Cultura

Fevereiro de 1953 as razões do Massacre

Comemora-se no dia 3 de Fevereiro de 2024, o 71º aniversário dos trágicos acontecimentos de 1953, em que milhares de santomenses foram barbaramente subjugados pelo terror e pelas arbitrariedades e desmandos dos carrascos a soldo do governador Carlos Gorgulho.

Tratando-se de um facto histórico comemorado em cada ano e de que todos temos vindo a tomar conhecimento, ainda que de forma avulsa, optei por incidir a tónica desta comunicação nas causas remotas e próximas que lhe estiveram na origem, de modo a encontrar um fio condutor susceptível de facilitar o seu melhor entendimento, em particular às novas gerações.

Daí que tenha enveredado por um texto que espero suficientemente esclarecedor, capaz de ser acompanhado sem dificuldade por todos e de servir de base a um diálogo aberto acerca de um tempo de repressão e barbárie que tanto marcou a nossa história.

Tudo começou com a chegada a S. Tomé e Príncipe, em 5 de Abril de 1945, do governador Carlos de Sousa Gorgulho, militar português da ala reacionária e conservadora que pusera fim, com o golpe desencadeado pelo General Gomes da Costa em 28 de Maio de 1926, à 1ª República Portuguesa.

Gorgulho trazia consigo dois grandes objectivos, duas verdadeiras obsessões que se articulavam num plano que teria de levar a cabo a qualquer custo:

  • Resolver o crónico problema da mão-de-obra com que se confrontava a economia de STP, traduzido pela necessidade de importação, sob o regime de contrato, de trabalhadores de outras colónias, perante a firme recusa dos santomenses de trabalharem sob esse regime;
  • Em função da concretização deste objectivo, ser nomeado para o cargo de Governador-Geral de Angola. 

Para o efeito, durante os três primeiros anos do seu mandato, Gorgulho procurou ganhar a estima da população, através de uma governação verdadeiramente realizadora, como primeira etapa para a sua reeleição: os passeios em carro descoberto, distribuindo rebuçados e guloseimas pelas crianças, o sorriso constante nos lábios saudando a multidão, as obras de reestruturação da cidade, fixação do salário mínimo para os trabalhadores do comércio, indústria e agricultura, limitação do horário de trabalho, criação da Escola das Artes e Ofícios, saneamento e aterro de pântanos, a terraplanagem de pistas para aviões, reparação de estradas e construção de aquedutos, construção de casas para funcionários, construção de um pavilhão de isolamento para tuberculosos, etc.

O que terá então acontecido para Gorgulho mudar a sua política de aproximação à população e enveredar pelo caminho das rusgas e prisões por que se caracterizaria a partir daí a sua governação, que iria redundar no massacre de 1953?

Vejamos as causas remotas desse trágico acontecimento:

  • A necessidade de mão de obra

Nos finais da década de 40, debatendo-se elas próprias com graves problemas de escassez de mão de obra para o seu desenvolvimento, as colónias fornecedoras de contratados, sobretudo Angola e Moçambique, começaram a restringir a saída dos mesmos para S. Tomé e Príncipe.

Esta mesma época foi marcada pela baixa de produção do café e do cacau, o que fez elevar no mercado internacional a sua procura e, daí, os respectivos preços. Havia, pois, que intensificar a sua produção e isso só era possível mediante o concurso de uma mão de obra abundante e barata, isto é, através do recrutamento da mão de obra local. Ou seja, os forros tinham forçosamente que trabalhar sob o detestável regime de contrato.

Encontrando resistência, Gorgulho recorreu à força: rusgas constantes, trabalhos forçados, espancamentos, prisão arbitrária dos nativos.

  • A mentalidade de superioridade dos forros

No passado senhores de terras, do que resultou a existência de uma importante elite que tanto no interior como em Portugal se empenhou na defesa das respectivas populações, o forro, a quem nunca foi atribuido o estatuto de indígena, considerava-se por isso superior aos trabalhadores contratados das roças e mesmo aos europeus, sentimento que se constituiu numa poderosa arma de oposição ao regime colonial.

