São Tomé e Príncipe, enquanto pequeno Estado insular, enfrenta elevada vulnerabilidade às mudanças climáticas e aos riscos naturais, que se afirmam como ameaças crescentes ao desenvolvimento sustentável.
“Os impactos climáticos afetam setores-chave como o turismo, a pesca, a agricultura e as infraestruturas de transporte — pilares essenciais da economia e do desenvolvimento social”, destacou Victor Bonfim, Coordenador do projeto de adaptação às mudanças climáticas.
Perante este cenário, reforça-se a necessidade de integrar a avaliação dos riscos climáticos nos modelos de análise económica e de desenvolvimento do país.
“Estamos perante questões de longo prazo que condicionam a trajetória socioeconómica e permitem avaliar se setores como o turismo ou a agricultura estão a crescer e como devem adaptar-se à nova realidade”, sublinhou Ivo Pizarro, em representação da África Foundation.
No país, encontra-se em definição uma estratégia de adaptação às mudanças climáticas, baseada na análise de riscos e vulnerabilidades, que inclui igualmente a avaliação custo-benefício das medidas propostas para mitigar os principais impactos no arquipélago.
“É fundamental verificar o impacto real dessas medidas nas populações e o custo associado”, acrescentou Pizarro.
A próxima fase será dedicada à formulação de recomendações políticas, com implicações diretas para o investimento público e para o reforço do envolvimento dos parceiros internacionais.
José Bouças