A operação de intercepção do navio de pesca com bandeira da Namíbia nas águas nacionais e na prática de actividade ilegal de pesca foi acompanhada pelo Téla Nón na última quarta – feira.
O Téla Nón testemunhou as movimentações militares que ocorreram no pontão da guarda costeira.
O navio Zaire da Marinha de Portugal que está destacado em São Tomé desde o início do ano, foi o autor da operação de fiscalização marítima, que permitiu a abordagem do navio de bandeira da Namíbia que estava a operar nas águas nacionais.
Um bote da guarda costeira com cerca de 6 militares zarpou do pontão ao encontro do navio Zaire, e posteriormente navegou em direcção ao navio interceptado.

A operação demorou várias horas, o Téla Nón apurou que técnicos do sector das pescas também se encontravam no quintal da Guarda Costeira.
O Téla Nón contactou o comando da Guarda Costeira que se limitou a dizer que se tratou da intercepção de um navio de pesca de bandeira Namibiana, e que a operação de condução do navio apreendido até a baía de Ana Chaves, iria demorar algumas horas.
Até o fecho deste artigo, sábado 15 de Setembro, as autroridades nacionais não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.
No entanto, a Agência Portuguesa de Notícias, Lusa, informou na quinta – feira que o Estado Maior das Forças Armadas de Portugal, anunciou em Lisboa que o navio Zaire da Marinha portuguesa, «apoiou na terça e quarta-feira as autoridades de São Tomé e Príncipe no apresamento de um pesqueiro em atividade ilegal na Zona Económica Exclusiva daquele país», diz a Lusa.
Ainda com base no comunicado do Estado maior das Forças Armadas de Portugal, a Agência Lusa, explica que «o navio português embarcava inspetores da Direção de Pescas de São Tomé, que subiram a bordo do navio de pesca em infração, juntamente com uma equipa de segurança da Guarda Costeira de São Tomé».
O Téla Nón testemunhou a operação, procurou informação, mas as autoridades nacionais não prestaram qualquer informação à imprensa nacional.
A Lusa, acrescenta que o navio de bandeira da Namíbia aprisionado em actividade ilegal de pesca em São Tomé, tem 55 metros de comprimento e «navegava a cerca de 60 milhas náuticas (111km) a sudeste da cidade de São Tomé, com 31 pescadores a bordo de diversas nacionalidades, na maioria de Taiwan e da Namíbia».

O despacho da Lusa dá mais detalhes. Afinal o navio pesqueiro de bandeira da Namíbia tinha autorização para pescar nas águas nacionais. «A embarcação tinha autorização de pesca emitida pelas autoridades de São Tomé, mas infringia a lei vigente que proíbe a transformação ou alteração do pescado por qualquer forma», refere a Lusa citando o comunicado do Estado Maior General das Forças Armadas de Portugal.
A imprensa nacional nunca antes tinha dado qualquer notícia referente a acordo de pesca, entre São Tomé e Príncipe e a Namíbia. A presença de navio de bandeira da Namíbia, com pescadores de várias nacionalidades sendo a maioria deles taiwaneses, sugere algum esclarecimento das autoridades nacionais, sobre a licença de pesca concedida. Quando? Como? E quais as contrapartidas para o país?
Polémica pode estar a espreitar este caso, talvez por isso, o silêncio até agora das autoridades nacionais.
Mas, graças ao comunicado do Estado Maior General das Forçaas Armadas de Portugal, divulgado pela Lusa, fica-se, a saber, que o navio pesqueiro apreendido estava carregado de peixe. «Entre as 110 toneladas de pescado a bordo, o inspetor são-tomense detetou a “existência de tubarão e atum transformado”, com as cabeças e as barbatanas, de elevado valor comercial, removidas. Face à infração, “a embarcação foi apresada pela autoridade santomense que efetuou a inspeção, tendo o navio sido divergido para São Tomé após recolha das extensas artes de pesca de palangre que se encontravam na água», escreve a Lusa no seu despacho da última quinta – feira.
Agora o país aguarda pelo pronunciamento das autoridades nacionais sobre o assunto de grande interesse público.
Abel Veiga
Martelo da Justiça
15 de Setembro de 2018 at 19:58
Estranho! As autoridades nacionais não dizem nada porque?? Desta vez a TVS e a Radio Nacional não se apressou a divulgar a noticia porquê??. Cheira-me aí mais uma bronca.Tudo o que se vai sabendo é através da agencia Lusa que está fora de controlo das Autoridades São-tomenses.
Seabra
15 de Setembro de 2018 at 21:21
…manobras maquiavélicas do PT-ADI !
Mas já não engana mais, o povo já está bem ACORDADO, nem o BANHO, poderá mais funcionar. ‘KABÔ !
Madredeus.igreja
16 de Setembro de 2018 at 9:01
Afinal, o barco pesqueiro têm autorização para pescar.
Pronto, já a bandidagem nisto. Senhores, defensores do povo pequeno.
Expliquem, sem complicar.
luisó
16 de Setembro de 2018 at 13:56
Agora imaginem quando vierem em força os chineses com os novos acordos, vai ser uma razia……
Alligator
17 de Setembro de 2018 at 7:13
O povo “pequeno” como tem sido chamado ultimamente por certas pessoas, exige explicação quanto a este assunto, que e de extrema importancia para o STP.Quem realmente deu a “dita” autiorização de pesca; quando, como, em que circuntancia. Nos vivendo numa situação economica e financeira pessima e toneladas de peixe com elevado valor economico sendo roubado das nossas aguas, digo roubado sim, porque o povo não tem conhecimento desta “negociata”.
Eplicação sem complicação ja. O povo exige e espera o bom senso das autoridades que dizem ser defensores do “povo pequeno”.
Fernado Ferreira Martins
17 de Setembro de 2018 at 13:02
Aliás, onde é que param as embarcações adquiridas pelo Governo do ADI? O Peixe Andala I e II que destinavam a ligar as ilhas de São Tomé e do Príncipe? E as lanchas de Patrulha?
E o dinheiro dos serviços prestados no Gabão? Alguém pode me explicar?