  • A aversão dos serviçais contratados pelo facto de os forros não trabalharem nas obras públicas e nas roças sob o regime de contrato, não obstante as várias tentativas feitas após a abolição da escravatura (1875) por governadores coloniais, a pedido dos proprietários brancos de grandes latifúndios visando a contratação dos nativos.
  • Firme e persistente rejeição dos forros, sempre apegados ao trabalho livre e de empreitada ou nas suas glebas.
  • As políticas falhadas de transferência de forros de STP para outras paragens e de fixação no país de milhares de contratados de Angola, Moçambique e Cabo Verde, esta última a levar à construção de aldeamentos para o seu acolhimento: o objectivo consistia no significativo aumento da população e na consequente diminuição da importância dos forros.
  • A ideia de liquidação da elite esclarecida e dizimação da população forra.
  • A destruição da vida económica dos forros, através da:

  – promulgação da Portaria nº 32 de 1 de Julho de 1930, pela qual foi criado o imposto individual indígena, o chamado imposto de cabeça;.

proibição de extração e venda do vinho de palma (portaria de Janeiro de 1947);

  – interdição do fabrico e venda da aguardente de cana (portaria de Junho de 1947);

  – erradicação de algumas associações nativas (Associação dos Socorros Mútuos e o Sporting Club de S. Tomé)

  • Trindade: Palco de oposição ao poder colonial:

– O incidente no dia de Deçu Padê (Junho de 1900), com a morte de um santomense;

– Movimento dos soldados nativos do Corpo de Polícia em 1921 contra europeus, com fortes repercussões na Trindade, de que resultaram mortes.

– Incidentes em 1926 ocorridos na eleição do Dr. Aires de Menezes a membro do Concelho Colonial, que redundaram na destruição por europeus do recheio da sala da Liga dos Interesses Indígenas, importante associação dos nativos.

– Fraca participação dos trindadenses nas eleições presidenciais portuguesas (fraudulentas) de 1949.

– A recusa da população da Trindade em ir receber Gorgulho no aeroporto aquando do seu regresso de Portugal em Outubro de 1951.

– Trindade era, por sua vez, residência do grande nacionalista e símbolo da resistência popular ao domínio colonial, o Engº Salustino da Graça do Espiríto Santo, a quem Gorgulho imputava toda a rebeldia e a irreverência da população local.

A estas causas vieram juntar-se as seguintes causas próximas:

  • Carta dos naturais de STP enviada a 30 de Setembro de 1950 para o Ministro do Ultramar, dando-lhe conta das injustiças praticadas por Carlos de Sousa Gorgulho contra a população nativa, o que enfureceu sobremaneira o Governador
  •  O descontentamento e a tensão provocados na população forra pela entrevista dada em 8 de Janeiro ao jornal Voz de S. Tomé pelo Inspector da Curadoria Geral dos Serviçais, Franco Rodrigues, preconizando o nivelamento social, colocando no mesmo patamar forros, angolares, minuiês e serviçais contratados das roças, prenunciando o advento do contrato para todos.
  • A afixação de panfletos de revolta nas paredes de diversos edifícios na cidade (madrugada do dia 2 de Fevereiro), ameaçando de morte o Governador se ele permitisse que tal viesse a ocorrer.
  • Nota oficiosa do Governador desmentindo a ideia de pretender contratar os nativos (Início da tarde do dia 2 de Fev).
  • Destruição de muitas das citadas notas oficiosas, sobretudo na Trindade.(manhã de 3 de Fevereiro).

