Opinião

Deuses e Demónios na política nacional

Existem, definitivamente, DEUSES E DEMÓNIOS na política e sociedade santomense.

São Tomé e Príncipe passou pelos meses mais difíceis da sua história depois da revolução e destruição dos engenhos e empresas agrícolas, a que chamamos de roças. Foram meses em 4 anos de liderança de direita num país de África, atípica.  Trata-se de um país que nunca viveu uma guerra, seja devido aos petróleos (ainda fora de exploração) seja devido aos diamantes que não tem.

Tem uma riqueza maior: chamada terra e chamada mar. Esquecido para a economia de Mar territorial mas desperta para interesses bacocos, do ouro negro.

E tem famílias. Que se digladiam em torno de dos bens e erários públicos. Já tanto faz. Estão-se nas tintas para as pessoas, para os jovens, para as crianças. Fingem que estão preocupados, mas não estão. Fingem que defendem direitos, sem liberdades, mas não. Fingem que dão uma grande educação, mas não. Fingem que lutam por uma saúde, mas não.

Sobre os Deuses: temos um Deus, chamado Wuando, que tem feito, com diplomacia, o seguimento de temas. Considera-se todavia, um demónio a forma de gestão da Saúde. Existe um projeto validado cientificamente para tratar alcoólicos com psiquiatria de Lisboa. E enfermeiros especializados, com formação programada a todos os profissionais de saúde. E o que faz a saúde, com base do pedido feito pelo Gabinete do Primeiro Ministro? Nada. Simplesmente nada. Não comenta emails, não emite o statement e ignora a ajuda. Acho excelente. Porque o Presidente Cassandra, um homem e político visionário, não só elogia, como vai acolher a Casa Azul S. João de Deus. Quem perde? Os santomenses e os jovens, condenados a mais e pior consumo de álcoois artesanais para o qual o país e os políticos não têm conhecimento nem capacidade de resposta. Mas pior que a ignorância é o desleixo destes demónios da má gestão de políticas de saúde. Venha a NÓS o Vosso Reino… Mas não são os nós, pessoas, mas os nós de cordas e imbróglios, que consomem e matam a dignidade do meu Povo. É altamente inaceitável que esta gestão continue assim.

E temos Demónios: Do género feminino, a pobreza da justiça e a incapacidade da sua líder, envergonham os mortos. STP é um país que reúne cérebros com tanta validade. Então? Sem massa para encher as panelas ou meios para governar a justiça, pede ao seu Demónio espiritual que os processos acelerem. Bem, ainda não fez notificação pública à vergonhosa calamidade da guerra Rosema versus Supremo e Tribunal da Comarca. À mulher de César, não basta ser! É preciso parecer. E a transparência não cobre o corpo da Ministra, mas antes de uma certa obscuridade de favorecimento. Resta saber no que este dilema vai dar. É tido e sabido que os irmãos Monteiro, ao longo dos anos, financiaram as duas alas dos principais partidos, do Governo atual e do anterior, respetivamente MLSTP-PSD e ADI.

Pior que os demónios da política, são os parasitas da sociedade. Não compreendo – mas não vou gastar a minha inteligência a refletir sobre incapacidades alheias – como é possível que pessoas – machos que sendo santomenses – usem a sua ancestralidade em busca de melhores condições de vida. Até aqui, ótimo.

O que não aceito e condeno é que esses demónios espirituais sejam consumidores de serviços sociais de países democratas e de emigrantes trabalhadores, revestindo uma pele, coberta de parasitismo, machismo e ignorância.

Escrevem de manhã até à noite em redes sociais, acham que uma página de facebook é um jornal respeitável como o Tela Non, cujo diretor foi enormemente perseguido pelo líder do anterior Governo e que é um nome incontornável da liderdade de expressão. Com Respeito. O que não acontece é que estes pseudo “escrevidores” de textos vergonhosos e de insultos a pessoas que fazem todas as denúncias, devem ser alinhadas com as suas ideias conspurcadas e ignorantes. É que: fazer filhos em casas alheias e pedir apoios à segurança social de países de europa, é crime. Tanto mais quando não são as mães dos menores a receber tais apoios, mas os ditos homens.

Vamos ter muitos assuntos para discutir os Deuses&Demónios em próximos artigos de opinião, como a empregabilidade no Governo que DEVE ser condenada ao inferno, já que favorece familiares do Executivo dos Negócios Estrangeiros e o amiguismo de velhos de Restelo no caso de Delfim Neves.

