Na atualidade, restam pouquíssimas dúvidas de que Santo António e São Tomé, os poderosos deuses das ilhas, insatisfeitos com o egoísmo e a pouca ambição humana, apesar da vasta riqueza marinha, fauna e flora endémicas que invejam o turismo no Atlântico tropical africano, todos viraram de costas aos são-tomenses. Pôcha!
No ar, na terra e no mar, as pujantes doações divinas, ainda que sem mais acha para a fogueira, como resistir à precariedade dos insulares, que por mais diamante e gincanas do estratégico e geográfico meio do mundo, permanecerão tramados pelos protocolos, contratos, convénios, pelas parcerias, conceções, e sei lá, quais mais subscrições de Bruxelas e matrimónios similares?
Afinal, os ovos de ouro produzidos pelas galinhas das ilhas, umas mais pompozudas que outras, não passam de autêntica simbologia da riqueza natural e do poder maquiavélico do paraíso, reduzindo os sonhos à simples mendicidade!? Mas que raio do destino, de fato e gravata, Deus traçou aos santo-pecadores!? Não ficam por aqui, as questões.
Imaginem só, perante a bebedeira de outubro com o país, de mãos no queixo, defronte de túmulos das três galinhas, qual seria a felicidade dos são-tomenses, num contexto em que os benfeitores, a STP Airways, a União Europeia e o Homem-da-Lua, convergidos na teoria de conspiração dos críticos e parlamentares das redes sociais, em simultâneo, “bazassem” de São Tomé e Príncipe?
Menos mal, a STP Airways, em banho-maria do céu concorrido, regressou com a rumba de desaparecimento de bagagens, incumprimento excessivo de horários e ausência de informações por parte da companhia, baralhando as férias e agendas profissionais dos turistas, muitos nacionais, que desde Europa, ainda assim, insistem na virgem natureza do turismo do arquipélago.
O ministro da Agricultura, das Pescas e do Desenvolvimento Rural, comunicador e de olhos no mar, em mais um frete ao partido de todos os poderes institucionais, óbvio ADI, sem consistência nos dividendos efetivos de mudar rumo ao desenvolvimento da Biosfera, apesar de, em boa hora, ter trazido fogos de artifício ao banquete, inaugurado na semana anterior, pelo diretor-geral das Pescas, João Pessoa, não teve como evitar que a carroça da União Europeia arrastasse o boi das ilhas.
O ministro Nilton Garrido Pontes, numa das incumbências dos governos, que passa pela comunicação com substância, enquanto demonstração de transparência e bom uso da coisa coletiva, num ato público minucioso e aritmético, com picardia final, na conferência de imprensa aos seus subordinados, sem questões jornalísticas à TVS, respondeu ao anterior artigo pessoal no Téla Nón -, por consideração e estima à ruralidade e na perícia ao norte de exibirmos a marca, diferença, retribuo os efusivos agradecimentos – mas na verdade, em mais de 30 minutos, não convenceu o cerne da questão, pelo facto de esforçar-se em explicar o inexplicável.
O ministro como que convidando Arzemiro dos Prazeres -, antigo governante, solitário e corajoso, quem prezo e admiro por dar cara e peito às várias frentes públicas de contraditório democrático, apesar de vítima do barril de pólvora militar, – titular da pasta das Pescas, nos primórdios da democracia e tantos outros que passaram pela dança, recordou da excessiva fortuna arrecadada pelo país à União Europeia. Segundo os cálculos, milhares de milhões de euros, não foram capazes de erguer infraestruturas da dimensão e utilidade de um porto acostável ou frota marítima de controlo e fiscalização, para lá das 12 milhas, à imagem dos fundos disponibilizados pela caridade ocidental, no acordo de Samoa que alimenta São Tomé e Príncipe, mantendo o país de mãos estendidas.
