Não deixa de ser um acontecimento inédito num ambiente de negócio em qualquer parte do mundo. Um grandioso e valioso investimento de muitos milhões, com objetivos bem claros – proteção da nossa biodiversidade com várias componentes, que tem traduzido em muitos benefícios para a ilha irmã do Príncipe, desde os primórdios da nossa independência, em que os nossos governantes não foram capazes de o reter. Tudo isso devido a incompetência.
É difícil saber de concreto o que se passa nos bastidores entre o Governo Regional do Príncipe e a administração da HBD do sul africano, Mark Shuttleworth. Ficamos a saber apenas algumas coisas que transpiram ao publico, mas será que é tudo? O tempo dirá!
Por isso é que custa-me acreditar que a causa principal do abandono de HBD seja a rejeição por parte do Governo Regional do Príncipe da taxa de acesso ao Ilhéu Bom Bom, depois da forte contestação do publico. Diga-se que essa condição já estava prevista no contrato inicial aprovado pelo Tribunal de Contas. Uma falha monumental das nossas instituições porque em qualquer circunstância não se pode vedar ao nacional de um País o acesso livre a uma praia por se tratar de um lugar publico. Também é verdade que esse acesso deve ser devidamente regulamentado para se evitar excessos de todo tipo, porque trata-se de um local de atividade turística de alto nível que pode prejudicar o negócio da empresa.
Fico com a impressão que as autoridades regionais e nacionais não souberam lidar bem com esse assunto, tratando-se de um investidor com a importância que a HBD tem para a economia regional, em muitas áreas. Há muitas formas de se resolver os problemas. O que é preciso é ter a capacidade negocial, respeitando sempre os interesses de ambas as partes e tendo sempre presente a importância que representa determinado investidor para o País.
Sem margem para dúvidas que o abandono dos investimentos do HBD é um desastre para a economia regional e nacional. É apenas mais um caso de muitos que tem acontecido ao longo desses 50 anos. O caso recente do contrato TESLA, embora com outros contornos, é fruto da forma como tratamos e lidamos abusivamente com o bem publico. As pessoas negoceiam os projetos e contratos como se tratasse de sua propriedade privada. Como digo sempre, esses acontecimentos são reflexos de incompetência, falta de seriedade, ausência de capacidade negocial e desorganização da nossa da nossa Administração Pública.
Temos muitas áreas que precisamos de investimentos privados, nacional e estrangeiros, como pão para a boca. Mas o turismo é um sector importante e muito atrativo para qualquer investidor aqui em São Tomé e Príncipe, devido a nossa rica biodiversidade. Numa altura em que o País inteiro foi galardoado como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO, devíamos aproveitar essa oportunidade para atrair mais investidores na área do turismo.
Por isso é que temos que parar com oportunismos políticos e sermos mais sérios quando lidamos com coisa publica. Quem quer governar São Tomé e Príncipe tem que meter na cabeça duma vez por todas que é servidor desse povo e, para tanto, não pode tratar a coisa publica como a sua propriedade privada. Os eleitores e as autoridades competentes têm que estar atentas a essas situações. São Tomé e Príncipe tem espaço para todos que queiram investir na área que pretende desde que respeitem as leis do País. O que não se pode admitir é que se entre na política para resolver os seus problemas pessoais e de grupo, a custa deste povo. Isto está sendo demais porque o Pais esta a se degradar-se devido a esses corruptos.
Por outro lado, enquanto não entendermos que o Sistema Judicial é o pilar da democracia e do Estado de Direito porque, entre outras situações, garante o bem do investidor, o Pais não avança. Conforme os nossos tribunais funcionam aqui em São Tomé e Príncipe, jamais teremos bons investidores. O nosso Sistema Judicial está completamente politizado e obsoleto, constituindo um desastre para a economia do Pais e a vida dos cidadãos.
Do mesmo modo, a burocracia com contornos de corrupção que se instalou na nossa Administração Pública a todos os níveis, também desencoraja a qualquer potencial investidor a se instalar no Pais. Os investidores sérios não gostam de ambientes de corrupção, desorganização e muita burocracia. Parecendo que não, eles ficam atentos como as autoridades nacionais lidam com as finanças publicas.
Mesmo os nacionais que pretendem fazer pequenos negócios sofrem desse mal. Eu tenho quase a certeza que tudo isto tem como consequência a falta de investimentos de que o País padece.
Espero sinceramente que as autoridades consigam dar a volta a situação e que os investimentos do HBD continuam no Pais, até porque esta em causa também os empregos de muitos trabalhadores da empresa e o sustento das suas respetivas famílias.