E pergunto a Bom Jesus, um discípulo de Deus: até quando vai continuar sem dar um murro na mesa? É que: espera-se do Senhor Primeiro Ministro que governe e não ceda a interesses. Pior que tudo é a nomeação de um ex Primeiro Ministro – aliás criticado por um ex Ministro da Europa – à frente da Agencia de Investimento. Não chegaram já os esquemas? Não existem quadros brilhantes mais novos e com conhecimento fora do universo Branco? Até quando os Demónios irão Governar o meu país, transformando-o não no paraíso de Deus, porque luto a ajudar pessoas , anónimas, mas num quinto dos infernos?

E o que defendem estes santomenses? A minha fé centra-se na abertura ao Príncipe. Acredito que o futuro pode vir dali, espelhando boas práticas e parceiros inovadores como o caso energia. Chega de Demónios. É preciso expurgá-los e não permitir – mensagem aos jovens! – que desviem a riqueza do país para os seus familiares e amigos, mas aos anónimos, que são escravos agora desta coligação. Acordem jovens de São Tomé e Príncipe: o futuro não é dos velhos demónios, mas vosso.  A nova-velha Afrogeringonça nasceu, mas tem sol de pouca dura. Teremos eleições em menos de 9 meses. Nova gestação política, na calha, com os demónios a caminho do inferno. OS Deuses farão o caminho connosco e os Demónios cairão na sua desgraça. Basta de Pilhagem na minha, repito, minha África.

Isabel de Santiago

[1] diretora do N’Dependenxa e  Investigadora e Regente de Comunicação em Saúde, Profª Convidada no I Medicina Preventiva e Saúde Pública, Faculdade Medicina Universidade Lisboa.

    23 comentários

23 comentários

  1. luisó

    13 de Fevereiro de 2019 as 22:19

    Infelizmente uma prática que vem de há 44 anos…Mudam-se as pessoas e continua-se a fazer tudo igual ao anterior, venha quem vier.
    O País pertence a meia dúzia de famílias ( ao estilo sicília ) e lutam entre eles para ver quem consegue em determinada altura mais cargos ou tachos para si e para os seus.
    O povo, ignorante politicamente e de cidadania, continua pávido e a crer nas doutas palavras dos doutores que agora é que vai ser.
    Uma ilha com seis câmaras sem meios para nada…um governo que só tem 10% do dinheiro previsto para o OGE porque o resto é pedir aos doadores….não tem infra-estruturas normais e actuais….a saúde nem se fala…a justiça é de bradar aos céus….as fastp e a policia altamente politizadas e divididas….para resolver algo vai gasosa….enfim vira o disco mas toca o mesmo.
    A desgraça total será no dia em que for possível e exequível tirar o petróleo, aí vai haver mortes pois o bolo será enorme e ninguém quer ficar fora da foto…..
    PAÍS SEM FUTURO……..
    Cada vez dou mais razão quando em tempos ouvi alguém dizer que se stp e cabo verde tivessem brancos não teria havido independência, tal como aconteceu nos açores e na madeira.
    E ai como estão os açores e a madeira e os seus habitantes, até dá gosto ver aquilo…..
    O que me dá azia é ver pessoas que toda a vida fizeram asneiras e foram acusados de quase tudo a serem colocadas em cargos de elevada confiança e de representação em todo o lado desta terra…
    Como é que os de fora nos vêm ?
    Será que não há vergonha ?
    Será que todos têm rabos de palha e não têm coragem de dizer NÃO ?

  2. Nossa senhora de Fátima.

    13 de Fevereiro de 2019 as 23:33

    Grande reflexão! Porém, se fosse o jovem Sociólogo Dr. Hector Costa ,formado em Coimbra, a fazer estas reflexões todos os são-tomenses invejosamente cairiam em cima dele. Mesmo o jornal Télanon não lhe dava grande centralidade como tem feito com a Isabel de Santiago…somos fracos e subserviente.

