Opinião

Um Diálogo entre Bêbados que Poderia Assassinar o Primeiro-ministro

Quem olha, com criticismo desejável e tentativa de compreensão dos fenómenos políticos e sociais que se sucedem, uns aos outros, na nossa terra, nos últimos tempos, só pode ficar com a sensação que, cada dia que passa, as coisas pioram e ganham contornos de irreversibilidade. O autoritarismo aumentou e com ele, as perseguições políticas, a censura, a falsidade, a bufaria e outros males que têm contribuído para sufocar a nossa embrionária democracia.

Vivemos, neste momento, num país onde impera o terror e a manigância. As pessoas estão, neste momento: mais desconfiadas; evitam aproximar-se das outras; têm receio de partilhar ideias ou projetos; fogem de um simples ato de socialização banal; arranjam mecanismos ou códigos de conduta que repelem tentativas de aproximação; olham para todos os lados, com um detalhe microscópico, antes de responderem a uma abordagem simpática alheia; etc. Ainda ontem, estive a falar com um grande amigo meu, que esteve no país, recentemente, e confirmou todos estes receios e comportamentos.

A pergunta que se pode fazer, neste momento, é a seguinte: o que é que mudou, recentemente, no país, ao ponto de estar a condicionar o comportamento das pessoas neste e outros âmbitos?

Enquanto a democracia é o contexto ideal para a estabilidade das relações sociais e políticas entre os cidadãos porque, atempadamente, todos conhecem as regras de jogo que a conformam; um contexto de emergência de um projeto político que permite o controlo autoritário sobre a vida pública e privada dos cidadãos, como aquele que estamos a viver, momentaneamente, no país, pelo contrário, suscita o medo, a indisponibilidade para reflexão e socialização com os outros, a desconfiança e, até, a preocupação excessiva com aquilo que se escreve ou diz num círculo de amigos.

É isto que está a mudar o comportamento das pessoas, momentaneamente, em S.Tomé e Príncipe, sobretudo daquelas que dependem, direta ou indiretamente, do poder instalado, decorrente do propósito de reconfiguração da arquitetura do nosso Estado, em que o presidente da república já nada vale, a Assembleia Nacional passou a ser, para além de um centro de representação com competências para produção legislativa e de fiscalização, um autêntico Tribunal Especial que julga e decidi casos como o da cervejeira Rosema, a mando do primeiro-ministro, e o ministério público passou a ser o braço armado do governo.

A nossa segurança, como entidade comunitária está, neste momento, muito doente. Estamos a atravessar um momento de (des) democratização acelerada, como eu tenho vindo a denunciar em múltiplos artigos anteriores, que está a abalar os pilares do regime, trazendo consigo a manifestação de atos de criminalidade incomuns na nossa terra, tendo como consequência a lesão de bens jurídicos individuais, mas, sobretudo, de bens jurídicos coletivos.

Neste contexto, quem garante o respeito pelas liberdades individuais dos cidadãos se os próprios juízes do Supremo Tribunal de Justiça são severamente castigados, por motivos relacionados com o cumprimento das suas funções?

É neste clima de terror instalado no país que o senhor primeiro-ministro aparece-nos na televisão dele, em comício, sem qualquer contraditório, como seria de esperar, num registo usual de vitimização, a informar-nos que ele foi o principal alvo de um processo, aparentemente abortado, de assassinato, cujo objetivo era a subversão da ordem constitucional vigente para que a oposição pudesse ganhar as próximas eleições.

Neste seu registo vitimizador, o senhor primeiro-ministro declarou, ainda, que ele estava na posse de meios de provas bastante fortes, relacionados com a referida intentona, e que na mesma participariam algumas pessoas, incluindo estrangeiros, bem identificadas.

No mesmo dia que o senhor primeiro-ministro fez o seu comício e perante a dúvida e incredulidade geral, tendo em conta a cascata de acontecimentos, de caráter autoritário, que se vive no país, promovidos pelo próprio poder instalado, que o senhor primeiro-ministro é o máximo representante, apareceu nas redes sociais um registo áudio, cujos promotores da sua difusão prometiam-nos, que, no conteúdo do mesmo, existiria, inequivocamente, toda a prova sobre os factos que o senhor primeiro-ministro nos declarara no seu comício na TVS.

