Opinião

O poder e os cargos públicos

Realização sem precedente de substituição dos cargos públicos é tão gritante que não pode deixar ninguém indiferente neste país.

O aparelho de estado continua sendo o espaço por excelência para colocação dos apoiantes dos partidos políticos, mas isso não pode por em causa pessoas competentes que durante o exercício das suas funções exerceu com zelo e profissionalismo as suas actividades, umas até, transformaram sectores que anteriormente eram fontes de corrupção e de situação precária de entendimento em sectores produtivos com baixa taxa de corrupção.

Não obstante admitir que o ADI levou ao extremismo está prática, é insano dizer que ela é sustentável para o desenvolvimento do país, e muito mais ainda torná-la prática quotidiana da actuação dos diferentes governos.

Tudo porque os sucessivos governos não apostaram na aposta do sector privado e torna-la robusta e num elemento capaz incrementar a empregabilidade no país.

A pressão que é feita sobre o Jorge Bom Jesus é assustadora e merece, do meu lado, uma palavra. A quando da vitoria de Jorge Bom Jesus, defendi publicamente que se tratava da vitoria de humildade sobre a arrogância exacerbada. Hoje, que estão passados uns meses de governação, quero manifestar a minha preocupação, se as coisas continuarem neste ritmo.

Esta situação me faz lembrar o Gabriel Costa que hoje desapareceu politica e socialmente, por causa da pressão e a sua tentativa de atender desesperadamente todos os desejos aguçados dos seus parceiros de coligação, sem coragem de abandonar o barco enquanto era tempo. Nestes tipos de mantos de retalhos, muitas das vezes, o primeiro-ministro é utilizado explorado e depois deixado a sua sorte sobre fortes acusações dos partidos que compõem o mesmo.

O Jorge Bom Jesus tem que ter a mesma humildade para dizer não aos seus camaradas do partido (MLSTP), não aos elementos da coligação (PCD,MDFM, UDD), como forma de manter sã o seu carácter. Tem que ter coragem de lhes dizer “Podem derrubar o governo”.

A humildade do Jorge Bom Jesus (espero não estar enganado) faz dele um homem que se hoje abandonar a chefia do Governo, amanha estará na universidade a dar aulas, naturalmente. É este perfil que faz do Jorge Bom Jesus um político diferente na minha perspectiva.

Não se pode aceitar de forma leviana algumas nomeações que têm sucedido na nossa administração pública, da mesma forma, em relação a justiça (Tribunais Supremo e Constitucional).

Outra palavra que tenho de deixar aqui patente é em relação a comunicação social que foi a maior tristeza da governação anterior. Espero que a comunicação social não se transforme em manta de recepção do partido no poder, mas sim, uma televisão dinâmica com promoção de debates público nas mais diversas áreas.

Olívio Diogo

    13 comentários

13 comentários

  1. Metido a Besta

    2 de Março de 2019 as 10:54

    Ja ouvi estas criticas de Sa Isabel Santiago e agora a vossa Excelencia ,

    Pois , se sabe de alguma coisa em concreta por favor de dar um exemplo de contrario continuaremos nos rumores e como sempre,

    Nao obstante tudo que foi escrito, dito e falado a cerca de um tal Elísio Teixeira, acabou de ser nomeado como ;assessor Jurídico de presidente da Republica.

    Por ai ja se ve como sao feitas as coisas em Sao Tome,

    Assuntos sao tratada de uma forma banal e tao banal que ate um tribunal Regional pode invalidar uma decisao de Supremo Tribunal.

    Se fosse para continuar como estava o Sr J B Jesus nao teria obtido uma maioria juntamente com outros partidos,

    Sr J B Jesus tem a consciencia que esta condenado a vencer este desafio.

  2. Renato Cardodo

    2 de Março de 2019 as 15:49

    Este comentador de plantão do clube adi não contextualizado com a nova maioria ventila ciúmes sobre jobs for the Boys..

  3. Jorge Santos

    3 de Março de 2019 as 2:17

    A preocupação que tem, é legítima.

    Não basta ao PM dizer que está a ser pressionado, tem que assumir com firmeza o seu papel.

    Por exemplo, o facto do o Silva Cravid ter anulado um concurso que cumpre todas as regras e se apura os vencedores, só porque foram outros Juizes a lançar o concurso, é um grande desrespeito pelos cidadãos.

    O todo poderoso Silva Cravid pode fazer o que quer e bem entende das instituições do Estado (tribunais)?

    Como é que ficam as pessoas que venceram o concurso?

    Qual é a sua posição Sr. Primeiro Ministro, afinal foi para isso que se fez mudança?

  4. Deolinda

    3 de Março de 2019 as 2:25

    Meu caro,

    Relaxa que o Silva Cravid manda no Jorge B. Jesus. Estás a pensar o quê?
    Se depender do JBJ, pode haver todas as ilegalidade e violações, que vai ficar tudo na mesma.
    O PT não implicava de barriga cheia. Ainda vai haver muito arrependimento nessa terra, onde as pessoas confundem cargos públicos com prop. privada.

    Procura apoio no novo TC.

  5. Deolindo

    3 de Março de 2019 as 8:49

    É verdade meu caro,

    A política não consegue arrumar a sua casa e os cidadãos é que pagam. Isso é muito injusto.

