Sociedade

Conflito no Médio Oriente condiciona as obras do novo hospital

O Governo de São Tomé e Príncipe havia anunciado para abril o início das obras do novo hospital, mas o calendário já não será cumprido. O primeiro-ministro, Américo Ramos, justifica o atraso com o conflito no Médio Oriente.

O Kuwait é um país que está também no centro daquilo que está a acontecer atualmente no mundo, a guerra. Por isso, vamos fazer a nossa parte e tentar ver se, o mais rapidamente possível, a parte kuwaitiana e o BADEA avancem com a conclusão do projeto, para permitir o lançamento do concurso”, declarou o chefe do Governo.

O novo hospital, a ser construído na zona de Ferreira Governo, em Lobata, figura entre as prioridades nacionais para este ano. Américo Ramos lamenta o atraso registado, sublinhando que o Executivo mantém o compromisso de concretizar a obra.

Temos comunicado diretamente com os consultores, as respostas têm sido dadas, mas não garantimos que já este mês se consiga concluir o trabalho, uma vez que conhecemos o que está a acontecer nesta parte do globo”, acrescentou o primeiro-ministro.

O investimento está avaliado em cerca de 32 milhões de euros. O financiamento será assegurado pelo Banco Árabe para o Desenvolvimento Africano, com cerca de 16 milhões e meio de euros, pelo Fundo do Kuwait, com aproximadamente 15 milhões de euros, e pelo Estado são-tomense, com cerca de 2,3 milhões de euros. 

José Bouças

3 Comments

3 Comments

  1. Mezedo

    17 de Abril de 2026 at 9:06

    O Primeiro Ministro já sabia a muito tempo que não ia conseguir arrancar esta obra porque ele mesmo esta envolvido no escândalo ligado ao valor deste fundo.

    E neste momento ele esta mais focado em Rosema e não quer devolver Rosema ao verdadeiro dono Melo Xavier.

    Não se admite que um Primeiro Ministro esteja em cumplicidade com empresa que não paga ao Fisco
    Não se admite que Primeiro Ministro seja ele o maior negociante de matérias primas a uma empresa devedora do Fisco.

    ADI e seus lideres são a desgraça do País e estão todos alinhados a Roubo descarado sem vergonha,

    Américo Ramos esta Ligado ao Nino Monteiro e não quer devolver a Fabrica Rosema ao dono, e tem facilitado a fuga ao Fisco.

    Mas um dia vamos acabara com voces. a Primeira Prisão não foi suficiente desta vez saberas como é duro.

  2. Jxecove

    17 de Abril de 2026 at 10:13

    Num país onde as promessas têm mais inaugurações do que obras concluídas, o novo hospital já nasceu com um diagnóstico claro: atraso crónico com complicações políticas. Abril chegou, vai passar, e o hospital continua em estado… imaginário.

    A explicação? O Médio Oriente. Sempre útil, esse argumento geopolítico elástico que serve tanto para justificar guerras como para adiar betão. Se chove em Lisboa, culpa-se o Atlântico; se não há hospital em Lobata, culpa-se o Kuwait.

    O curioso é que o hospital ainda nem saiu do papel, mas já está profundamente ligado aos “acontecimentos do mundo”. Uma obra globalizada antes mesmo de ter fundações, um feito digno de estudo.

    O Governo garante que está em contacto, que há respostas, que há empenho… só não há obra. E assim seguimos, entre comunicados e intenções, num enredo que faria inveja a Crónica de uma Morte Anunciada, todos sabem o desfecho, ninguém consegue evitá-lo.

    Neste caso, não se trata da morte de um homem, mas da lenta agonia de um projeto que já foi anunciado, adiado, justificado e, provavelmente, futuramente reanunciado com nova pompa e circunstância.

    No fim, resta a esperança: não de ver o hospital construído rapidamente, mas de pelo menos assistirmos à próxima explicação criativa. Porque, em São Tomé e Príncipe, quando falta obra, nunca falta argumento.

  3. Sotavento

    17 de Abril de 2026 at 12:08

    A justificação do atraso é um pouco caricato sem sentído.É certo que neste momento o oriente médio está em situação de guerra mas peguemos por onde peguemos a justificação não quadra…

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