Deixei tudo o que tinha para fazer e fui ouvir, com toda a atenção desejável, o tal registo áudio que, nos diziam, continha toda a prova do suposto assassinato premeditado contra a pessoa do senhor primeiro-ministro, Patrice Trovoada, com objetivo de subversão do regime constitucional vigente.

Ouvi o tal registo áudio uma vez e juro que não descortinei, no conteúdo do mesmo, de forma perentória, nenhum elemento de prova, compaginável com as fortes declarações prestadas pelo senhor primeiro-ministro, na sua TVS, que denunciassem, inequivocamente, a existência e veracidade do facto relatado.

Pensei, com toda a sinceridade, que estava a utilizar um registo áudio, diferente daquele que me aconselharam a ouvir, onde não estava o conteúdo da referida prova. Telefonei a um amigo e colega que, prontamente, me informou que o registo era mesmo aquele que eu ouvira anteriormente e, no entanto, por precaução, enviou-me um outro exemplar do referido registo áudio. Fui ouvir, de novo, com toda a atenção o tal registo áudio.

Para espanto meu, tratava-se, efetivamente, do mesmo registo áudio que eu já tinha ouvido anteriormente. Aquilo, perdoem-me as pessoas que estavam envolvidas naquele processo, simbolicamente, mas parecia um diálogo entre bêbados, típico das nossas tascas, onde um deles, mais bêbado do que o outro, monopolizou este mesmo diálogo, e tentava convencer o outro, menos bêbado, a beber mais uns copos de vinho. Todo o diálogo, estabelecido no referido registo áudio, e até algumas interjeições, reiteradamente expressas por um dos intervenientes, passou-se, neste registo simbólico referenciado que pode ser comparado a um diálogo entre bêbados.

Um plano de ação para assassinar um primeiro-ministro, tendo, ainda, um contexto temporal curto e pré-determinado, para a sua realização, não se faz daquela forma, típica de taberna: com suposições; com um linguajar de convencimento de eventuais parceiros, sobre o método a seguir, pouco ou nada assertivo ou, até, especulativo; sem identificação clara de meios e responsáveis por todas as atividades que, eventualmente, permitiriam a sua materialização; sob monopólio discursivo vindo sobretudo de um dos intervenientes que, por sinal, não é aquele que é catalogado como o seu cérebro ou principal responsável, estando este, aparentemente, a ser impingido da bondade ou importância da iniciativa em causa e, consequentemente, a ser, objectiva ou subjectivamente, induzido a participar no referido diálogo.

Além de tudo isso, um plano de assassinato do primeiro-ministro não se faz, sem um substrato organizativo pré-elaborado, tendo em conta o contexto temporal curto para a sua materialização (o primeiro-ministro seria assassinado aonde, quando, quem o faria, onde é que os executores do plano se posicionavam para cumprirem a sua função, qual o papel de agentes estrangeiros nesta trama, etc).

Tendo em conta, o clima de terror que se instalou no país, decorrente do processo de (des) democratização acelerada que estamos a viver, onde sobressai perseguições políticas, a censura, o ódio, a falsidade, a bufaria, a incentivação de comportamento denunciante e outros tiques pidescos, bem como o conteúdo insólito do referido registo áudio, apresentado como prova do hipotético crime, de que fiz referência anteriormente e, sobretudo, a disponibilidade e prontidão do senhor primeiro-ministro para aparecer na sua TVS e fazer logo um comício sobre o facto em causa, num registo exemplar de vitimização, sem sequer esperar pela intervenção do poder judicial para explicação pública do caso em concreto, não posso excluir, também, neste contexto analítico, a hipótese de se tratar de uma trama, urdida pelo próprio poder instalado, para perseguir e prender os opositores políticos.

Tendo em conta tudo aquilo que tem acontecido, hoje em dia, em S.Tomé e Príncipe, onde até os juízes do Supremo Tribunal de Justiça são perseguidos, humilhados e exonerados compulsivamente, é perfeitamente normal que, com recursos a “agentes provocadores”, sob tutela governamental, os opositores políticos sejam estimulados ou induzidos a cometerem ou participarem num crime, verbalizando, ou não, a sua disposição para o referido efeito, estando, contudo, sob controlo de uma ou mais fontes de provas, como é o caso deste registo áudio, que servirão como eventual garantia ou prova, exibida publicamente, como troféu político, para uma campanha de vitimização que já começou. Em qualquer livro sobre o populismo esta receita está lá explícita e, até, dá resultados, algumas vezes. Só isso pode explicar a ida do senhor primeiro-ministro ao comício na TVS, quando o caso ainda estava, aparentemente, sob inquérito judicial.