Li o extrato de uma carta dirigida ao Governo Regional do Príncipe sobre essa situação, em que dizia que HBD esta fazendo diligencias no sentido de encontrar um novo investidor para ficar com o negócio, tranquilizando desta forma os seus funcionários. De facto, é um grande investimento para ser abandonado assim de animo leve. Esperemos que tudo cora bem.
São Tomé, 15 de outubro de 2025
Fernando Simão

Celina
15 de Outubro de 2025 at 19:20
Santomenese é assim: mentiroso, falso, bandido mesmo. Depois se admiram que este país esteja cada vez mais na lama. Fechem tudo isto
GANDU@STP
16 de Outubro de 2025 at 3:57
Bom dia STP,
This “RACISTS ALIENS” nunca tiveram a populacção local como parte do seu projecto.
Quando confrontados com a necessidade de incluir o povo nativo, o seu modelo de négocio deixa de ser rentável!!!???
STP nunca será um Jardim Zoológico, onde esses “RACISTS ALIENS” possam vir visitar, mas o nosso povo deve ser contído!
Beatriz
16 de Outubro de 2025 at 4:46
Meu caro, nao preocupes…. Talvez os tipos ja tiraram o produto k queriam. Abandonar um projeto de milhões devido 1 euros ou taxas. Não faz qualquer sentido. Primeiro nao vai existir em lado nenhum, em pais alguma uma taxa para o nacional pagar para entrar na sua praia. Tenho pena, mas a qualquer coisa k esta escapar.
Antonio Fernandes
17 de Outubro de 2025 at 11:06
Sempre que existe concessão de praia, como em Portugal, os concessionários cobram taxas de ocupação, acesso, consumo, parqueamento etc.
São os concessões que mantêm as praias limpas.
Em Stp, basta ver o que fazem, roubo de areia deitam lixo.
Pois se calhar quem investe nas praias quer ter o investimento seguro.
Vejam como Cabo Verde desenvolveu o turismo… depois pensem como se faz….
Stp nunca vai sair da miséria
Cassandra Páris Lavres
16 de Outubro de 2025 at 8:12
Precisamos ser sérios. Empresário desta dimensão não gosta de lidar com dirigentes corruptos e infantil. Invés de nós pensamos em bem comum, ficamos a pensar nos interesses pessoais e de grupos. RAP virou uma máfia, e o homem deu por conta e vai tirar os seus pés. Também faria o mesmo.Precisamos tomar cabeça e deixar ganância e luxúria para traz.
GANDU@STP
16 de Outubro de 2025 at 8:25
Bom dia STP
O modelo é sempre o mesmo: Expulsar o povo nativo, e tomar a terra!
Tal como no Ilhéu das Rolas, no sul do País. Sob o pretexto do Desenvolvimento, hoje o acesso é privado.
This “RACIST ALIENS” will never change, this is all they know: Killin n Lootin.
Neste projecto, não existe espacço para os Nativos, apenas como empregados!
STP nunca será um Jardim Zoologico, onde esses “RACIST ALIENS” podem visitar, mas a polulacção local tem que ser contida.
Jorge Costa
16 de Outubro de 2025 at 17:51
ENTÃO COMO É SE FAZ PARA ENTRA NO CLUB-SANTA???
Santo
17 de Outubro de 2025 at 8:51
O Mark Shuttleword, é um investidor Sul Africano e certamente oriundo da Inglaterra. Em Africa do Sul, o racismo não acabou, só diminuiu e possívelmente que quando vierem os turistas de lá, não sentem bem estarem na praia com os negros e por isso, pode por em causa o investimento do Mark. Todo o investidor, tem de ter seu retorno do capital investido e essa taxa, é para haver alguma exclusividade na entrada à praia.
juvenal bestial
17 de Outubro de 2025 at 10:19
GANDU@STP vai te catar. Devido a porcarias como tu é que país está como está. Seus familiares não devem ter nenhum orgulho de ti pois o teu comportamento mostrado no teu comentário deve ser o mesmo que eles conhecem. Deixa de ser parvo já que burro nada se pode fazer porque já nasceste assim.
Bruno
17 de Outubro de 2025 at 20:51
Juvenal “Besta” Odeio-te!
Juvenal
17 de Outubro de 2025 at 14:41
GANDU STP é Gabdulo. A prova está pela forma como ele escreve a língua inglesa.
Quem é parvo e burro é Bestial. A Célia não tem orgulho dele. Bestial foi sempre agressivo e frustrado.