Opinião

Pensando bem…4

Burro Velho não aprende? E Burro Novo?

Li um comentário com a afirmação: “Burro velho não aprende”.
Pensando bem, quem não muda não aprende. Quem aprende muda. É evidente que me levaria muito tempo a explicar que o autor da afirmação acima está errado. Assim recorri à internet para apresentar a seguinte resposta:
“Não acreditem neste velho ditado popular: “Burro velho não aprende!” São quatro grandes besteiras ditas em quatro palavras.

1. Burro não é “burro”, é um muar mais inteligente e resistente do que o cavalo;

2. Burro “velho” é usado como teimoso, só porque ele faz o que ele quer e não o que o seu patrão manda;

3. Não aprende; solte-o num pasto nunca dantes frequentado por ele e ele aprenderá rapidinho o melhor caminho para o melhor pasto;

4. A frase toda é mentirosa, preconceituosa e totalmente depreciativa. Quando chamamos alguém de burro, estamos ofendendo o burro.

5. Quem aceita este ditado para si, interrompe com ele o seu próprio futuro com projetos e sonhos para viver o presente.

Parar de aprender é antinatural no desenvolvimento do ser humano e pode ser resultado de depressão, falta de estímulo, baixa autoestima, conformação com a ignorância, perda de esperança, descrença na vida, pois a aprendizagem só acaba quando a pessoa morre”.

Veja mais em https://educacao.uol.com.br/colunas/icami-tiba/2011
Concluindo: No século XXI a palavra de ordem é aprender, reaprender, esquecer, aprender de novo. Nos séculos anteriores um jovem estudava 18/20 anos ou mais, tirava um curso ou fazia uma formação profissional, entrava para uma empresa, trabalhava nessa empresa 30, 40 anos, reformava-se e vivia sua velhice mais oumenos tranquilamente.

No século XXI isso está a mudar rapidamente e vai continuar a mudar. Sobretudo a rapidez da mudança torna tudo precário. René Descartes já dizia que o motor do conhecimento não é a certeza, mas sim a dúvida. Não há conhecimento que nos garanta um emprego para vida. Temos de aprender continuamente, adquirir novos conhecimentos, novos saberes, novas aptidões, novas qualificações, em cada 5 anos ou menos.

É paradoxal que num século em que o número de pessoas com diplomas aumentou exponencialmente, estejamos a assistir a um número crescente de diplomados que são analfabetos funcionais, que não conseguem empregos com as formações e conhecimentos para as quais andaram a estudar mais de cinco anos. O desafio é igual para burros velhos e burros novos: Aprender em permanência ou ser irrelevante. Grande castigo.

2 – Mente, está coisa misteriosa e poderosa!!!

Uma frase muito usada de maneira um pouco ligeira é a seguinte: “A Mente é muito importante. Não podemos desperdiçar a mente das pessoas”.

Enfim. A frase pode ser entendida de várias maneiras mas é preciso entender o contexto em que ela é dita e o significado que se dá a palavra “Mente”.

Entendendo o conceito. Mente está associado, dependendo dos contextos, à “pensar, conhecer, entender. Também pode ter o significado de medir, ponderar, visto que, com as habilidades que ela possui, ela pode avaliar o peso e as consequências dos pensamentos.

A mente implica um conjunto de processos que se desenvolvem de forma consciente e inconsciente e permite ao ser humano ter a capacidade de obter informações, associá-las, analisá-las e obter suas próprias conclusões. Ela também está ligada a características humanas como a razão, a memória, a intuição, a inteligência, o arquétipo, o sonho, o sentimento, ego e superego, além de poder influenciar a conduta de um indivíduo.”

O meu comentário relaciona-se precisamente com a última frase. A mente influencia a conduta dos indivíduos. Mas pode influenciar positivamente ou negativamente. Tudo depende daquilo com que alimentamos a mente.

Podemos encher a nossa mente de pensamentos positivos como amor ao próximo, sentido de dever, progresso, bem-estar, justiça, equidade, perdão, saber, empatia, etc. ou podemos alimentá-la com ódio, desinteresse, inveja, ganância, prazeres fúteis, ignorância, desprezo pelo próximo, medo etc.

O exemplo muitas vezes citado é o seguinte: planta duas sementes, uma venenosa e outra de grande valor nutritivo. As duas vão crescer e tornar-se robustas. Podemos ingerir a fruta nutritiva ou a venosa. A escolha é nossa. Sempre nossa.