OS PRIMEIROS ACONTECIMENTOS 

  • A morte de Pontes por José Mulato, que chefiava a primeira equipa de rusga na Trindade, que tinha como incumbência descobrir os autores dos panfletos e quem tinha rasgado as notas oficiosas (dia 3 de Fev., pelas 22horas).
  • Interrogatório e prisão do Engº Salustino Graça, de imediato enviado para o Príncipe, em companhia de outros presos. (madrugada do dia 4).
  • Rusgas ferozes na Trindade e suas localidades feitas por polícias recrutados dentre criminosos, contratados das roças e por voluntários brancos e mestiços armados à caça do forro. Casas incendiadas, perseguições, prisões de inocentes, mortes. A população aterrorizada escondendo-se no mato (Dia 4 de Fev.)
  • A morte do alferes Jorge Amaral por Zé Cangolo (manhã de 4 de Fevereiro).
  • A partir daí, o cortejo de barbaridades por todos conhecido: intensificaram-se as rusgas, as batidas nos matos de Trindade e arredores, a caça aos nativos desprotegidos e entregues à sua sorte, as suas casas incendiadas, os bens roubados, ondas de terror à solta.

Multiplicaram-se as prisões, as humilhações, as torturas, as correntes nos pés, na cintura e no pescoço, os choques eléctricos, as confissões forçadas, as mortes por asfixia.

Sobre mais de mil santomenses recaiu então o peso da morte, na Trindade e nas celas do Corpo da Polícia e em Fernão Dias. Vidas ceifadas pela irracionalidade e pela intolerância, que tudo procuravam destruir à sua passagem.

Protegidos pelo isolamento das ilhas e movidos pelo mais odioso intuito de repressão, que a impunidade tanto contribuía para estimular, os algozes divertiam-se com a angústia de cidadãos brutalizados e despojados do seu inalienável direito à tranquilidade e à paz. Impunidade que só encontraria fim com a vinda, em 4 de Março de 1953, de uma delegação da PIDE, que desmentiu a versão de Gorgulho segundo a qual os bárbaros acontecimentos se prendiam com a necessidade de combater uma revolta comunista preparada pelos nativos e, sobretudo, com a chegada ao país, em 25 do mesmo mês, do famoso jurista português Dr, Manuel João da Palma Carlos, a convite da família Graça do Espírito Santo, tendo como finalidade tratar da libertação dos presos, o que viria de facto. a conseguir.

Mas, infelizmente antes disso, para alguns destes, o fim estava inevitavelmente traçado. Os seus gritos aflitivos, cortantes como lâminas, encheram então as imediações do Corpo de Polícia, bem como o espaço solitário de Fernão Dias. O mar e a terra acolheram então, impotentes, os seus corpos martirizados e desfalecidos.

Noutros, vítimas das mais horríveis crueldades, a prisão deixou marcas indeléveis e encurtou o percurso de uma vida lesada pela mais degradante e repulsiva violência.

Outros ainda, os que restam de tão vergonhosa tragédia, continuam juntos de nós, testemunhas dolorosas de uma época que a marcha implacável do tempo como que nos leva a esquecer e banalizar.

A todos eles nos cumpre o dever de homenagear e resgatar a memória, pela grandeza do seu gesto e pela forma generosa como se empenharam para reforçar em nós o sentimento colectivo de nação, que o seu sacrifício tanto contribuiu para cimentar.

Por eles, pelo sacrifício que consentiram para que esse sentimento se revelasse de forma tão dinâmica e congregadora, construamos um país solidário e fraterno, centrado nas suas raízes, mas aberto ao contributo de outros povos e civilizações. Um país soberano, democrático e preocupado com o desenvolvimento humano, que se reveja na sua memória colectiva e entenda a história como a interpenetração dinâmica do passado, do presente e do futuro. Um país constituído por um povo que deve manter-se firme nas suas convicções, que delas não abdique por dinheiro ou benesses afins, digno da grandeza e da dignidade de que eles, em circunstâncias tão difíceis, foram capazes de demomstrar.