Quem faz o que o atual poder já fez, atropelando tudo e todos, em prol do controlo autoritário sobre a vida pública e privada dos cidadãos, desprezando os princípios basilares de um Estado de Direito Democrático, não obstante as observações de instituições internacionais como a União dos Advogados de Língua Portuguesa, a União Internacional dos Juízes de Língua Portuguesa, do pai da nossa Constituição, professor Jorge Miranda e demais instituições, nacionais e internacionais, está em condições de fazer tudo o que estiver ao seu alcance para a materialização do seu objetivo maior, criando, com tal, condições para a destruição dos seus principais adversários políticos.

Não posso excluir a hipótese de que, Gaudêncio Costa poderá estar a ser, neste momento, mais uma vítima, como foram os juízes do S.T.J, do que um potencial criminoso, tendo em conta todos os pressupostos referenciados anteriormente. E mantenho esta posição até que o senhor primeiro-ministro me demonstre, na sua TVS, como já fez anteriormente, através de outros meios ou elementos de prova, de que a referida intentona, de facto, existiu, e foi planeada, de forma voluntária, pelos protagonistas referenciados.

Da mesma forma que o senhor primeiro-ministro apareceu, de forma voluntária na TVS, a acusar um adversário político de ter planos de o querer assassinar, fazendo toda a radiografia do referido crime, é ele, e não o Tribunal, neste caso, que tem o ónus da prova, ou seja, que tem a obrigação de provar tal facto, também num comício na TVS, com novos elementos de provas, porque os que ele apresentou, até hoje, são escassos e não me convenceram.

É que tudo, neste processo e noutros, direta ou indirectamente relacionados, os acontecimentos e procedimentos denunciam muitas estranhezas e levantam muitas preocupações e interrogações.

  • Pode, por exemplo, a investigação criminal, neste âmbito, estar sob alçada das forças de defesa e segurança e, posteriormente, ser transferida para a polícia judiciária já com os elementos de prova produzidos e identificados?
  • Em que condições foram produzidos os elementos de prova que constam do referido processo, designadamente o referido registo áudio?
  • Em que categoria e enquadramento organizativo, no nosso ordenamento jurídico, podemos incluir o agente que produziu a referida prova?
  • Que meios, utilizou o referido agente, para a produção dos elementos da referida prova que, eventualmente, não tenha colocado em causa direitos, liberdades e garantias dos cidadãos envolvidos?
  • Se, de facto, houve a intervenção, neste processo, de um “agente provocador” que induziu o senhor Gaudêncio Costa a cogitar, em associação com outros envolvidos, cometer o referido crime, não estaremos em presença de um crime, ainda maior, cometido por outrem, que colocou em causa a liberdade de vontade e de decisão do referido cidadão?
  • Estaremos todos em liberdade e segurança se, de facto, a investigação criminal passou a ser feita, neste momento periclitante da nossa vida coletiva, por entidades que desconhecemos, sem enquadramento legal neste âmbito, como sejam as forças de defesa e segurança?
  • Por que razão não é o ministério público, como órgão que deve dirigir qualquer investigação criminal, a nos explicar, através de comunicados ou outros meios alternativos, os contornos da referida investigação mas sim, o primeiro-ministro, em comício, através da TVS?
  • Por que razão, perante acusações anteriores graves, produzidas por um cidadão nacional, relacionadas com a materialização de um crime idêntico no nosso país, cujo nome do primeiro-ministro aparecia como protagonista, o ministério público, aparentemente, recusou agir e, agora, aparece num processo similar querendo recorrer da decisão do juíz que decidiu mandar em liberdade, sob termo de identidade e residência o cidadão Gaudêncio Costa?

