Sociedade

Xinjiang: emancipação feminina, um motor para a região

(Nota do editor: Este artigo representa o ponto de vista da autora Suzon Gaborieau e não necessariamente o da CGTN.)

No coração da região autônoma de Xinjiang, uma região com paisagens diversificadas e culturas múltiplas, as mulheres desempenham um papel crescente na transformação e desenvolvimento da sociedade. Seja qual for a sua área de competência, elas personificam uma mesma energia: a da perseverança e da dedicação ao bem comum.

O espírito da famosa citação de Mao Zedong «as mulheres carregam metade do céu» manifesta-se aqui com força. Nos ateliês, artísticos, mecânicos ou escritórios, as mulheres de Xinjiang contribuem cada uma à sua maneira para ligar o passado e o futuro, a cultura e a tecnologia. Seus trajetos testemunham uma região em movimento onde o trabalho feminino é ao mesmo tempo fonte de equilíbrio, inovação e inspiração.

Durante minha viagem a Xinjiang, conheci mulheres cuja coragem e determinação me marcaram profundamente: uma engenheira que repara trens em uma região onde essa profissão ainda é amplamente considerada masculina, e outras três jovens apaixonadas pela preservação do patrimônio cultural local, dedicando sua energia à preservação dos tesouros históricos da região. Esses encontros me abriram os olhos sobre um aspecto muitas vezes desconhecido de Xinjiang: o papel central das mulheres na modernização, na cultura e na memória coletiva.

Em Xinjiang, as mulheres estão desafiando os padrões. Em Urumqi, em uma oficina barulhenta cercada por trilhos e vagões, a jovem engenheira explica com orgulho seu trabalho diário: consertar trens que atravessam milhares de quilômetros pela China. Ela não é apenas uma técnica, ela é o símbolo da possibilidade para as mulheres de se afirmarem nos ambientes tradicionalmente masculinos, de subir os escalões profissionais e de contribuir ativamente para o desenvolvimento econômico da região.

Mais ao sul, no sítio das cavernas de Kizil, outras três jovens trabalham para salvaguardar o património cultural. A primeira reproduz à mão os desenhos que se encontram nas cavernas graças a pigmentos naturais. A segunda, mediadora cultural, é responsável, entre outras coisas, por dar a conhecer o sítio ao grande público e organizar exposições. A terceira, cujo trabalho é mais focado na pesquisa, realiza modelagens numéricas do local. Pude sentir a paixão que os animava e sua vontade de compartilhar seus conhecimentos sobre essas cavernas. À sua maneira, elas ajudam a proteger a identidade e a memória histórica. Seu compromisso demonstra que a cultura e a história podem ser poderosas alavancas para a emancipação e o reconhecimento das mulheres.

Estas mulheres enfrentam muitos desafios. No entanto, a sua determinação permanece intacta. São a prova viva de que, com coragem e perseverança, é possível transformar as normas e abrir novas perspectivas para as gerações futuras.

FONTE : CGTN

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