Façamo-lo assim, de modo a comungarmos com Francisco José Tenreiro e com ele dizer ao mundo: ” Os teus filhos não morreram, Mãe, Eu oiço um rio de almas reluzentes cantando: nós não nascemos num dia sem sol “

                                                                                 Albertino Bragança     

7 Comments

7 Comments

  1. Bragança II

    2 de Fevereiro de 2024 at 13:57

    3 de Fevereiro, Bragança sai, da cara. Depois desaparece o ano inteiro. País em degradação; povo aflito, a população inteira; criminalidade e desordem generalizada e um Estado corrupto; Primeiro Ministro rouba, manda e desmanda. Kadê Bragança?
    “…tempo de repressão e barbárie…” Gente “tá” nele é …

    Patrice Trovoada está paulatinamente perdendo “estima da população São-tomense, através de uma governação verdadeiramente corrupta e violenta,” como primeira etapa de morte do Engenheiro e massacre de 11/25 para a reeleição d’ADI maioria e ambição ditatorial de consolidar o poder. Dêçu Padê.

    “Patriço” Trovoada faz os passeios dele de avião com dinheiro de Estado distribuindo rebuçados e guloseimas “pá” Célia, Ilza, Celina, Raposo, e outras crianças…

    Depois, esse bandido Patrice aprendeu com Gorgulho fazer sorriso dele constante nos lábios saudando a multidão lá no discurso das Nações Unidas em Nova York, toda gente saiu de sala deixou Patrice falar dele atoa, discurso, mão de Patrice treme treme treme, move “pá” cima “pá” baixo, move “pá” cima “pá” baixo, move “pá” cima “pá” baixo. Credo—uma pouca vergonha para São Tomé e Príncipe, Patrice manda Vila Nova dormir. Precisa-se de umas obras de reestruturação do Estado Santomense no seu todo; de cabeça ao pé.

    Patriço Sacana Gorgulho “wanna be” aprende com muita dificuldade que recorrer à força contra os dissentes pessoas que descordam com ele na democracia, essa coisa de rusgas e perseguição constantes só causa instabilidade e ciclo de violência. Patrice não trabalha para São Tomé e Príncipe, ele usa esse cargo de Primeiro Ministro “pá” roubar dinheiro “pô” grana no bolso dele, mais nada.
    Essa coisa de espancamento e prisão arbitrária. Patrice “tá” brincar com fogo. Espera! Guadá! Cuá xcá bi!

    • Splunk

      2 de Fevereiro de 2024 at 22:25

      Onde “tá” esse Rei Amador, “tá” onde é?

    • Debugging Skills

      2 de Fevereiro de 2024 at 23:43

      Aqui na República Democrática de São Tomé e Príncipe

      Tése: Existem muitos problemas graves em São Tomé e Príncipe, e há várias soluções para muitos constrangimentos; contra corrupção, contra a maldição na banda, e assim por diante.

      Problema(s):
      a) Patrice Trovoada e companhia limitada na cabeça da lista dos problemas de STP.
      b)
      c)
      e)
      é)…. z)

      Hipótese:
      Qual é, ou quais são as origens dos problemas em STP?
      1. Patrice Trovoada é um deles.
      2. Mentalidade das pessoas, pode ser um outro exemplo.
      3. Fofoca e traição
      4. Preguiça
      5. Corrupção
      6. Criminalidade
      7. Roubos, Drogas, Tráficos
      8. Pode-se propor até trilhões de hipóteses, etc.

      Como testar essas hipóteses?
      1. Tira Patrice. Deu ou não deu?
      2. Outro teste: terapias para todos afetados, redução do atraso mental
      3. Tu, vós
      É correto aqui nesta linha, apresentarem as vossas estratégias para se testar as hipóteses….

      Solução/Soluções para os nossos problemas?

      Neste espaço, deixo em branco/aberto para reflexão coletiva e debate sério.