  3. Estatistico

    14 de Fevereiro de 2019 as 8:55

    Bom dia Sra Isabel
    Gostaria da sua explicação sobre essa noticia
    Pensava que eram somente os de São Tomé e Príncipe pelos vistos os portugueses já consomem mais álcool do que os russos.

    https://www.publico.pt/2019/01/29/sociedade/noticia/portugueses-ja-consomem-alcool-russos-oms-quer-precos-altos-1859702
    Não será que a população de São Tomé e Príncipe segue a População Portuguesa nesses exemplos.
    Isso poderia ser um novo tema de pesquisa Consumo de alcool na CPLP

  4. Luxemburgue

    14 de Fevereiro de 2019 as 9:30

    Tem, sim, tem muitas cosas. Tem, tem tambem demonias, nao apenas demonios. E tem demonias disfarzadas de muitas perssonagems. Tem uma demonía que pensa que África é de ela e que a Verdade é absoluta e tambem sua. Tem, sim senhora; tem uma demonia que pretende que os demonios tem sexo masculino e sao “velhos demonios”, como si as demonias e os demonios jovens nao existesem… Tem, sim senhora; tem uma demonía que quer fazer de Sao Tomé e Príncipe seu quintal da bruxaria e populismo para curarse de uma doenca e uma raiva que ela debe comhecer o motivo mais profundo. Tem pessoas fracas que tem que lembrarnos sempre, no fin de seus panfletos, que sao diretoras, investigadoras, professoras…mas que ficam nuas cuando escrevem.

  5. Assim só já perdeu!

    14 de Fevereiro de 2019 as 9:35

    JBJ, tamos a pedir ajuda se faz favor!

    A falta de recolha de lixo no país inteiro provoca sempre o caos na cidade de São Tomé e Príncipe, e este ano não foi excepção. Um pouco por todo o lado, as ruas estão acumuladas de embrulhos e restos de comida e lixos que sobraram da consoada. O centro da cidadr são os casos mais preocupantes. Ao final da manhã de ontem, já vários quilos de lixo tinham sido depositados, e as moscas servem a petiscos.
    Apesar dos constantes avisos para o facto de não existir recolha, várias são as famílias que insistem em colocar os sacos nos caixotes, que rapidamente ficam cheios. A alternativa seria então por pôr o lixo junto aos contentores que quase não existem. Os cães vadios com raiva acabam sempre por rasgar as sacas, espalhando os restos de comida pelas várias ruas. O cheiro intenso que rapidamente se faz sentir também não é indiferente aos moradores.

    “Todos os anos é a mesma coisa, as ruas ficam sujas e cheiram muito mal e quem aqui mora não aguenta isto. As pessoas insistem em colocar os caixotes e a comida na rua”, disse a nossa redação uma moradora, que ontem viu a sua rua, ser invadida por dezenas de cães e de sacos de lixo.

    São Tomé e Príncipe, o caos instalou-se rapidamente. Na capital do país, o forte vento que se fazia sentir espalhou-se por toda a rua, com dezenas de papéis e coisas vindas dos mercados, caixas e comida. As várias pessoas que por ali passavam não escondiam a sua indignação e repulsa perante tal situação.

    • XXXXXX

      16 de Fevereiro de 2019 as 6:34

      Cãmara distrital e governo, juntar esforços.Vencer o lixo e o convívio com o lixo é uma prioridade. Uma herança antiga, mas há-que resolver esse problema. Sei que estão a ser dados passos, mas é preciso correr.

  6. Lopes

    14 de Fevereiro de 2019 as 9:37

    Sinceramente, mudou-se o disco mas a música é a mesma. Onde pára a tão apregoada oportunidade para os jovens? Por que tem de ser sempre as mesmas caras, as mesmas famílias? Será que STP só tem meia dúzia de pessoas “iluminadas” para ocupar cargos de grande relevância?

  7. Eu sou a mensagem

    14 de Fevereiro de 2019 as 10:08

    Eu não sei se já alguém tentou analisar com toda atenção as opiniões desta ( activista ou jornalista). Em tudo fala mal e críticas para tudo e todos. Desta vez vem com ; Deuses e demónios na política nacional. Kkkkkk. Ela deve estar a reclamar algum tacho aí. Mesmo nas coisas boas do país, fala mal sem moderação. Fico confuso em compreenderelação, se isto é o papel de uma jornalista ou activista. Eu tenho partido, sou político e nem simpatizante de algum movimento político. Ainda a pouco que este novo governo tomou posse, já se fala assim tão mal? Creeeeedo. Deixa o governo governar. O país precisa de estabilidade e isso leva tempo, há trabalhos positivos a serem feitos. Não existem governantes perfeitos e todos nós sabemos disso. Mesmo na Europa e noutros continentes civilizados, há miséria, política suja, corrupção, má gestão, falta de competência. Sobre tudo Portugal onde vive tantos anos. Somos pobres colonizado e saqueado durante 500 anos pelos portugueses. Vamos valorizar o lado bom e ignorar ou fazer esforços para banir o que impede o desenvolvimento do nosso país. É bom ser bom. Para os seus e os outros também.