A resposta a estas e outras questões é que deveriam servir de referência e motivação para uma eventual reforma da justiça na nossa terra porque, de facto, configuram reais preocupações do contexto comunitário com o rumo que o país está a tomar e, sobretudo, preocupações quotidianas das pessoas que procuram a referida Justiça para a resolução dos seus problemas. A reforma de Justiça não pode servir, consciente ou inconscientemente, para ajudar na subversão do regime e no controlo autoritário, do poder vigente, sobre a vida pública e privada dos cidadãos.

Adelino Cardoso Cassandra

    18 comentários

18 comentários

  1. João

    25 de Junho de 2018 as 16:46

    Só posso dizer ao senhor que muitas vezes eu penso exactamente aquilo que o senhor escreve e as nossas ideias são muito perecidas. É exactamente isto que eu pensei quando este caso despoletou cá. Tudo está muito estranho e confuso. Parece que o carrasco quer virar vítima. A descrição da nossa realidade atual que o senhor fez é brilhante. Algumas pessoas que eu conheço tem medo de sair de casa neste momento. Podem sair ir fazer compra mas as pessoas andam muito desconfiadas e com medo. O clima está perigoso cá. Eu acho que esta cassete deveria ser mandada para exterior para fazerem perícia e confirmar se aquilo que se ouve não foi alterado. Dizem que o juíz já mandou fazer isto. Vamos esperar para ver.

  2. xyz

    25 de Junho de 2018 as 17:01

    Muito obrigado!! Continua a fazer este serviço público.

  3. Seabra

    25 de Junho de 2018 as 17:45

    Foi tudo montado, mesmo este possível BATE PAPO de butiquim , entre alcoolotras (que vão inundar o sofrimento e a miséria,com o mau álcool, se suicidando paulatinamente),foi pago pelos BUFOS do PT-ADI. Ninguém nunca montou nada contra ele…os Trovoada estavam refugiados em França, porque o pai Miguel Trovoada atentou a vida do primeiro presidente sãotomense do MLSTP, camarada Manuel Pinto da Costa.
    Quem quer o PT enviar como asilado político (como ele outrora)? Os dois alcoolotras ? É mesmo para DISTRAIR, como disse o outro internauta.
    É mais uma GOZAÇÃO do PT.
    BAAAAAAZZAAAAZZAAAA!

  4. Paulo castro

    25 de Junho de 2018 as 17:58

    Huumm…isto esta mal,…..Isto esta cada vez pior.
    Espero que venham as eleicoes, que elas decorram num clima de paz, estabilidade e transparencia para sr clarificar tudo e ver se este pais volta a ser colocado nos trilhos.
    Devemos todos reconhecer, em abono da verdade que a maioria absoluta do ADI distruiu este pais.
    Que o futuro nos possa trazer de novo a vontade de sonhar.

  5. Bem de S.Tome e Principe

    25 de Junho de 2018 as 22:35

    PT tinha S. Tome e Principe na mao qdo ganhou as eleicoes com maioira absoluta. Seria presidente qdo Evaristo saisse, o seu partido teria sempre a confianca do povo. Mas, como é pessoa de mau caracter, carregado de odio, vinganca e com dezenas de aldrabices a outrem, nao conseguiu, nem consegue, como nao conseguira governar bem S. Tome e Principe.

  6. Ralph

    26 de Junho de 2018 as 7:10

    Tudo o que o autor descreveu assemelha-me à situação nalguns países na minha região de Oceania, tal como a Pápua Nova Guiné. Naquele país, o sentido de democracia, o estado de direito e a separação de poderes são todas coisas que estão a sofrer na face de um assalto contra as instituições de democracia. Na PNG, a corrupção está cada vez mais prevelante na política e a sociedade parece estar a recuar-se para um sistema tribal no qual o mais forte sobrevive. E, assistindo a tudo isso, países como a China veem uma oportunidade de ir tentar estabelecer uma presença na PNG, tornando o país num tipo de brinquedo pelo qual várias potências lutam para exercer controle e influência. Parece-me que não haja muita esperança para aquele país à medida que se torna cada vez mais corrupto e cada vez mais dependente na assistência financeira extrangeira.

    Talvez isto seja o futuro para STP se não consiga restabelecer um sistema de estado de direito, deixando o trilho livre para todos os tipos de mal se imporem.