    Então Dr. Amaro.
    Afinal, é mesmo assim? Os Juizes selecionados não podem entrar porque o S. Cravid não quer? Porque não gosta do Raposo e companhia e porque chegaram ao lugar pela mão do ADI?

    Ou porque um dos candidatos selecionados era assessor do Bandeira?

    Qual é a responsabilidade dos deputados e do governo, quando viabilizam tais práticas?

    Sr. Dr. Olívio Diogo, então agora os cargos públicos são geridos assim? O que são cargos públicos?

    Deputados do ADI não vão fazer nada, muitos de nós votamos no partido e não concordamos com esse desmando.
    Digam alguma coisa.
    Estamos na ditadura

  6. Marito Madre Deus

    4 de Março de 2019 as 8:38

    Esse gajo nunca deu prova de nada, nem como sociologo nem como um quadro que se preze.
    O tipo é um pessimo sociologo e um mediocre lambe-botas.

  7. Manuel

    4 de Março de 2019 as 9:55

    É tempo para vermos o Pais ideal que queremos, mas o Pais real que vivemos actualmente, de facto o comentador foi realista. Fez um apelo, chamou atenção ao sr. Primeiro Ministro, exerceu o seu direito de cidadania, é isso que queremos, estar atento, critico e apresentar sugestão. Perguntaria, somente a classe dito ” intelectual” é que lutou pela mudança? Será que a função pública terá condições para absorver todos que lutaram. Onde meter os candongueiros, as palaiês, motoqueiros, e todos outros que lutaram viva e anomimamente. Isso é ser oportunista, egoísta, etc..De facto exige uma basta.

  8. José Lamego

    4 de Março de 2019 as 10:36

    Querem exemplos concretos
    Vá à ENAPORT e ver como o Governo representado pelo incompetente Diogo tem estado a tratar os funcionários. Quantos é que ele mandou para casa sob o pretexto de que a empresa está na falência, mas veja quantos familiares e camaradas ele já colocou no seu mandato. Vá lá e investigue.

  9. Francisco santos

    4 de Março de 2019 as 10:37

    Realmente esse 1 ministro prometeu muito mas está a fazer pior que Patrice.
    Enfim só mesmo nesta terra.

  10. Calmo

    5 de Março de 2019 as 8:42

    Bom dia,

    É estranho, que o JBJ se comporte como pilatos e fica em cima do muro a assistir como se não tivesse nada a ver com tudo isso.

    Então, para que precisamos um PM que não intervém, que nada pode fazer, que está manietado ou simplesmente, não tem pulso e tem medo dos seus “soldados”?

    Se as eleições fossem hoje????????

  11. Jorge de Jesus

    5 de Março de 2019 as 14:43

    Isto de ENAPORT é mesmo uma grande vergonha, vigarice, falta de respeito, falta de honestidade e tudo de pior que pode passar e já passou durante os 43 à 44 anos da nossa independência. O que está a passar na ENAPORT é a verdadeira Vingança Negra. Como é possível que o dito Comandante Diogo por ter sentido “descriminado” com o Director anterior, venha a se vingar do chamado povo pequeno da ENAPORT. Ponho descriminado entre parêntesis, pois este senhor durante o mandato do outro Director, beneficiou de um salário chorudo e de várias reagalias, mas não tocou uma só palha para receber todos estes balurdes. Agora que assume o lugar de Director, e com a fome de vingança, declara a empresa em falência e inicia o envio de cartas de desemprego aos funcionários de mais baixos salários e ao mesmo tempo que propõe desempregar dezenas de funcionários, está ao mesmo tempo a empregar dezenas de familiares, amigos e camaradas do partido. Já entraram a dita afilhada, tio da dita afilhada, compadre, um tal dito jornalista da nossa praça que nada sabe fazer, camaradas do partido etc. Diz que a empresa está na falência mas foi agora à Moçambique não se sabe porquê, talvez a aprender melhor como se desvia o dinheiro e depois ficou em Portugal para férias durante alguns dias tudo pago pela empresa ENAPORT. Fez um destes dias a comemoração do aniversário da empresa gastando balurde com os comes e bebes. Assim é que se gere uma empresa em falência. Se este senhor com síndrome de ditador acha que a empresa está em falência, então porque é que não pede uma comissão para gerir a empresa até que ela esteja em condições.
    O que está a passar na ENAPORT é uma grande vergonha para o país. Nunca ví tanta vingança na minha vida. Nem o Pinochê no Chile vingou-se tanto dos seus inimigos como este senhor pretende fazer. O senhor Bom Jesus com medo do seu Governo cair aceita todas estas porcarias. Não é possível continuar-se a aceitar este tipo de situação sob pena de começar a haver justiças com mãos próprias. Não é possível enviar para o desemprego, maridos, esposas e chefes de família apenas por se querer vingar. Neste sentido aconselha-se ao Chefe do Governo para que pesperte, acorde do sono profundo e evite que coisas terríveis possam vir a acontecer no nosso querido S.Tomé e Príncipe.

    Que Deus Abençoe o nosso país
    JJ

  12. Manuel do Rosario

    5 de Março de 2019 as 18:57

    É extremamente difícil satisfazer a todos de uma só vez. Tenham calma ouviram!!

  13. Paulo

    5 de Março de 2019 as 20:24

    Ohhhhhh

    Calma. Não foi o que nós ouvimos na campanha dos partidos da oposição.
    Isso começa a cheirar mal…

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