Sociedade

Câmara de vigilância dispara contra um assaltante na noite da passagem do ano em Belém-Trindade

Célio Santiago, empreendedor santomense que reside na localidade de Belém-Trindade, relatou para o Téla Nón o incidente que ocorreu na sua residência na noite de passagem do ano 2025 para 2026.

O homem que vivia sozinho na sua residência decidiu celebrar a entrada de 2026 na cidade capital, mais concretamente no festival que decorreu na praia diante da Rádio Nacional.

No entanto, antes de sair de casa, nos arredores da cidade da Trindade, activou o sistema de alerta e de disparo da câmara de vigilância que foi instalada na residência. Segundo Célio Santiago o software que faz a câmara de vigilância disparar munições previamente instaladas, foi adquirido nos Estados Unidos da América.

Uma medida de segurança para proteger a sua residência e demais patrimónios seus, sobretudo quando está ausente.

A ilha de São Tomé, que vive uma onda de assaltos, de roubo e de violações, nunca vista, assistiu na madrugada de 1 de janeiro de 2026, a mais uma acção de assalto a residência.

O assaltante que provavelmente sabia que Célio Santiago não se encontrava em casa, terá pulado a vedação da residência para se apoderar dos bens lá existentes. Mas, foi surpreendido pelo disparo da câmara de vigilância. Disparo certeiro da câmara. «O ladrão foi atingido mas não morreu», afirmou Célio Santiago.

O proprietário da residência que se encontrava no réveillon de fim do ano na cidade capital, acabou por ser detido pela polícia no final da tarde de 1 de janeiro de 2026.

Foi ainda sob a custódia da polícia de ordem pública, que Célio Santiago falou com o Téla Nón. Quando o jornalista se dirigiu por volta das 20 horas de 1 de janeiro, para o comando da polícia do distrito de Água Grande que envolve a capital São Tomé, foi informado que o cidadão empreendedor já tinha sido transferido para as instalações da Polícia Judiciária.

O roubo, a invasão de propriedade, o assalto a mão armada, o saque abusivo do suor dos agricultores e criadores de animais, parecem estar a ganhar estatuto de direito adquirido em São Tomé e Príncipe. País onde a autoridade do Estado é caracterizada como defunto.

Os cidadãos que empreendem, que cultivam, que constroem, que honestamente batalham para sobreviver, são obrigados a ter muito cuidado no tipo de abordagem que fazem aos assaltantes e demais delinquentes. Pois no país, estes gozam de direitos especiais, quando invadem, violam, roubam e destroem os bens produzidos pelos cidadãos de bem.

Abel Veiga 

4 Comments

4 Comments

  1. Leão do norte

    2 de Janeiro de 2026 at 7:01

    Boas, Célio Santiago. Da próxima queira o destino que o disparo seja fatal e o desgraçado morra logo em seguida.
    O nosso estado deveria ter vergonha. Paulatinamente percebemos que os ladrões, os maus pagadores da dívida têm mais força e estão mais protegidos do que o cidadão lesado.
    Estas câmaras deveriam também ser instalados na Polícia Judiciária e no Tribunal, sítios aonde já desapareceram drogas.

  2. Pedro

    2 de Janeiro de 2026 at 16:42

    Eu quer comprar um sistema igual
    Qual a marca e modelo ?

  3. lander

    3 de Janeiro de 2026 at 11:37

    Celio,

    Seria possivel tornares -te representante e distribuidor desse sistema em sao Tome e Principe?

  4. wilson bonaparte

    20 de Janeiro de 2026 at 14:05

    Filhos da Put@, libertem o empresário. Defender a própria vida e o próprio trabalho não é crime. O verdadeiro problema continua solto: a insegurança crónica e a total impunidade. Enquanto o Estado falhar, as pessoas defendem-se como conseguem.

    Criminalizar quem se defende é admitir que o Estado já desistiu. O empresário devia estar em casa, não numa cela.

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