Desporto

“Injustiça” na finalíssima da Taça de STP

Há momentos que apetece-nos parar e indagar, porquê que o futebol em muitos casos é injusto? Procuramos respostas e não conseguimos encontrar o consenso.
A reflexão surge em função da forma como a modesta equipa de Santa Margarida (ex-empresa agrícola) perdeu a Finalíssima da Taça de São Tomé e Príncipe em futebol, no pretérito sábado, para o Porto Real.

Quem assistiu ou escutou o relato (na Rádio Jubilar) viu que o conjunto da Divisão de Honra (Santa Margarida) foi a equipa que fez por merecer este troféu, por vários motivos.

Sendo o primeiro, por ser a equipa que mais obstáculos teve pela frente, na competição, tendo passado por cinco adversários até a final (Ototo, Cruz Vermelha, Trindade, Praia Cruz e Ôque-del-rei), em detrimento do adversário que apenas realizou dois jogos, que grande injustiça.

Segundo, por ser a equipa que terminou no terceiro lugar da III Divisão, em detrimento do adversário, que foi o segundo na Principal Liga na Região Autónoma do Príncipe, que grande injustiça.

Terceiro, por ser o conjunto que mais justificou a vitória nesta Finalíssima, mas por falta de experiência dos seus jogadores, não conseguiu conservar as duas vantagens, 1-0 e 2-1, que grande injustiça.

Parece que está luzente a injustiça que falamos no futebol.  No que concerne ao futebol dentro das quatro linhas, podemos dizer que assistimos um grande jogo, que pecou pelo número reduzido do público nas bancadas, facto que vem tornando recorrente nos grandes jogos ao nível nacional.

A formação de Santa Margarida foi a primeira a abrir o marcador, logo aos quatro minutos, por intermédio de Preto.  A vantagem da Santa Margarida perdurou até o minuto 36, quando o Divan conseguiu encontrar o caminho da baliza adversário e restabelecer a igualdade. Resultado ao intervalo.

A semelhança da etapa inicial, o conjunto da ilha de São Tomé voltou a entrar com tudo, na segunda metade, adiantando mais uma vez no marcador, por Preto, aos 48 minutos, 2-1.

O tempo ia passando, e as coisas pareciam encaminhar para o título inédito de Santa Margarida, até que aos 90 +5 minutos, o Gilson recolocou novamente o jogo na igualdade, 2-2, levando a decisão para o prolongamento, onde aos 111 minutos, o Pogba colocou pela primeira vez o Porto Real na frente do marcador, ao fazer o 3-2, resultado final, para “alegria” dos seus adeptos e “frustração” dos adversários.

Com este triunfo, a turma do Porto Real revalidou o título de Campeão Nacional da Taça de São Tomé e Príncipe.

Telá Nón

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