Sociedade

Mau tempo tirou o tecto da Caserna de Pinheira

Rajada de vento, chuva mediana, e relâmpago. São agora os ingredientes das situações de mau tempo que a ilha de São Tomé tem registado. A primeira situação aconteceu no final de março e outra no início de abril.

Talvez por influência das alterações climáticas, o período de março a abril que era marcado por chuva abundante, regista este ano pouca chuva, e muito calor.

O mau tempo quando acontece, é anunciado por relâmpagos. De seguida as rajadas de vento, que encontram nas clareiras abertas pelo abate indiscriminado de árvores, uma autoestrada para fazer estragos.

Na roça pinheira, que dista cerca de 9 quilómetros da capital São Tomé, o vento derrubou facilmente as árvores que restaram. As árvores foram incapazes de travar a velocidade do vento, que de seguida tirou o tecto da casa comboio construída há mais de 120 anos.

13 famílias ficaram sem tecto. Os habitantes da Pinheira chamam a casa da sanzala, de Caserna.Leonel Espírito Santo, que residia num quarto da caserna, disse ao Téla Nón que desde o temporal de 25 de março, que vive praticamente na rua.

Com as paredes em ruínas, e as vigas em avançada degradação, a caserna da roça Pinheira, ameaça os moradores.

Marlene Vaz Fernandes, mãe de 3 filhos, também entrou em pânico. O vento levou o telhado da caserna, e as crianças gritavam, pediam socorro.

Na última quinta-feira, 3 de Abril, por volta das 18 horas e 30 minutos, o relâmpago iluminou São Tomé, o vento começou a soprar do mar, e as poucas árvores que existem, começaram a tombar.

O sistema de distribuição de energia eléctrica da EMAE colapsou. A maior parte da ilha ficou sem energia eléctrica. As chapas de zinco que cobrem as casas, e fazem os cercados das residências nos arredores da capital entraram em voo. Cabos eléctricos caíram por terra.

A direcção da empresa de água e electricidade, EMAE, disse ao Téla Nón que os prejuízos são avultados. No distrito de Mé-Zochi, centro da ilha de São Tomé, a situação foi mais complicada, garantiu a direcção da EMAE.

O mês de abril dá sinais de que os fenómenos naturais extremos, poderão continuar até maio, o mês em que antigamente iniciava a estação seca, a gravana.

Abel Veiga

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