    Um bem haja.

  8. Eu sou a mensagem

    14 de Fevereiro de 2019 as 10:16

    Não sou político nem simpatizante de algum movimento. Falo como santomense analisando as coisas como elas são.

  9. Amar o o que é nosso

    14 de Fevereiro de 2019 as 11:54

    O povo são tomense está a sofrer e parece que quer continuar a sofrer. A quantidade de crianças que vemos na rua… Assusta! Qual será o futuro delas amanhã? Moças de saldo todas em cada esquina com bebés no colo ao sol. Mas no meio de todo esse lixo, estradas esburacadas, pobreza, existem diretores, ex diretores, ministros, ex ministros, governadores, juízes, com altos carros, grandes quintas e mansões.

  10. Horácio Will

    14 de Fevereiro de 2019 as 14:13

    Professora Isabel Santiago (peço que ultrapasse qualquer erro no tratamento)
    Ontem estive numa conversa sobre questões sociais quando alguém afirmou: “comem todos indevidamente ou há moralidade.”
    Escolhemos comer todos indevidamente. Ou não escolhemos: se calhar continuamos com o espírito natural dos homens e da maioria dos outros símios. Não tivemos a sorte de ser orientados para a construção social. Mesmo quando exista orientação a ganância faz com que muito do instinto venha a de cima. Sem a orientação… é só olharmos o que já conseguimos em 44 anos.
    Não é só nos países menos desenvolvidos onde se verifica essa impreparação. O pior é quando há maior percentagem de pessoas com menor discernimento. Vemos países europeus em que na altura das eleições, vários cidadãos ficam à espera de candidatos que lhe prometam benesses pessoais ou locais como colocação de um familiar incompetente a assumir cargos de gestão de causas sociais ou colocação de um poste de luz na sua rua. Nessa altura as pessoas votarão sem se lembrarem que cabe à própria população exigir aos seus dirigentes que governem e façam melhorias também nos lugares onde não tenham tido votos. A pequenez da exigência social fará a pequenez dos dirigentes. A pequenez dos dirigentes leva a que a sua falta de orgulho na construção social eleve a sua desmedida ganância a ponto de pretender manter a pequenez da exigência social e consequente subdesenvolvimento. Mesmo sabendo que povo esclarecido é povo desenvolvido, preferirão manter o obscurantismo dentro do país que dizem amar ou que deviam amar de facto
    Pensando assim, Prof.ª Isabel, entenda que a razão dos meus agradecimentos tem a ver com o facto de ver em si alguém que descobre e manifesta que a sociedade está a precisar de um abanão independente das cores que estejam com funções de governação do meu, nosso país.
    Tenho muita pena que os comentários à volta dos seus artigos acabem por descambar em questões laterais muitas vezes de atingimento pessoal quando devíamos todos ajudar no sentido de determinadas palavras se tornarem mais sonantes independentemente da sua proveniência. A razão deve ser o que está bem e não quem o disse, nem como o disse. Isto já seria maturidade democrática que não sei por que cargas de água é atribuída a S. Tomé e Príncipe entre países africanos.
    Unamo-nos. Não à volta de quem, mas de o que estiver bem para todos se quisermos um país melhor. Pela satisfação pessoal e de grupos, já vimos o resultado.