      Habilidades de Depuração

  2. duduneto

    2 de Fevereiro de 2024 at 14:50

    Boa Tarde, Senhor Albertino Bragança,
    Resolver o crónico problema da mão-de-obra com que se confrontava a economia de STP, traduzido pela necessidade de importação, sob o regime de contrato, de trabalhadores de outras colónias, perante a firme recusa dos santomenses de trabalharem sob esse regime. Deste trecho poderia responder, qual foi o motivo desta recusa, em não aceitar ser contratado? Ou melhor nós os santomenses fomos escravos ou não? Porque na escola há uma falsa ilusão de que não, o que não é verdade. Salvo o erro penso que durante meus estudos sempre me disseram que nunca fomos.
    O senhor deveriam definir essa palavra forro, primeiramente.
    O senhor também deveria dizer neste seu resumo, de que desde tempo foi tempo os santomenses eram traidores, havia de nós que andavam a tomar dinheiro por trás, enquanto fingiam ser patriotas, garantindo ao Gorgulho de que iria convencer os forros a aceitarem ser serviçais de roças, esse comportamento de traição é patente até hoje.
    O senhor também deve, caso admita que fomos escravos, dizer que ser escravo naquela altura não é motivo de ter vergonha, é sim foi uma história nossa, isso não podemos mudar nada.
    Glorificar a superioridade dos forros não me parece ser bom, pois não sei como foi a organização dos forros naquela altura com as ditas roças, nunca é dito que os grandes forros empregavam outros forros e pagavam o procuravam pagá-los salários dignos, resultado dessa superioridade mantém até hoje, ninguém encarra o trabalho como deve ser, e a traição permanece em todos os níveis da sociedade.
    O senhor como historiador ainda não apresentou resposta do porquê do nosso fracasso, hoje não somos colónias, mas sim, país independente, não vê que essa mentalidade sua em esconder a verdade não te levou a lugar algum? Faça uma análise critica deste artigo, até hoje estamos a aguardar resposta sobre existência ou não do Rei Amador, que vergonhosamente te foi desmentido.
    Um bem haja,

  3. Fôrra Celiza Guerreira

    2 de Fevereiro de 2024 at 15:03

    Patrice, mamas muito, já chega.
    Não pactuamos com a tua performance.
    Não queremos massacre em São Tomé e Príncipe.
    Patrice, rapaz, vai embora.
    Mócuê: Baza, méu…bé bô cu plága bô!

  4. Antonio Fernandes

    2 de Fevereiro de 2024 at 19:04

    Realmente foi uma época dura para o povo Santomense , sem liberdade e obrigado a trabalhar.

    Agora, têm “liberdade “ e “independência “e vivem na miséria num país sem qualquer rumo ou futuro, a não ser sobreviver com ajudas externas e também dos “colonos “.

    Enfim, penso que o povo será muito feliz com a realidade que existe em Stp.

    Também, acho estranho que as elites, estejam sempre na terra do “colono “ , tal como o Sr doutor Bragança, porque se alguém me fizesse tanto mal, eu não queria ver mais!!!

    Os acontecimentos históricos aconteceram em épocas e devíamos considerar o que se passava politicamente há época.

    Pensem sim sobre como destruíram uma sociedade, um país e levaram o seu povo á miséria, isto é para os chamados Forros

    Fui

  5. Margarida Lopes

    7 de Fevereiro de 2024 at 9:30

    Senhor Bragança, seria muito útil que tomasse coragem para fazer um tão bom artigo ( como este), sobre o massacre do 25 de novembro de 2022 que teve lugar no quartel do MÔRO onde torturaram mortalmente 5 cidadãos são-tomenses e mais outros assassinatos a denunciar como o do economista mestiço são-tomense JORGE PEREIRA DOS SANTOS, o jovem do RIBOQUE etc…denunciar e mobilizar a população a manifestar o seu descontentamento contra este governo AUTORITÁRIO-TOTALITÁRIO ,ditador e corrupto instalado e dirigido pelo Patrice TROVOADA, Afonso VARELA, Carlos Vila Nova…aí sim, você seria mais PATRIOTA, mais corajoso ,até mesmo estimado e considerado,pois que o senhor Bragança acomodou-se num SILÊNCIO SURDO sobre este assunto. Porquê ?

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