º ano do distrito de Caué, venceu na categoria Júnior, enquanto Marivalda Monteiro, do 11.º ano de Lobata, conquistou o primeiro lugar na categoria Master.
Enquanto isso, a Universidade da Califórnia segue com a campanha de sensibilização, que já alcançou principalmente as escolas secundárias de todo o país. Como parte dessa iniciativa, organizou o concurso “Desafios da Ciência”, que contou com a participação de 400 alunos. Na grande final, Dina Vaz, estudante do 9º ano do distrito de Caué, e Marivalda Monteiro, do 11º ano de Lobata, foram as grandes vencedoras nas categorias Júnior e Master, respetivamente.
José Bouças