    • San Lábika

      15 de Fevereiro de 2019 as 0:22

      Horácio Will, meu caro compatriota, aguente aí os cavalos, por favor. Está a ”professorar” demais, talvez. Razões para questionar a honestidade intelectual de Isabel Santiago, já tinha. Chamar-lhe uma reles oportunista como alguns já fizeram, poderá ser excessivo. Não deixo, porém, de registar a sua recente e declarada ”viragem” para o Príncipe e para o Tó Zé Cassandra, no mesmo tom encomiástico e bajulador que usou, até há bem pouco tempo, em relação a Jorge Bom Jesus e ao MSLTP. Não é que só haja delírios e disparates nos artigos de Isabel Santiago. Há verdades, também. Mas são verdades que todos os são-tomenses estão fartos de conhecer e que até um habitante do pólo norte com uma semana de São Tomé e olhos abertos, descobriria. Sob a capa de grandes revelações, esta senhora tem-se fartado de chover no molhado e de forma vil, misturando ressentimentos pessoais, problemas identitários mal resolvidos, sede de protagonismo, um inexplicável complexo de superioridade, muitas parvoíces, ofensas pessoais, vilepêndio, inveja e rancor, uma ridícula petulância, intrigas, escárnio e mal-dizer. Com toda essa barafunda, revela um profundo desprezo por São Tomé e Príncipe,onde nunca encontrou nada de bom como motivo de um só dos seus textos, desde que foi formado o governo de Jorge Bom Jesus. Agora, maniqueísticamente, decidiu dividir os são-tomenses em deuses e demónios!!!! Vindo de alguém que faz questão de brandir pergaminhos académicos, universitários, o mesmo será dizer, científicos, seria simplesmente inacreditável, não fosse Isabel Santiago quem tem mostrado ser. Uma pessoa nascida em São Tomé, que se parece proclamar a mais são-tomense entre os são-tomense, mas que padece de uma total e completa ignorância cultural sobre São Tomé e Príncipe. Não percebe nada de nada das dinâmicas sociais e políticas deste sofrido país e não pode perceber porque a sua ignorância cultural é redonda e absoluta. Impossibilitada de interpretar os comportamentos da sociedade, agarra no instrumento mais fácil e mais superficial: fulaniza. São Tomé e Príncipe não paga ainda hoje o preço da sua génese esclavagista, da economia de plantação que moldou fortemente a nossa identidade, da estratificação social daí decorrente, de um modelo de economia fortemente centralizado no pós-independência no auge da guerra fria, de um processo de democratização-partidocratização que fragmentou o centro do poder e desarticulou a autoridade do Estado sem criar alternativas, da exiguidade espacial, dos laços familiares e das perversas cumplicidades que geram, do sistema de patronagem que vem do século XVIII/XIX ou antes, e que ajuda a explicar muitos comportamentos políticos e de políticos…não fala da voracidade acumulativa (corrupção) de muitos dirigentes, relacionando-a (também) com a origem social de muitos deles e com a precariedade da duração dos governos na IIª República, (não vou dizer mais para não parecer que estou aqui a tentar dar uma aula, quem sou eu para tal, nem sequer tenho títulos académicos para exibir)…mas nada disso entra nas ”reflexões” de Isabel Santiago, nada disso faz parte da equação. Não equaciona, com argumentos sólidamente intelegíveis, a fragilidade das fronteiras entre o judicial e o executivo e legislativo ao longo da IIª República e as suas consequências. Não percebeu -e o governo de Patrice Trovoada foi prova disso – que muitos jovens são muito mais ávidos de acumulação de riqueza ou de bens materiais do que muitos mais velhos. Não percebeu. Porque a sua ignorância cultural em relação a São Tomé e Príncipe é homérica e enciclopédica. Então, vai de agarrar em nomes, em pessoas apenas, em fulanos e fulanas que não lhe são gratas a ela, nem aos que a espicaçam. O caso são-tomense não carece de estudos históricos, económicos, sociais, sociológicos, filosóficos, antropológicos, como na Europa. Não!!! Sendo uma sociedade primitiva (só pode!!!) tem de ser entendida à luz de preceitos teocráticos ou teológicos. Deuses e demónios. E porque não duendes e bruxas más? E a branca de neve e os sete anões? Isabel Santiago, os seus artigos sobre São Tomé são toscos, toscos, toscos. E se a senhora alguma vez fez uma formação científica, nega-o sistematicamente com a confrangedora pobreza do que tem vindo a escrever sobre São Tomé e Príncipe. Enquanto anda pela Europa (com todo o direito) a cuspir veneno e maledicência, obcecada com os políticos (que, de facto devem ser escrutinados) muitos são-tomenses andam por aqui, lutando para que as coisas melhorem, cada um no seu lugar, cada um fazendo das fraquezas forças, cada um dando o seu melhor, conscientes do estado do país e da nação. Cada um AMANDO São Tomé e Príncipe, apesar de todos os pesares. Duvido que as suas prédicas e ladainhas contribuam para melhorar alguma coisa. Claro que é muito livre para continuar, mas quanto mais escreve, mais me convenço de que elas não fazem falta. Precisamos de multiplicar os bons EXEMPLOS que temos. Porque os há. De seres terrestres, humanos, que andam com os pés no chão. Dito tudo isso, acho que o seu problema tem solução. Há sempre tempo para a aprendizagem cultural. Quando somos humildes e temos consciência da nossa ignorância. Passar bem.

