Opinião

Máfia : Tiro saiu pela culatra

O tiro de combate a máfia e a corrupção do  Sr. Patrice Trovada saiu pela culatra

O Sr. Patrice Trovoada está a abrir uma “Caixa de Pandora” em que o mesmo é capaz de ficar refém, sem esperança e decapitado politicamente, não estando o mesmo ilibado de responder perante a justiça.  Esta intenção a espuma de pensamento  para tirar vantagens politicas, tem um pedigree pouco recomendável.

Nenhum,  adulto, culto e normal, acredita genuinamente na legitimidade e honestidade das afirmações do Sr. Patrice Trovoada, relativamente ao combate a máfia e a corupção quando o próprio é alegadamente foragido da justiça pelos mesmos actos de corrupção.  E a forma como comenta o caso,  querendo, o separar das aguas fica-se até com a impressão de que há uma máfia protegida e a outra passivel de punição.

Se for este o caso na verdade não podemos ser todos iguais, a justiça só funciona para uns e não para todos. Esta é a hipocresia diária que aborrece o Povo. É vóz corrente, e há informações fidedignas e bem documentadas segundo as quais um Euro-deputado portugues acompanhou o Sr. Patrice Trovoada na sua deslocação ao Pais aquando das ultimas eleições legislativas, alegadamente com o intuito de o proteger quando este era alegadamente foragido da justiça,  e alegadamente indiciado de crimes de peculato, gestão danosa e burla qualifica.

Tendo o mesmo, agora anunciado para 2018 a incorporação de magistrados portugueses e agentes da policia judiciaria portuguesa sob a banderola de eliminação da corrupção e da máfia instalada no Pais, qualquer observador atento e independente suspeita e consegue ver a vendetta do “endgame” que é alegadamente,  supostamente proceder a caça as bruxas e hipoteticamente ajudarem-no a proteger a sua alegada máfia.

É uma recordação brutal de que há dois pesos e duas medidas, para uns o tratamento é este e para outros o tratamento é diferente, inequivocamente existe um tratamento preferencial. Como é que o Pais pode avançar se não há imparcialidade no sistema juridico-institucional. O sitema judiciário alegadamente dança ao sabor dos batuques do governo e por isso, questiona-se a veracidade da separação de poderes e o Estado de Direito.

Perante o cenário actual em que a sorte sobrepõe a sabedoria, e os ditos sábios são governados pelos sortudos não poderemos ter ilusões não realistas do caos prometido.

A diáspora Santomense acompanha com a devida atenção e preocupação os ultimos acontecimentos relacionados com o estado da justiça em São Tome e Principe e relembra de que as injustiças desiquilibram as mentes. Para o STP Think-Tank o capitulo é diferente mas o livro é mesmo.

STP–Think Tank

Heleno Mendes

    2 comentários

2 comentários

  1. Tiberio

    12 de Dezembro de 2017 as 16:27

    É incrível como certas pessoas que adoram fazer críticas a certos políticos não conseguem fazê-las de forma imparcial. Assim, faz-me também desconfiar desses indivíduos e das razoes que os levam constantemente criticar. Ora vejamos, desde sempre os políticos Santomenses não foram flor que se cheire. Existem muitos relatos de actos de corrupção com maior incidência na segunda república, ou depois da tão falada “democratização de STP”. Uns já passaram diversas vezes pela governação, “enriqueceram-se” de repente e do nada, apoderaram-se dos bens do Estado Santomense, usufruíram de benefícios fora do normal e da legalidade e muitos continuam a usufruir de benefícios, muitos continuam na vida politica activa e todos se acusam uns aos outros. Mas o que eu vejo agora, STP tem somente um bandido. Parece que este bandido está no Governo desde 12 de Julho de 1975. Haja paciência e tentam ser Santomense que queira contribuir para o bem e desenvolvimento do país e não a tentar vingar-se por questões de foro pessoal.
    Meus caros compatriotas, a bandidagem é quase generalizada. Vamos ser sensatos e criticar de forma isenta e racional, caso não estamos a ser igualzinho a eles.

  2. STP-Think Tank

    15 de Dezembro de 2017 as 5:58

    Meu caro,

    Não ha aqui, falta de insenção ou racionalidade.
    O artigo expõe o fracasso da ética em tempos de ambivalencia entre moral e Justiça, em momento nehum fora invocado ou mencionado no artigo assuntos de carater pessoal, mas sim, questoões que se prendem com a Justiça e de indole nacional. O Sr. Patrice Trovoada não pode nem deve estar acima da lei. E a lei só se aplica quando lhe é convientente.

    Um bem haja,

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