A ausência de um gabinete de ética desportiva em São Tomé e Príncipe foi tema central da intervenção da delegação nacional na Conferência de Ética Desportiva da CPLP, realizada este domingo em Timor-Leste, do dia 19 de julho.
Aylsa Mota, ponto focal do desporto santomense, alertou para a necessidade urgente de políticas que garantam integridade, transparência e disciplina nas competições. “É uma prioridade nacional. O desporto sem ética compromete o futuro das novas gerações”, afirmou.
Durante o encontro, ficou patente que países como Portugal, Angola e Timor-Leste já implementaram estruturas que asseguram a ética no desporto e promovem o fair-play, a inclusão e o respeito mútuo entre atletas e instituições.
“A CPLP está a consolidar um modelo comum de referência ética, e São Tomé e Príncipe não pode ficar para trás”, destacou Pfiliph Bavestook, do secretariado executivo da CPLP.
A conferência mobilizou vozes e recomendações com um objetivo comum: fortalecer o papel da ética no desporto como base para um desenvolvimento justo e duradouro.
No encerramento, os responsáveis do setor desportivo em STP apelaram à vontade política para a criação urgente de um gabinete que possa nortear condutas e valores nas práticas desportivas do país.
Waley Quaresma