Política

Obra de requalificação da marginal 12 de julho pode ser suspensa

O alerta foi dado por David Santos, director da empresa que está a realizar a obra. Segundo o responsável, o projecto de requalificação da marginal 12 de julho está enfermo ” de falhas”. «Falhas que foram detectadas e que continuam a ser detectadas», afirmou.

Falhas que impedem o avanço das obras, e que podem determinar a suspensão dos trabalhos.

«Em último caso, e se não houver decisões é impossível para a empresa manter o pessoal que tem neste momento a trabalhar, sem ter trabalho. Se continuarmos com estas indefinições pode originar uma suspensão provisória dos trabalhos», assegurou David Santos.

O primeiro-ministro Patrice Trovoada, que visitou as obras, também confirmou que o projecto falhou, e por isso precisa ser corrigido.

«O que constatamos aqui é que essa obra, para corresponder às necessidades mínimas vai ter de passar por ajustes», frisou Patrice Trovoada.

O Chefe do governo avisou que o valor das correcções a serem feitas, não pode ultrapassar o valor já orçamentado para execução da obra.

«Estamos confrontados com uma situação, em que aprovamos uma coisa, e agora que estamos a executar a obra, aquilo que foi aprovado em 2021 tem muitas falhas. Vamos corrigir, mas sempre dentro do envelope financeiro», pontuou.

O director da obra explicou que as falhas são diversas. As infraestruturas eléctricas, de água e das telecomunicações que foram projectadas, «não satisfazem as necessidades. A questão da largura da estrada que está previsto para 6 metros vai causar constrangimentos ao tráfego», revelou David Santos.

As cotas do pavimento também falharam. No fundo tudo falhou, e a preocupação é generalizada. 

«O primeiro-ministro está preocupado, toda gente deve estar preocupada com isto, porque efectivamente o projecto conforme ele está e com as falhas que foram detectadas vai originar que se arranjem soluções para minimizar o impacto das alterações que serão necessárias para o projecto», concluiu o director da obra em representação da empresa ANGOLACA.

O projecto de requalificação da marginal 12 de julho está avaliado em 25 milhões de euros financiados pelo Banco Europeu de Investimentos e pelos Países Baixos. As obras foram divididas em 3 lotes. A primeira grande falha foi revelada em janeiro de 2024, aquando do lançamento da obra.

Pois foi excluído o lote número 1, que liga o aeroporto internacional Nuno Xavier Dias, à baía da Praia Lagarto. O projecto descartou a requalificação do lote 1, com a alegação de que o valor do financiamento de 25 milhões de euros, é insuficiente. São necessários mais 12 milhões de euros para requalificar o lote número 1.

Apenas os lotes 2 e 3, que ligam a Baía de Ana Chaves à praia da vila de Pantufo, vão ser requalificados. No entanto surgem agora novas e várias falhas, que podem condicionar a execução das obras dos dois lotes.

Abel Veiga  

8 Comments

8 Comments

  1. Lucas

    17 de Dezembro de 2024 at 12:21

    E a embaixada inacabada de Angola ali tão perto
    Ficar tudo inacabado o que é o normal nesta terra

  2. Dudu Neto

    17 de Dezembro de 2024 at 12:30

    Boa tarde meus compatriotas.
    já começam com ajustes, assim foi com o Banco Central.
    Por isso nunca apresentaram arquitetura desse projeto

  3. ANCA

    17 de Dezembro de 2024 at 14:24

    Nós SãoTomenses temos de gostar mais da nossa terra, deixar dessas manobras que tanto nos prejedica, ao longo dos tempos

    Houve estudos de impacto ambiaental, houve certamente avaliação, estudos, projeções, quando há verdas disponível, para realização do projecto há derrapagem, há falhas, é semmpre necessário mais verbas, assim por diante, onde anda as instituições deste país, como o tribunal de contas, os tribunais, os serviços do cadastros, etc…Daí a necessidade de planos nacional, regional, local de desenvolvimento, planos de ordenamento do território e populações, planos de pormenor, cartas de militares, cartas geodesicas, marcos do terreno, para depois de projectar algo, para que jamais aconteca estas situações,…

    Pois que outro exemplo é o projecto de novo hospital, a mesma coisa, a financiamento ou houve, nem arrancou e já há derrapeagem, jmis podemos continuar assim,…

    Antes de levarmos a cabo projectos, ha que term em conta conceitos, como a transparência, a organização, o rigor , o trabalho, a justiça, a segurança, a proteção, bem como a sustentabilidade.

    É uma vergonha, há que por mãos nisto, o país, território população, administração, mar e rios precisam de entrar numa nossa fase, de responsabilidade/responsabilização, de desenvolvimento sustentado.

    Se és de São Tomé e do Príncipe, se nasceste aqui, cresceste aqui, se vives aqui, ajuda a desenvolver o teu país, as tuas gentes, o teu território, protege e apioa a tua familia, os teus filhos, a tua mulher, o teu marido, protege o teu ambiente, a tua natureza.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

  4. Mepoçom

    17 de Dezembro de 2024 at 19:26

    Onde está massa cinzenta desses arrogantes? Os colonos construíram a hidroeléctrica do contador, obra que começou em 1957 e acobou em 1967, no século XX, a captação de água desde a origem até o tanque são sete túneis, perfurando as rochas no tempo em que maquinaria estava bem atrasada,mas a obra ficou concluída. O cais do alfandega actual, a baía banhava até à antiga obras públicas, conseguiram cercar o mar, construíram o cais em ruína eminente. O que é que esses autopoclamados independentistas vieram fazer neste paraíso insular? Diabo que leve para o inferno.

  5. Edson Neves

    18 de Dezembro de 2024 at 2:16

    Velhos artifícios conhecidos no mundo todo em obras para superfatura- Las e desviar recurso. O que se passa nesse país que não se consegue fazer obras sem que vícios maculem as mesmas ? Quem vai assumir esse prejuízo?
    Precisa responsabilizar todos os envolvidos ( engenheiros, fiscais, etc.) aí tem angu! Se houvesse Tribunal de Contas, Ministério Público e a Polícia nesse país rapidamente saber-se-ia se foi efetivamente ação culposa ( imperícia da empresa que realiza a obra) ou se trata de conduta dolosa visando subtrair dinheiro dos cofres públicos para enriquecer determinadas pessoas ainda não identificadas.

  6. Jorge Semeado

    19 de Dezembro de 2024 at 5:40

    País de desenvolvimento medio (aprovado pelas Nações Unidas). “Yonó dam Yonó”.

  7. Jorge Costa

    19 de Dezembro de 2024 at 11:30

    O problema disso tudo é a justiça que não funciona. A obra do tribunal judicial já terminou, quanto custou????

  8. mezedo

    20 de Dezembro de 2024 at 12:27

    Quando o PM retira obra a uma empresa Chinesa que havia vencido o concurso, por não aceitar entregar ao mesmo 5 milhões de dólares, e entrega obra a outra empresa do seu gosto a qual ele pode fazer negociatas dá nisto.

    Isso já era de esperar. Porque a empresa Chinesa que ganho concurso para construir com 23 milhões de dólares, foi afastada pelo PM, por não concordar em dar a ele 5 milhões. E temos essa chuva de incerteza ou detectar das falhas com único proposito, ir buscar mais dinheiro sei a onde. De certo que o valor adicional não será destinado a esta obra, mas sim a alguém que !!!!!!.

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