Mais importante ainda, a ciência moderna confirma que os nossos pensamentos ditam quem somos. Somos o que pensamos.

Pensamentos positivos, optimismo, crenças positivas têm efeitos directos no nosso corpo, havendo mesmo pessoas que se curam através de um processo complexo de pensamentos aliados a uma crença persistente na capacidade de nosso corpo de se auto regenerar. No lado oposto encontramos pessoas em que o stress, a raiva, o ódio, o desejo incontido e descontrolado de prazeres, afectam o seu corpo provocando várias doenças, incluindo o cancro.

Por tanto, desde o início existe uma escolha fundamental que cada um deve fazer: Qual os conteúdos que vão alimentar a nossa mente? É verdade que muito depende da maneira como fomos criados pelos nossos pais, a cultura e os valores que são predominantes na sociedade onde vivemos, acontecimentos individuais, etc.

Isto é, o meio envolvente tem um papel importante. Ter um papel importante não quer dizer ser determinante. Temos sempre a possibilidade de mudar a maneira como pensamos. Atraímos o que sentimos, criamos aquilo em que acreditamos.

Tornamo-nos nas pessoas que pensamos ser. Temos sempre a possibilidade de escolher se vamos ser “guiados de fora” (modismos, artistas, homens/mulheres famosas, facebook, etc.) ou ser guiados por nós próprios, isto é por valores, princípios, propósitos, que escolhemos para guiar nossas vidas. Temos sempre a possibilidade de dizer eu escolho o meu caminho.

Eu sou o comandante do barco da minha vida. Eu decido o que é a felicidade para mim. Eu decido o que preciso para ter uma vida digna. Estas decisões têm um preço elevado. Exigem sacrifícios, exigem trabalho, suor e lágrimas. Muitas vezes ficamos sozinhos, solitários, excluídos de grupos de pertença natural, como família, amigos, associações, partidos, etc.

Mas o retorno, o que recebemos como compensação por estes sacrifícios, é de um valor incalculável: auto realização, tranquilidade, paz de espírito, uma vida serena e muitas vezes feliz.

Muitas das escolhas acontecem na nossa mente, muitas vezes no nosso subconsciente. Quando isso acontece, agimos automaticamente, sem pensar, obedecemos a comandos interiores, de certa maneira agimos de acordo com um “programa” instalado na nossa mente, programa esse construído desde a nossa infância e consolidado durante a nossa vida adulta.

Mas o ser humano é capaz de mudar. Mudar sempre. Alias, todos os dias mudamos fisicamente: milhares de células morrem todos os dias, milhares de células nascem todos os dias. A nossa mente tem essa capacidade. Podemos mudar a nossa mente.

Para isso é preciso viver conscientemente. Viver conscientemente é viver cada momento. Hoje, agora. Não agir sob impulso mas agir tendo consciência de cada acto, cada gesto, cada decisão, cada sentimento.
Na maior parte das vezes dizemos vou mudar minha vida e continuamos a fazer as mesmas coisas, a pensar as mesmas coisas, a viver da mesma maneira. Claro que assim nada muda.

Mudamos quando olhamos para dentro de nós e agimos de acordo com os nossos princípios, os nossos propósitos de vida, os nossos sonhos. O problema é que vivemos olhando para o passado ou para futuro. Esquecemos o presente. Esquecemos que o presente é futuro de ontem. Não existe caminho futuro sem passar pelo presente. O presente é mãe do futuro. Preparemos o futuro lidando conscientemente com o presente.

Joaquim Rafael Branco

    11 comentários

11 comentários

  1. Vanplega

    3 de Junho de 2020 as 4:50

    Kkkkkkk a carapusa lhe serviu de que maneira.
    Bla, bla, bla. Esta certo justificaste, nunca faras melhor para nosso Sao Tome e Principe.

    Ja demonstraste, agora vai para reforma, da lugar a outro.
    Chau

  2. Macalacata

    3 de Junho de 2020 as 10:31

    Oh Rafael vai è para o inferno e vai dar banho as ovelhas. A tua filha nunca foi uma aluna brilhante mal terminou apanhou bolsa. Mal regressou apanhou bom trabalho no hotel miramar para abafar e de seguida è hoje dona da tap em Sao Tome. Cunha do pai.
    Qual o conhencimento que o seu filho teve para conseguir o trabalho que conseguiu na embaixada. Cunha do pai.
    Agora vens dizer que pessoas com diploma nao conseguem aranjar trabalho como quem nao sabe que trabalho è para filhos dos senhores donos de Sao Tome.
    Tu Rafael ès o curupto dos curuptos.
    Muito obrigado.