Existem outras memórias dos anos inaugurais da etiqueta europeia, meados de oitenta, em época sazonal de vadiagem do atum. As mais de dezenas de pesqueiros à barba de Porto Alegre, no interior das 12 milhas, rodeando de noite a vasta riqueza do ilhéu das Rolas, deixavam os miseráveis pescadores nacionais, rotos e descalços, até aos dias de hoje, que já ensurdeciam o então presidente Pinto da Costa de que os gigantes da União Europeia, não somente violavam o protocolo com a roubalheira, arrastando tudo que lhes caísse na rede, mas devastando toda a recolha de proteínas e calorias aos são-tomenses, retirando o ganha-pão às pobres criaturas piscatórias.
Como não questionar a benevolência de Deus para com os são-tomenses, perante os sem emprego, nem teto, saúde, educação, saneamento básico, água e luz, hoje, muito mais que ontem? Do contrassenso de cooperação, a União Europeia, não só doa mais regalia financeira ao atum são-tomense, em confronto com a concorrência continental, mas segundo o ministro, gratifica o país pelas ausências de fiscalização, até 35 embarcações, controladas por sistema de motorização dos navios e pescado, por satélite, claro, quando houver energia, boa vontade e técnicos competentes.
Assim, pela esperteza intelectual insular, para retirar o maior proveito de atingir o pouco mais de seis milhões de euros, pelos quatro anos de parceria, e não negócio comercial de compra e venda do diamante, em bruto, sempre que a direção das Pescas, pela insuficiência e incapacitação de quadros, não envia, que de forma propositada, os “espiões” nacionais aos pesqueiros europeus, a União Europeia, caridosa, é que paga a multa. Que casca di maduro à embriaguez da nação!?
Raio que o parta! No risco vermelho da pobreza, na imundície da justiça, na negação humana ao salário justo e à proteção social e, ao investimento na sustentabilidade e dignidade populacional, por mais caridade, difícil identificar as oportunidades nos desafios da berrante ação climática.
Ainda assim, há catorze anos atrás, do céu insular, caiu o Homem-da-Lua, sem interesse comercial do pacto com a ilha de Príncipe, mas apenas pela núpcia à primeira vista com a promissora Biosfera da Humanidade, com que levou ao altar a virgem Floripes -, conquistada a Herllinger -, investidor que de amor pelos ilhotas, não cansa de melhorar por milhões de dólares, o estilo de vida populacional e rejuvenescer a cidade, o aeroporto, as antigas roças como Sundy e mais.
Já Conceição Moreno, deputado nacional, Nestor Umbelina, deputado regional, ecologista do Movimento Verde, e Danilo Salvaterra, militante das causas do Príncipe, na frente de batalha, há muito que cada um puxando brasas à dêxa, se identificam nas críticas à gestão do governo da RAP, pouco transparente e, não só. Ditadura da maioria, propiciando a ausência de debate e pluralismo democrático; secretismo no tratado com o benevolente investidor sul-africano, Mark Shuttleworth; excessiva terra concedida à Biosfera da HBD; aparente e insignificante melhoria de estilo de vida regional, sem hospital, nem postos de saúde; humilhação e retirada de terras à população; fragilidade económica na motivação da instabilidade política e social.
Nem todos os meios deveriam justificar o fim para sustentar a acusação contra a asfixia democrática e o deficit de gestão na merenda regional, mas o caldo entornou-se no mês cultural da ilha, com o alarme pela cobrança do imposto turístico de Bom Bom e Santa Rita que submeteu o governo da RAP, num silêncio ensurdecedor e humilhante, dando asas à tensão social e política, reconhecida até na Lua, pelo investidor, a ponto do ecologista recorrer aos tribunais para ver esclarecido a constitucionalidade de retirar ao povo, sem prévia elucidação, o uso parcial do areal da ilha.
