Turismo

Lussua entrou na rede de turismo verde e projecta Monte Café para o património mundial da Unesco 

O nome Lussua é de uma planta endémica da região de Monte Café. As folhas são comestíveis, e os habitantes da região confeccionam pratos típicos ricos em ferro e minerais.

Madelaine Cunha, é uma líder da comunidade de Monte Café, e coordena as acções da Associação Lussua. Foi criada no ano 2016 para desenvolver acções que promovam o empreendedorismo e a participação dos moradores da região de Monte Café no fomento do turismo sustentável. «A Associação Lussua é uma associação de guias locais, transformadores de produtos locais, os agricultores, ou seja, pessoas com iniciativas empreendedoras», explicou Madelaine Cunha.

A sede da Associação Lussua foi transformada num centro de informação turística e posto de venda de produtos para o turismo. O projecto de apoio às organizações da sociedade civil, financiado pela União Europeia e executado pela cooperação portuguesa, contribuiu para a reabilitação da sede da Associação Lussua.

«Vemos o nosso esforço sendo realizado. É um grande incentivo para o desenvolvimento do turismo. Com este posto de venda e de informação turística o nosso horizonte fica mais alargado, para um turismo verde e inclusivo», afirmou.

Localizada numa elevação no centro da ilha de São Tomé, Monte Café marca a história da agricultura e da cultura santomense. «Monte Café é uma das maiores roças do país e a mais antiga. Uma roça completa que tem o seu próprio prato típico, tem a sua própria dança», sublinhou, Madelaine Cunha.

Valores históricos e culturais, que colocaram a roça na primeira linha da candidatura para património mundial da Unesco. «A nossa candidatura já está na fase de avaliação. É honroso verificar que protegemos as infraestruturas coloniais. Somos uma roça viva, gente com história, gente com dança. A nossa forma de tratar do café continua a mesma, como na era colonial, é gratificante ser dessa comunidade e pertencer a este país», pontuou.

Com mais de 5 mil habitantes, a região de Monte Café, começa a sentir a força da Associação Lussua, mas também da Associação Monte Pico. Esta última dedica-se à protecção da floresta. «Os maiores guias florestais do país são de Monte Café. Continuamos a contribuir para que o mundo seja mais verde», frisou.

O ecossistema da floresta de montanha que cobre a lagoa Amélia, por sinal a nascente de quase todos os rios da ilha de São Tomé, é protegido pelos moradores da região de Monte Café. Monte Pico, é uma ONG santomense, que deveria ser acarinhada e apoiada pelo Estado santomense. Pois mesmo sem recursos financeiros, a sua acção cívica é determinante para a sustentabilidade da ecologia florestal da ilha de São Tomé.

Abel Veiga

1 Comment

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  1. Augusto Pessoa Lima

    12 de Setembro de 2025 at 18:21

    Fico suoer contente, mas é demadiado importante não esquecer de como fazer, preparar, cozinhar esra folha, comovtantas outras da tradição culinária do Monte café e de São Tomé.
    Enquanto consultor/formador de cozinha, a Firma Efraim conta com o meu conhecimento tecnico para incluir a lussua ba dua ementa nova, confeccionada de forma técnica adequada a toasas as folgas verdes, de modo a não se perderem a cor (clorofila), vitaminad e minerais. Disponivel para trabalhar em conjunto com a a Associação Lussua.

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