Cultura

Futuro da língua portuguesa está assegurado

Ao reflectir sobre o futuro da língua portuguesa que completou 800 anos, no dia 27 de junho último, Albertino Homem Bragança, escritor e investigador da língua portuguesa em São Tomé e Príncipe, considera que o futuro está assegurado.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), é para Albertino Bragança o celeiro, onde a língua portuguesa é cultivada, e renovada. «Quando se fala do futuro da língua portuguesa, tem-se que falar da língua que é património comum dos países que a utilizam. E nesse aspecto creio que o futuro da língua portuguesa está assegurado», declarou.

O escritor, que já apresentou vários temas sobre a língua portuguesa em conferências e palestras tanto em São Tomé como nas outras capitais lusófonas, diz que o futuro seguro da língua portuguesa, passa pela preservação de todas as versões da mesma. «Enquanto língua veicular, ela terá que ter em atenção as interferências de outras línguas, sobretudo as línguas nacionais. É assim que eu perspectivo a existência de uma língua portuguesa que não pertence só a Portugal, mas a todos os povos falantes», frisou Albertino Homem Bragança.

Um conceito que segundo Albertino Bragança, sustenta a evolução que a língua portuguesa tem conhecido, e que e a criação da CPLP veio dar mais força. «Sendo assim creio que a língua portuguesa irá seguir o seu trilho e irá encontrar o seu futuro», acrescentou.

São Tomé e Príncipe,tem responsabilidade na garantia do futuro, e na preservação da língua portuguesa. O escritor recorda que o arquipélago tem o seu próprio português, que ele designa de “Português de São Tomé”, por sinal mais dominante no país. «Não podemos ignorar a pujança que ele tem no nosso país», precisou.

Albertino Homem Bragança, considera que o português oficial, será mais forte e mais correctamente falado e escrito, em São Tomé e Príncipe, quanto maior for o conhecimento do crioulo fôrro e do “português de São Tomé” por parte das populações. «Porque conhecendo as regras do crioulo e do “português de São Tomé”, seremos capazes de separar e distinguir as regras do português oficial. Não as distinguindo vivemos numa mescla, que é o que acontece cá, em que se confunde quase tudo seja na escrita como na oralidade», pontuou.

Aos 800 anos de idade, a língua portuguesa falada em São Tomé e Príncipe desde o século XV, é a língua de união do povo das ilhas, que se expressa também em 3 crioulos diferentes.

Abel Veiga

    2 comentários

2 comentários

  1. Ralph

    20 de Julho de 2014 as 10:08

    É claro que a lingua portuguesa tem um futuro, mas só se os povos que a falam queiram promové-la. Neste mundo onde o inglês está a ficar mais dominante, é importante que os falantes das outras linguas mantenham as suas identidades e continuem a falar as suas linguas.

  2. Roberto Moreno

    28 de Julho de 2014 as 14:07

    O Futuro da Língua “Portuguesa”, na realidade é sombrio e, pode acabar em ruína, caso a Comunicação Social Portuguesa, e não só, continue a ignorar e boicotar Roberto Moreno, o autor de toda esta efeméride – 800 anos de Língua “Portuguesa” – Pois, algum jornalista, curioso, poderá querer saber o porque deste boicote e o que é que está por trás desta língua que “nasceu” do Galego! – Afinal, a língua portuguesa existe ou foi “criada” por Decreto de D. Dinis, a 8 Séculos atrás!? E Umberto Eco e Alexandre Herculano, o que têm a dizer sobre este assunto, curiosos?

    Alexandre Herculano, em 1874, disse: “A Galiza deu-nos população e língua, e o português não é senão o dialecto galego, civilizado e aperfeiçoado”

    Como nasce uma língua?
    «O certo é que as línguas não podem ter nascido por convenção já que, para se porem de acordo sobre as suas regras os homens necessitariam de uma língua anterior; mas se esta última existisse, por que razão se dariam os homens ao trabalho de construir outras, empreendimento esforçado e sem justificação?» (Umberto Eco)

    Em 1290, D. Dinis decretou que o galego-português fosse usada em vez do latim na corte, e nomeada “português”. – O rei, adoptou uma língua própria para o reino, tal como o seu avô fizera com o castelhano. Em 1296 o português passou a ser usado não só na poesia, mas também na redação das leis e pelos notários

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