      • Horácio Will

        15 de Fevereiro de 2019 as 4:16

        Obrigado, San Lákiba.
        Tenho alguma dificuldade em aguentar os cavalos porque o excelente sistema democrático teve o perverso efeito de dividir os são tomenses de forma preocupante.
        Quanto à senhora Isabel Santiago, comecei a prestar atenção nas críticas ao Patrice Trovoada. Quem leu os artigos e comentários que fui fazendo neste jornal entenderá que não me posso rever na forma em que exprime a senhora. Todavia apreciei muito o facto de alguém ter um posicionamento crítico tão independente. Se existir autenticidade nessas acções, acredito que San Lukeba concorda que seria esse o nosso caminho. Se a pessoa tem outros expedientes que cria dúvidas quanto à sua intencionalidade, de cá não consigo entender. Espero não ter gerado incómodos. Apelei pela impressão com que fiquei em relação aos princípios que julgo serem úteis.

      • Sán Teí

        15 de Fevereiro de 2019 as 9:25

        Ficou tão enraivecida e petrificada relativamente à forma que a autora do artigo utilizou para manifestar o seu pensamento sobre o país que esqueceu, involuntariamente, ou banalizou, voluntariamente, o conteúdo da mensagem que a mesma quis fazer passar no mesmo. A forma é sempre um expediente lateral em democracia para a manifestação de discordância e nunca pode prevalecer sobre o conteúdo da mensagem. A senhora Sán Lábica, no alto da sua sapiência argumentativa em torno dos reais problemas que o nosso país apresenta, desde o século XVIII até hoje, não conseguiu, no entanto, em nenhum momento do seu fastidioso texto, refutar, comentar ou, até, criticar, de forma fundamentada, alguma passagem do conteúdo do texto da autora para além de recorrer, de forma gratuita e acéfala, ao insulto e desconsideração como estratégia de confronto e intimidação. Santa paciência!!!!!

  11. Observador Atento

    14 de Fevereiro de 2019 as 15:19

    No seu artigo faz transparecer que os velhos sao Demonios e os jovens Deuses. Vejo nisso uma visao bipolar tendenciosa; sempre e em todas sociedades existiram o choque velho/jovem. Isto nao eh novo. Penso que a jornalista Isabel deveria ser cautelosa quando aborda este tema velho como o mundo. Existem na realidade Demonios e Deuses nos jovens como nos velhos. A sociedade saotomense deve saber descirnir o mau do bom e construir uma sociedade justa e prospera.

    • SEABRA

      19 de Fevereiro de 2019 as 16:23

      Observador atento , creio que disse justo…é verdade.
      Deuses ou Demônios existem em todas as geraçoes e em todas as hierarquias sociais.
      Hélas!

  12. mpinha só cá tchila mpinha

    14 de Fevereiro de 2019 as 17:14

    Afinal a mulherzinha continua atordoada com sinais preocupantes de recalcamento e de desvario. Temos, no entanto, mais uma liçãozinha, um conjunto de metáforas nossas que lhe poderão ajudar. Vejamos:
    Colê flontadu ná ça tê fá;
    Ben di fé, fé d’úbuê dê;
    Flamaçõn di pixi gôdo, cáma só chá ngamála;
    Anca tempu tê vonté di dá jimola madji cabêça di clagá kéga só na çem fá;
    Bô pô tê fôça mó zambá bô ná cá sai’homé pêtu bá lutá fá;
    Ninguê cú tê bóca fédé só cú cá gostá de flá xtleguêdu;
    Menganhã pachença só cú cá cubli óvu pódle;
    Ladlon só cú cá concê fitchiçêlu, pund’inem dôçu só cú canda nôtchi;
    Quéga cá passá canúa ê cá ndá cú chinta n’áua;
    Ninguê cú tê lábu ni xtlada ná cá potó di ôtlo n’guê fá;
    Ninguê cú cá matá cú félu, motchi dê cá bi di félu.
    Chi non ná bê ni glavaná fá non cá bê ni tchílalólu.

