Opinião

Vamos fazer uma retrospectiva da nossa história eleitoral

Em 2010 o partido ADI fez um resultado histórico, saindo de 11 deputados de 2008 para 26 Deputados. O resultado não só foi histórico como surpreendente.

Como consequência o Dr. Rafael Branco Presidente do MLSTP pediu a sua demissão em virtude dos resultados. Ninguém contestou o resultado, apesar de toda a surpresa, não se pediu recontagem de votos, não se pediu impugnação das eleições, nada disso.

Naquela ocasião, perante a surpresa total, o ADI foi convidado a formar o Governo minoritário que não vingou na assembleia, vindo a cair dois anos depois.

Em 2014, o povo manifestou a sua mágoa perante o derrube do ADI pelos partidos de oposição e votou vigorosamente, dando uma maioria absoluta clara e inequívoca de 33 assentos parlamentares. Na ocasião, resultado foi aceite, não se falou de fraude nem impugnação das eleições. O ADI fez o seu mandato completo de 4 anos, com direito a tomar todas as suas decisões, teve ainda o aval da eleição do seu Presidente da Republica.

Em 2018, o povo foi de novo as urnas, descontente com o mandato de quatro anos do partido ADI, decidiu mudar o cenário, ADI ficou a frente com 25 Deputados, o MLSTP com 23, a coligação MDFM/PCD/UDD com 5 Deputados e os Independentes do sul com 2 Deputados. Nesta ocasião, o resultado não é aceite, fala-se de impugnação, fraude e todo o resto.

Contingências

O Presidente do ADI foi peremptório, na sua primeira conferencia pós eleitoral:

  1. “Nós vamos aceitar qualquer resultado que sair das urnas”.
  2. “Num cenário de possível aliança, só seria com os independentes do sul”

Sendo que o partido ADI ficou a frente nos resultados individuais, em vez de continuar nesta luta improcedente para contagem de votos, impugnação de eleição, e fraude, deveria tentar uma investida para coligar com os outros partidos para garantir a maioria parlamentar.

Os resultados são claros e evidentes sem margem de Fraudes a semelhança de outros resultados anteriores.

Perante este cenário, o ADI tem que apresentar garantia de sustentabilidade parlamentar, caso contrario, tem que passar para oposição e esperar as próximas eleições para conquistar o que acaba de perder.

Esta é a vida na democracia.

POR FAVOR: RESPEITA ESTE POVO

    6 comentários

6 comentários

  1. pascoal carvalho

    11 de Outubro de 2018 as 20:27

    A democracia é um jogo com compromissos, gatos, sapos, cartas, mangas e, sei lá mais do quê. A sustentabilidade parlamentar deve ser prevista, compreendida e entendida. Quando ela serve apenas de ou para necessidades urgentes tende em derrapar-se nela mesma. Daí o querer de governar sozinho por parte do ADI e, a necessidade de governar coligado pela vontade expressa do povo.

  2. Metido a Besta

    11 de Outubro de 2018 as 23:31

    Esta dito e tao claro como cristal e contra os factos nao ha algumentos.

  3. JOAO CARLOS

    12 de Outubro de 2018 as 8:15

    Disse tudo….

  4. sandra

    12 de Outubro de 2018 as 9:24

    os senhores do ADI deveria perceber que hoje todas as situações são registada
    e os males sobrepuseram ao bem
    o sr minsitro de defesa arlindo ramos, bala e comandante bebe foram apanhados na tentativa de penetração no edificio da comissãO eleitoral de lobata na calada da noite de ontem, mais por volta das 23 horas

  5. ONDE MESMO?

    12 de Outubro de 2018 as 10:59

    Sr. Olívio Diogo obrigado pelo seu curto e no entanto esclarecedor artigo.
    Está claro que a oposição ao ADI composta pelos partidos MLSTP, PCD-MDFM-UDD são os vencedores destas eleições de 07/10/218, e como tal devem ser chamados pelo Sr. Presidente da República para formarem governo tal como o exemplo que temos na república portuguesa. Se a geringonça portuguesa tem funcionado até hoje e porque não formamos a nossa geringonça e governar STP. Aliás não se compreende como é que o partido da governação que detém todos os poderes vem dizer que houve fraude e que vai impugnar as eleições. Isso só demonstra o seu mau perder e ganância pelo poder.
    Está claro como a água que não houve fraude nenhuma. Agora o que em vista sim são as tentativas de manobras no gabinete. Vamos estar atentos a todas essas tentativas.

  6. Paulo Mota

    12 de Outubro de 2018 as 13:14

    As eleições em S. Tomé do dia 7/10 tiveram um resultado idêntico do que em Portugal, ou seja, em Portugal em 2016 o partido mais votado foi o PSD com uma maioria simples no parlamento mesmo coligando com o CDS (partido da direita). Nesse ano das eleições em Portugal e no parlamento português quem tinha a maioria qualificada era o PS e todos os partidos de esquerda, ou seja os portugueses votaram maioritariamente em partidos de esquerda. Neste caso e pela constituição portuguesa o Presidente da República convidou o partido que ganhou as eleições para formar o governo. Claro que o PSD formou governo e na apresentação do seu programa na assembleia parlamentar foi chumbado. Aí apareceu o PS com apoio dos partidos de esquerda em coligação parlamentar e deram uma certeza de sustentabilidade governamental (apelidado pela direita como a “geringonça”). Pois até ao momento a tal “geringonça” funciona e o país está calmo. Nas eleições de S. Tomé do dia 7/10 é a mesma situação do que em Portugal. Tenho a certeza que daqui a 1 mês a coligação MLSTP, PCD-MDFM-UDD estão a formar governo o que quer dizer que nesse país vai acontecer a mesma coisa que Portugal para bem da democracia, para bem da população em geral e para bem da comunidade internacional para continuar a acreditar no desenvolvimento do país

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