A Ministra do Ambiente Nilda Mata revelou as consequências financeiras anuais das inundações em São Tomé e Príncipe durante a cerimónia de lançamento do novo projecto de resiliência climática validado em parceria com o PNUD.
Nos próximos 4 anos o país vai implementar em parceria com o PNUD, o Projecto de reforço das capacidades de adaptação às inundações e a segurança hídrica. Luc Gnonlonfoun representante disse que o projecto foi elaborado de acordo com a estratégia nacional de desenvolvimento sustentável.
«Não estamos apenas a validar um projecto. Estamos a reforçar a capacidade de São Tomé e Príncipe de proteger as suas comunidades, os seus recursos naturais, e o seu futuro face aos impactos das alterações climáticas», frisou.
O Fundo Mundial para o Ambiente disponibiliza 5,3 milhões de dólares para o projecto que também é cofinanciado pelo Banco Mundial e outros parceiros no valor de 23 milhões de euros.

O governo destacou a importância do novo projecto numa altura em que os dados revelam que os fenómenos naturais extremos, nomeadamente as inundações, são um dos responsáveis pela pobreza. «Os impactos anuais das inundações já ultrapassam os 8 milhões de dólares em danos materiais, podendo atingir cerca de 18 milhões de dólares até 2080. É neste contexto desafiador, mas também cheio de oportunidades que nos encontramos para validar um projecto estratégico de grande relevância nacional», afirmou a ministra do ambiente.
Nilda da Mata, acrescentou que o novo projecto pretende aumentar a resiliência das zonas urbanas e das comunidades vulneráveis, dos impactos das inundações e reforçar a segurança hídrica no país.
O novo compromisso com as alterações climáticas vai envolver mais de 95 mil pessoas, quase metade da população do país.
«Este projecto beneficiará directamente mais de 95 mil pessoas com forte integração das dimensões de género, juventude e inclusão social», pontuou a ministra do ambiente.
A parceria entre o governo e o PNUD contribui para reforçar a resiliência nacional em relação às inundações, e promove a segurança hídrica.
Abel Veiga