  7. XY

    26 de Junho de 2018 as 7:25

    … «perdoem-me as pessoas que estavam envolvidas naquele processo, simbolicamente, mas parecia um diálogo entre bêbados, típico das nossas tascas, onde um deles, mais bêbado do que o outro, monopolizou este mesmo diálogo, e tentava convencer o outro, menos bêbado, a beber mais uns copos de vinho»…
    Achei essa passagem do seu trabalho demais, fartei-me de rir e confesso que concordo contigo.
    Na minha opinião ninguém vai planear assassinar alguém num lugar onde se ouve viaturas a passar que chega a abafar a conversa, o que deixa entender que é um lugar quase público ou mesmo público e não é a pessoa que encomenda a morte que diz ao atirador o que ele tem que ter plano A, B ou C, como ele deve usar dinheiro ou não, ele como profissional já saberá isso. Qual é a garantia que o mandante tinha que ele iria ocupar o lugar do 1.ª Ministro para prometer promoção a outra parte se nem é o partido dele que está no poder? Poderia ser alguém mesmo do partido no poder a assumir o cargo caso o plano se concretizasse. E a forma como o suposto atirador concordava com o mandante, sem questionar em nada, umumumumu, sinceramente, só pode ser o que diz o excerto em cima.

  8. MILITANTE DE LAMA LAMA

    26 de Junho de 2018 as 7:52

    Já era de esperar mais uma falsidão do PT para o consumo dos menos esclarecidos que ele sempre apelidou de povo pequeno que ao ouvir as suas baboseiras pensa automaticamente que se trata de algo real mas sim um cenário inventado,
    Tudo que estamos a assistir não passou e nem passa dum mero episódio de distração ao “POVO PEQUENO” que poderia sair a rua em tumulto contra o aumento do preço de combustível e portanto ele e o seu sipaio da antiga secreta Arlindo Ramos veio colocar ao público para distrair os que ficaram mais lesados e pobres com o aumento de combustível. Essa em meu ver é a versão real da história, não se trata de golpe de estado, ou subversão do sistema vigente no país, tratou sim duma desculpa sem pé sem cabeça para distrair o povo.
    O aumento de combustível em 14% fez com que os motoristas de santana entenderam aumentar o preço de transporte táxi em 100%, o PT devia nos explicar como resolver o problema dos buracos nas principais ruas e estradas do país, situação calamitosa com os lixos que circundam a nossa cidade, o mau cheiro no centro da cidade capital, os passeios do mercado grande inundado de mercadorias e os transeuntes não dispõe de passeios para circular e em risco de serem atropelados.
    Convenhamos senhor Primeiro-ministro, o senhor prometeu-nos melhor condição de vida e Dubai, hoje a pobreza aumentou, a classe média está a desaparecer, a criminalidade aumentou, o custo de vida agravou, o salario mantem congelado, prostituição em ascensão sobretudo nas camadas mais jovens, desemprego jovem não se fala. AFINAL O QUÊ QUE TEMOS DE LEMBRANÇA? LUZ E AGUA!

    • Ralph

      27 de Junho de 2018 as 7:09

      O Militante levantou um assunto importante. Ou seja, muitos governos tentam criar divertimentos, polémicas e histórias simplesmente para distrair o povo, como o Militante sugeriu. É difícil por um governo fazer coisas concretas para melhorar uma sociedade. Por isso, têm uma tendência de criar distrações para desviar a atenção do povo da falha do governo de fazer muito de importância. É uma tragédia que não é única a STP, sendo algo que acontece em todos os países. O problema é que a maioria das pessoas caem no truque.

  9. João Carlos

    26 de Junho de 2018 as 8:00

    Esta tramóia está muito mal contada. Este primeiro-ministro conhece bem o país que tem. Só que ele esqueceu que utilizar os mesmos truques muitas vezes o seu resultado vai perdendo impacto desejado nas pessoas. Nas eleições passadas foi o que foi. Chegada triunfal no país e recepção apoteótica no aeroporto. Este ano ele ensaiou outro truque que é um suposto golpe de estado que iriam matar ele, mandou gravar tudo, acusou coitado de Gaudencio Costa, correu foi dar a missa dele na TVS que está a passar isto uma data de vezes por dia. Ele está a querer passar por vítima para impressionar as pessoas. Só que ele esqueceu que neste momento também existe muitas pessoas que ele andou a fazer mal e que também são as verdadeiras vítimas da política dele. Estas pessoas não são vítimas falsas como ele e algumas delas estão a sofrer muito. Por isso se ele está convencido que o povo vai cair na esparela dele mais uma vez ele pode tirar o cavalo dele da chuva.