  3. Sempre atento

    3 de Junho de 2020 as 11:00

    O senhor utilizou o “Pensa bem 4” para dar um pouco a aula de português ou para corrigir um comentador? Se o tempo voltasse para trás, o que é que o senhor faria? Viveu em grandes momentos em que São Tomé era um mini paraíso financeira agora a vida deu muitas voltas para si? Não é? É muito bom também refletir naquele ditado que diz: “quanto mais alto tiver uma pessoa maior e mais danificante é a queda”. No seu tempo havia um complor que pensavam que o país era vosso com autoridade para tudo e todos. Tudo isso foi vaidade shr Rafa. Mas o nosso país está cá e com os seus em pé. Mas não quero que sinta vergonha pelo seu passado, porque a vida é mesmo assim. Uma escola.

  4. Seabra

    3 de Junho de 2020 as 12:05

    PENSANDO BEM, o senhor Joaquim Rafaël Branco, já fez mais do que o seu tempo. …pensando bem, queremos lhe ver FORA DA VISTA , já lhe vimos demais.
    PENSANDO BEM esqueça o episódio numero 5 porque você já não faz mais SENSAÇÃO…até me questiono se chegou a fazer.
    Pensando bem, desejámos -lhe muito boa saúde para gozar de tudo que STP /MLSTP lhe deu.
    Bem haja !

  5. Manel Kaximbo

    3 de Junho de 2020 as 14:12

    olhe lá, discorra sobre “Bem prega Frei Tomás, olha para o que ele diz, não olhes para o que ele faz” aplicado a si, aos seus amigos próximos e à sua família.
    Gostava muito de o ler sobre isso, a ver se se confirma o pedantismo intelectual e moral tão característico da sua pessoa.

  6. Dádiva

    4 de Junho de 2020 as 9:34

    Senhor Rafael, os teus filhos nunca passaram pelo concurso público para provar o sabor de reprovação. Já não precisam pensar no futuro nem presente, porque vocês já saquearam, arrebataram tudo não deixou nem um pouco,

    Eu nunca pensei ver um palhaço a fazer espectáculo sem palco, Senhor Rafael Branco obrigada pela comédia, kkkkkkkkkk, só coragem. Dá para divertir um pouco, também dá para fazer de vocação mesmo na velhice.

  7. sem assunto

    4 de Junho de 2020 as 13:48

    Andas a ler muito o Augusto Cury, Paulho Coelho, Yval Harari, e outras porcarias. Calma Rafa, estes ditos bestseller não faz de te e de ninguém intelectual, portanto poupe-nos dos sermões extraídos da leitura destas bugigangas.
    Pensando bem, Rafa, deverias retirar te da vida pública, rostos como teu é a caricatura do atraso das ilhas, o povo já não suporta!

  8. J. Fernandes

    5 de Junho de 2020 as 0:15

    Quem semeia a vento colhe tempestade !

    O povo sempre foi e sera uma pedra no vosso sapato …

    …”3. Não aprende; solte-o num pasto nunca dantes frequentado por ele e ele aprenderá rapidinho o melhor caminho para o melhor pasto;”

    OBRIGADO !..

    E BURRO ,E BURRO !..
    Mais Sabias todas …
    E so solta-lo ? vais ver !..
    Voces sao o nosso inimigos de estimacao .

    Quem viver vera !…

  9. leo

    5 de Junho de 2020 as 9:05

    Ora, tomamos a boa nota da aula, Rafael Branco!

  10. Vendaval

    5 de Junho de 2020 as 9:06

    Doutor Rafael Branco igual a si pro pio, mais nada!

  11. Tino Tavares

    7 de Junho de 2020 as 4:30

    Esse seu Pensando bem, na minha óptica deveria discorrer sob a situação real do país e não falar do leite derramado.. precisamos que fale do quão mal está a ser gerido a situação de pandemia pelo governo do Jorge. até quando stp?, um dia mesmo isso tudo haverá de acabar e ninguém haverá de levar seja lá o que for, o que é daqui fica aqui. Pense vc muito bem sobre isso!

    cordialmente,

    Tino Tavares

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