Nesta semana, o deputado nacional, foi excessivo e politicamente incorreto, através de convite para bem longe da subsistência familiar de Belomonte, o diretor de HBD, acusando-lhe de neocolonialista, evaporando na companhia, o presidente da RAP, filho de cabo-verdianos, antigos produtores e mãos-de-obras serviçais das roças coloniais portuguesas.
Apesar de convergência na salvaguarda de investimento de HBD para a manutenção de postos de trabalho a centenas de trabalhadores, parece que anda tudo “mariado”. Adelino Cassandra, de persistente romance com o MLSTP, do qual não sobrevive distante do modus vivendi da 1ª República, não obstante ser acérrimo defensor do governo da RAP e do imposto Bom Bom, resvalou-se em praguejo à desgraça política, responsável pela despedida do Homem-da-Lua.
Sem corroborar da teoria de conspiração dos opositores a Filipe Nascimento pela inércia, incompetência negocial e pelo pouco sentido de Estado, na gestão e no investimento sustentável, reconheceu que apesar de emprego de HBD a centenas de trabalhadores, há uma disparidade contestável, nas pessoas, «grande parte delas naturais de S.Tomé». Embarcou na humilhação a Santo António de que os minu’yes, se voluntariaram a pedintes aos governadores da RAP, que mal respondem aos pactos de sustentabilidade e estilo de vida aos desterrados à Terra Prometida.
Nisto, pelo virar de costas dos deuses, resta crença na ministra do Ambiente, da Juventude e do Turismo Sustentável, Nilda Borges da Mata -, mais patriótica que a colega da Justiça, Vera Cravid, subserviente aos juízes militares, analfabetos e em causa própria -, encarregar-se na mais-valia feminina nas negociações de manutenção do investimento milionário na ilha, dama do meu coração.
Renascer São Tomé e Príncipe!
José Maria Cardoso
18.10.2025
Nini
20 de Outubro de 2025 at 10:48
Meu irmão, José Maria Cardoso,
19 parágrafos é demasiado excessivo. Escreva parágrafos menores, duas ou três frases para cada parágrafo para facilitar a leitura do texto. O conteúdo flui melhor dessa forma.
Também pode sintetizar os parágrafos reduzindo-os de 19 parágrafos para 6-9 ou 350-850 palavras e ainda ser eficaz na transmissão de sua mensagem.
Ou faça um pequeno link (um link embutido no seu texto, chamado de hiperlink), ele permite que as pessoas leiam o resumo do seu artigo e, se quiserem explorar mais, clicariam no hiperlink para ler mais.
Dessa forma, mais pessoas estarão inclinadas a terminar de ler o seu trabalho. Continue escrevendo, não desista.
O autor tem um bom conteúdo e muitas notícias importantes para compartilhar conosco e nós agradecemos isso.
asd
20 de Outubro de 2025 at 12:02
concordo!
Inácio
20 de Outubro de 2025 at 12:36
Tens razão. Para além disso não se percebe nada que o autor diz. Parece um texto sem qualquer nexo ou articulação ao nível de conteúdo. Peço desculpas pelo reparo. Tentei ler e desisti porque não compreendo nada que está no texto nem a mensagem que o autor quer passar.
Gato das botas
20 de Outubro de 2025 at 19:29
É impossível ler este indivíduo. Não sabe escrever mas acha que sabe. Digo isto há que tempos mas é intragável
Que perda de espaço neste site
Pascoal Carvalho
21 de Outubro de 2025 at 15:30
Não basta concordar, nem subscrever, também é de todo necessário acrescentar e contribuir ainda que apenas de forma escrita.
Tanto irritaram o investidor Markel, que ao decidir bater com aporta e desistir dos avultados investimentos, pode-se ver o quanto são politiqueiros e não políticos. Caso a oposição de fato defendesse os interesses nacionais ou ao menos dos seus eleitores, que os instrumentos musicais seriam outros.
Enfim, pelo menos desta vez todos juntaram-se e comunicaram-se por uma única fonte.
Aguardemos.