Sociedade

A amoreira: símbolo vivo da identidade e sustentabilidade em São Tomé e Príncipe

A amoreira tornou-se a árvore emblemática do arquipélago de São Tomé e Príncipe. Embora não endémica, esta espécie secular enraizou-se profundamente na paisagem e na cultura nacional, assumindo um papel central na vida quotidiana e na construção identitária do país.

Grande parte da população santomense reside em habitações de madeira, muitas das quais edificadas com materiais provenientes da amoreira, reconhecida pela sua elevada qualidade e durabilidade.

Ela serve tanto para a construção e é uma espécie que produz madeira de alta e boa qualidade”, sublinhou Adilson da Mata, diretor das Florestas e Biodiversidade.

Altamente adaptável ao ecossistema agroflorestal, a amoreira é atualmente a espécie mais procurada no país. O seu abate passou a ser regulado por critérios rigorosos definidos pela Direção das Florestas e Biodiversidade, que tem igualmente intensificado as campanhas de plantio em todo o território nacional.

Tanto pelo seu valor económico como ambiental, damos especial importância a esta árvore que é a amoreira”, destacou Leonel do Rosário, do Núcleo Juvenil do Ambiente do distrito de Cantagalo.

Durante a Semana Nacional das Florestas, um dia foi consagrado ao plantio de árvores, maioritariamente amoreiras, numa iniciativa que teve lugar na Roça Kobó d´Ucú e contou com a participação da Primeira-Dama de São Tomé e Príncipe.

As árvores que foram cá plantadas constituem um dom. Este dom que Deus nos deu, que é a árvore, representa um futuro para as novas gerações”, afirmou Fátima Vila Nova.

O reflorestamento tem-se afirmado como uma das prioridades da política governativa, num momento em que São Tomé e Príncipe foi oficialmente reconhecido como Reserva Mundial da Biosfera.

“Temos que continuar a trabalhar para preservar este tesouro que temos, tanto ao nível da biodiversidade terrestre como marítima”, enfatizou Nilda da Mata, Ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável.

As florestas desempenham um papel vital para o equilíbrio do planeta: regulam o clima, protegem os solos, preservam a biodiversidade e asseguram condições fundamentais à vida humana.

Em São Tomé e Príncipe, a amoreira representa mais do que uma árvore — é símbolo de resiliência, sustentabilidade e esperança.

José Bouças

2 Comments

2 Comments

  1. Tubarão de Areia

    23 de Outubro de 2025 at 13:49

    A par desta boa iniciativa que deve ser perene no tempo/espaço no país, dadas as características do nosso solo, bem como do nosso clima para a sustentabilidade futura enquanto pequena ilhas com dupla insularidade( ver e saber mais sobre o processo de erosão do solo, sobre a lixiviação do solo, a escorrência, a importância de húmus para constituição do nosso solo, o processo de decomposição, da importância para agricultura), visão se deve ter para a modernização, mecanização, revolução tecnologia, ganhos de referencia e produção, na nossa agricultura, nas pescas, bem como no sector da transformação.

    Hoje no mundo os países, europeus, bem como sul americano, (ênfase Brasil) do sudeste asiático, (ênfase a China, a Índia, a Indonésia, a Correia do Norte), alguns países do médio oriente, detém importante investigação/conhecimento, tecnologias e maquinarias, que quando aplicadas a agricultura, a agropecuária, as pescas, a gastronomia, no sector da transformação, têm dado um impulso enorme a suas economias, na produção, no controlo de pragas, na sementeira, regas, eficiência na gestão do solo, da agua, da energia, produção de peixes e crustáceos em tanques, novos métodos de pescas, controlo proteção do ambiente e espécies marinhas, no sector da transformação, hoje diferentes tipos de maquinarias, passando pela automação, uso de inteligência artificial, para o aumento de produção, etc, etc…

    Exemplo, o milho quando passado nos dois cilindros roda, ou a trituração produz farinha de milho, tudo se processa sob a geração de dínamos, isto é de conhecimento secular, existem maquinas/computadores que controlam a temperaturas de solo, faz regas gotas a gotas, os drones semeiam e monitorizam os campos….

    A investigação e desenvolvimento são essenciais, as universidades, as escolas técnico-profissionais, a produção de conhecimento, aliada a boa organização social, económica e financeira são essenciais

    Sendo São Tomé e Príncipe, um pequeno estado insular, com dupla insularidade, com necessidade de criar empregos para os jovens, inserido numa região com necessidades a satisfazer, com necessidades de arrecadar divisas, com o problemas de furtos no campos agrícolas, o dirigente máximo destes sectores, tem que ter visão e estar a altura destas revoluções tecnologias e de maquinarias para estes sectores, apesar de ainda termos problemas de infraestruturas, há que ter um pensamento e visão estratégias para estes setores, jamais a passos de caracol, porque temos países com estas tecnologias e maquinarias na nossa cooperação.

    Há que solidificar o papel da instituição universitárias e centro de capacitação técnico profissional, nesta visão e objetivos

    Existem maquinarias pequenas maquinas de processamento de peixes, de processamento e transformação de banana, de frutas, de milho de mandioca, pimento, cana de açúcar, café, cacau, côcô, caroço, andim, etc,… sem falar nos serviços aliados a estas transformações comercio, vendas, criação de riquezas, partir daí se criam empresas

    Pratiquemos o bem

  2. Anca Não Escapa

    31 de Outubro de 2025 at 10:49

    Tubarão de Areia é Anca de novo. Credo!

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