    • San Lábika

      15 de Fevereiro de 2019 as 13:01

      Mpinha so ca tchila mpinha, poste só os semplus em crioulo. Quando mete o português…kkk. Fôlô konsê fôlô antê ni modu di flá. Tlêxi palavla tan, non ka sêbê xi ê sa fôlô. N’dumu ê naí ê. Fiká ku dêsu.

  13. Barão de Água Izé

    14 de Fevereiro de 2019 as 23:18

    O “diabo” em STP são as nacionalizações. Assunto que se teima em não debater, como o “diabo” foge da cruz. Sem a privatização da Economia agrícola, tudo continuará na mesma, miséria, pobreza.

    • Metido a Besta

      17 de Fevereiro de 2019 as 11:05

      Barao de Agua Ize.eu nao entendi nada que queres dizer com ” Sem a privatização da Economia” ja que nasci e cresci em Sao Tome , em Santana e tendo vivido ate 24 anos de idade altura que ausentei de Sao Tome,

      Houve a nacionalização em 30 de setembro e nao recordo o ano,

      30 anos depois voltei ao Sao Tome em 2016 e fiquei muito triste com devastação que encontrei desde Nova Linda ate Monte Belo nao encontrei uma árvore que tivesse diametro de 80 cm a 1 metro e dizem que todas antigas dependência foram entregues ao privado.

      A privatizacao das rocas resultou no abate indiscriminado das árvores e sem o cultivo da terra

      Trabalhei nas Obras Publica e Agua Ize nunca comercializou madeira e quem formecia toros de madeira eram monte cafe e a milhagrosa.

      Em Santana a Ceracao Futoso e outra comprovam alcace na Roca Mestre Antonio e mesmo assim nao eram todo ano e nem constantemente e nao visitei mestre antonio para saber de devastacao causada ai

      Ate area das lindas praia ja nao existem e falas das privatizacao,

      So se for a privatizacao do edeficio sede de Agua Ize que resta num estado de abandono .

      Em sao Tome as pessoas usam e abusam de bens alheios para tratarem das suas vidas.

      Enviei 4 paletes de vinho de Big Boxes de 5l cada e custaram a volta de € 4000.00 posto em Sao Tome e valor comercial depois da venda seria aproximadamente € 7500.00 o que dava o lucro bruto de € 3500.00 sem a despesa de porto.

      Porem o porto cobrou € 5000.00 mais o custo da mercadoria e transporte de € 4000.00 fazem no total € 9000.00 e se o valor comercial sao de pouco mais de €7500.00 da para entender a qualidade dos chicos esperto de governo de ADI e P Trovoada.

      Sabemos que o porto esta epotecado a um banco com a divida que mal conseguem pagar salario.

      Privatizacao ?????

      • Barão de Água Izé

        18 de Fevereiro de 2019 as 21:44

        Os males que apontam derivam de falta de autoridade de Estado. Os resultados negativos das nacionalizações, a isso muito contribuíram. A pobreza leva à corrupção e desenrasque. Enquanto a Economia não for maioritáriamente privada e com a justiça idônea, tudo o que apontou se repetirá.

      • Eu sou a mensagem

        19 de Fevereiro de 2019 as 18:39

        É bom saber de alguma importação de produtos para São Tomé meu amigo. A iniciativa é boa. Gostaria de lhe dar um conselho. O país é muito pequeno juntamente com a sua população, para receber tanta bebida. Já temos uma fábrica de cerveja, embora metido em sarilhos, mas já produz milhares de litros de cerveja para os santomenses. Estive em S.Tomé em agosto passado e vi por todas as partes negócios de vinho excluindo portugueses. Sem falar daquela onda de cacharramba sem controlo dissipando vidas, daqueles que andam frustrado com a vida. Procure investir esse dinheiro em algo que promove o desenvolvimento e crie emprego, principalmente para jovens. Eu sou a favor, de aplicação de taxas nos produtos como; o cigarros e bebidas alcoólicas. Vamos refletir melhor e sermos bons para nós mesmos.

  14. Alberto de morais

    16 de Fevereiro de 2019 as 15:57

    Esta tudo dito,mais nada

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