Em São Tomé e Príncipe, as autoridades denunciam desigualdades no financiamento internacional destinado à mitigação dos efeitos das alterações climáticas.
A posição foi manifestada no encerramento do “Festival Fim do Mundo”, integrado nas comemorações dos 50 anos de independência do arquipélago.
Promover ações concretas para adiar o “fim do mundo”, expressão alusiva ao impacto das alterações climáticas, foi o principal objetivo do evento de cariz artístico “Festival Fim do Mundo”, realizado em São Tomé, que colocou a arte no centro da reflexão.
“Temos que pensar com urgência, mas com ações concretas. Nós estamos cansados de tantos seminários e workshops que se realizam em todo o mundo para sensibilizar (sobre a mitigação aos efeitos das alterações climáticas)”, afirmou o Presidente da Associação Roça Mundo, promotor do evento, João Carlos Silva.

A justiça climática foi um dos temas em destaque, com críticas ao modelo de financiamento climático internacional.
“Os territórios que poluindo menos recebem menos em relação aos territórios ou países que poluem mais. E nós achamos que depois desses dias todos de reflexão, nos cansamos um bocado».


Já o presidente do governo Regional do Príncipe, Filipe Nascimento destacou que “somos ilhas em que a nossa população está comprometida em preservar para também oferecermos aos cidadãos do mundo (…) um turismo ecológico único e em segurança”.
Apesar de São Tomé e Príncipe ter emissões reduzidas de carbono, o país está entre os mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.
“Doravante vamos através ensinamentos mudar a nossa maneira de nos relacionarmos com as questões ambientais, rever as nossas crenças e práticas que promovem a sustentabilidade”, destacou o Primeiro-ministro, Américo Ramos.

O “Festival Fim do Mundo” terminou a 12 de julho, dia em que o arquipélago santomense assinalou os 50 anos de independência nacional.
Odjay Ceita