  10. Managem

    26 de Junho de 2018 as 8:05

    Minha gente me desculpa mais isto não é ditadura de brincadeira que entrou terra, isto é Ditadura pura e dura. O povo não vai aguentar esta coisa. Já começou prisões de inocentes. Este homem vai matar este país. Santo Tomé Poderoso tem que nos ajudar.

  11. Ana

    26 de Junho de 2018 as 8:48

    Quando se pensa que se é mais esperto do que toda a gente dá nisso. O Patrice Trovoada sempre pensou e gaba-se en tre amigos que ele é o maior político deste país e que consegue enganar o povo com estes pequenos truques. Só que ele esqueceu-se que não se consegue enganar toda a gente ao mesmo tempo durante muito tempo. O povo pode não ter estudo mas não é burro. As pessoas sabem ver e analisar as coisas. Tenho dito. Fui

  12. Descamisado

    26 de Junho de 2018 as 8:58

    O que o senhor Presidente da República Evaristo de Carvalho deveria preocupar-se é mandar os sentimentos pêsames a família enlutada quando ele (Presidente )mandou cortar a Árvore de grande porte chamada ôcá que vitimou o senhor moto-cerra. Isto sim, é algo palpável em que a Presidência não se pronunciou.
    O trabalho do actual ministro da Defesa, formado em Cuba é contra inteligência. Formou-se na época do Partido único e ele não consegue tirar a capa de contra inteligência em relação ao actual cargo que é o do Ministro da Defesa.O que mudou. Quando o senhor Arlindo Ramos desempenhava a função de contra inteligência, o senhor Amado Vaz foi Director de Segurança do Estado. Hoje a sua filha, Ilza Amado Vaz é ministra da Justiça, como se tratasse do seu pai Amado Vaz. O elo de ligação Amado Vaz, Arlindo Ramos e Ilza Amado Vaz e porque não, Augério Amado Vaz, o responsável pela confusão da cervejeira Rosema

  13. Rei de S.Tomé

    26 de Junho de 2018 as 9:30

    País está perigoso!!!!!Interessante artigo.

  14. Riboqueano

    26 de Junho de 2018 as 14:48

    O homem é curandeiro de primeira água. Este homem está decidido a rebentar com este país. Muita gente alertou para isso, agora é que abriram os olhos. Pode ser muito tarde. Ainda por cima tem uma data de brutamontes que não pensam a seguir ele como os bispos da igreja de Reino de Deus faz. Ele tem espiões espalhados cá em S.Tomé em todos os bairros que são muito bem pagos. Eu conheço alguns. São estes espiões que andam a gravar conversas de pessoas para levar para ele. Ele tem uma lista de políticos para abater. O Gaudêncio foi primeiro vamos ver quem virá a seguir. Isto está muito perigoso. Isto não é brincadeira nenhuma. Cada um tem de vigiar o seu corpo caso contrário … adêua congo…

  15. Luz

    26 de Junho de 2018 as 15:33

    Tudú Kuá kentchi ê ká fiá… Nada é eterno. Hoje ele está a fazer estas coisas todas, amanhã tudo pode acontecer. Ele não é Deus nem tem poder de Deus. Hoje ele persegue pessoas amanhã ele pode pedir misericórdia.O povo é que deve aprender que não se pode confiar nas pessoas nem segui-lás de forma cega como eu vi muita gente a seguir este homem.

  16. STP

    26 de Junho de 2018 as 21:17

    Tudo montagem, Patrice Trovoada anda a assistir muitos filmes sobre conspiração de assassinato de político e sonha ser actor principal um dia.
    Mas ser actor implica ter talento e fazer casting…….. Melhor lugar para actuar será em Hollywood.
    Haja paciência para aturar certas paranóias.

    • Seabra

      28 de Junho de 2018 as 23:50

      Bem visto. Ele tem o verdadeiro perfil de GANGSTER…vai-lhe bem o papel. Mas que seja bem longe de STP.
      É tudo que desejámos. De vê-lo pelas costas !

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recentemente

Topo