No dia em que o governo completou um ano de gestão, o Primeiro-Ministro Américo Ramos realizou uma visita detalhada ao Hospital Central Ayres de Menezes, o maior centro hospitalar de São Tomé e Príncipe.
Entre corredores abarrotados e unidades em estado de degradação, Américo Ramos constatou de perto na quarta-feira, os desafios estruturais e operacionais que afetam diretamente a qualidade do atendimento à população. “É bom estar por perto, conversar com as pessoas, perceber detalhadamente quais são os problemas”, afirmou o Primeiro-Ministro.
A visita revelou problemas que vão além da simples falta de recursos: o hospital, com infraestrutura envelhecida, enfrenta uma crescente carência de profissionais especializados. A formação dos enfermeiros passou recentemente de um curso técnico para uma licenciatura de cinco anos, gerando lacunas na disponibilidade de quadros qualificados. Soma-se a isso o impacto da imigração de profissionais de saúde e a necessidade contínua de atualização e especialização.

Outra questão crítica apontada pelo Primeiro-Ministro é a escassez de medicamentos e consumíveis, tradicionalmente fornecidos por doadores e parceiros internacionais. Com a redução da ajuda pública ao desenvolvimento, Américo Ramos sublinhou a urgência de um esforço conjunto entre governo, setor privado e parceiros para garantir o abastecimento regular. “É preciso haver uma conjugação dos esforços para sustentar o sistema de saúde”, apontou.
A visita também evidenciou problemas estruturais de fundo, como a escassez de água potável para pacientes e profissionais, muitas vezes agravada por vandalismo, corrupção e falhas na gestão do abastecimento. Américo Ramos explicou que as soluções exigem intervenções estruturais e uma maior responsabilização dos funcionários da EMAE, empresa responsável pela distribuição de água e energia.
O Primeiro-Ministro concluiu que a melhoria do Hospital Central não depende apenas do governo ou dos profissionais de saúde, mas da participação ativa de todos, utentes, jornalistas e sociedade civil. Segundo o Chefe do Governo sem um planejamento estratégico a médio e longo prazo, envolvendo manutenção adequada, aquisição de equipamentos e responsabilização de cada sector, o sistema hospitalar continuará vulnerável.
“Se cada um no seu lugar fizer a sua parte, podemos melhorar”, mencionou Ramos, reafirmando o compromisso do governo em enfrentar os problemas estruturais de saúde e promover soluções sustentáveis que garantam atendimento digno à população são-tomense.
Waley Quaresma
RITA VIERA
15 de Janeiro de 2026 at 20:26
povo nao cai nessa jogada… é td jogada do pintA CABRA….
CLEMILSON PEDRO DE SOUZA
16 de Janeiro de 2026 at 12:05
Como é difícil visitar o hospital , São Tomé e Príncipe é um país gigante