A crescente interferência política nos quartéis das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe está a comprometer a estabilidade interna da instituição. A denúncia partiu do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, João Pedro Cravid, que alertou para os riscos que essa interferência representa para a coesão e a missão constitucional das forças militares.
“O nosso dever é garantir uma força armada eficaz, respeitadora da constituição e ao serviço exclusivo da nação, livre de qualquer interferência política ou partidarização que, infelizmente, durante anos enraizou-se nas estruturas das forças armadas, minando à confiança pública e à estabilidade interna.”
O Brigadeiro General João Pedro Cravid sublinhou que a politização está a deteriorar a imagem de uma instituição outrora considerada das mais nobres e respeitadas da República.
“Reconhecemos os efeitos negativos dos sucessivos intentos de inversão da ordem constitucional que comprometeram o nosso desenvolvimento democrático e prejudicaram à credibilidade das nossas instituições.”

O Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, não escondeu também a sua preocupação com a situação.
“Sei que há muito por fazer, que existe desconfiança, que existe impaciência, mas também sei que juntos podemos transformar a nossa realidade”, destacou Carlos Vila Nova, Presidente da República.


Durante a cerimónia que assinalou os 50 anos das Forças Armadas, marcada pelo juramento à bandeira de mais de 400 novos soldados, foi reiterado que os militares devem permanecer fiéis à Constituição, à legalidade, à soberania nacional, à segurança e à paz social e não servir interesses político-partidários.
José Bouças
Just
9 de Setembro de 2025 at 5:48
Os responsáveis pelas Forças Armadas devem, ao menos, promulgar o afastamento dos militares envolvidos nas torturas e mortes de cidadãos em 25/11/2022; só assim poderão começar a recuperar a confiança pública.
Célio Afonso
9 de Setembro de 2025 at 8:45
Mais 400 que juraram a bandeira para defender a pátria e o povo, mas que na verdade estão às ordens dos dirigentes políticos para maltratar e assassinar civis indefesos.
STP não precisa de tantos militares.
O país é muito pequeno, com pouca população.
As FASTP precisa sim, de uma profunda reforma para cumprir o seu verdadeiro papel.
A população vive com medo dos militares porque são arrogantes, violentos, complexo superioridade…
Nepal
10 de Setembro de 2025 at 0:03
No Nepal: Povo luta contra corrupção e violação do Direito de expressão.
Peixe ANDALA
10 de Setembro de 2025 at 6:23
Hoje temos incorporados 400 mancebos jovens, necessário que a instituição de defesa, possa ser também centro de formação para cidadania, bem como formação profissional, a informática, a carpintaria, marcenaria, mecânica, gestão, engenharia militar, linguas, as TIC’s, enfermagem, electrónica, electricidade, agricultura, comercio, turismo, a gastronomia etc, pois que como sabemos, são jovens que depois do serviço militar, convém terem uma profissão, ocupação,….Há que estruturar,…