Cinquenta e dois atletas, em representação de dezoito países, participam na sexta edição da ultramaratona internacional de São Tomé, denominada Hemisphere Crossing.
“É uma competição de seis dias, com 200 quilómetros de percurso. Temos a participação de atletas dos cinco continentes”, destacou Tiziano Pizoni, da comissão organizadora.
No primeiro dia da prova, os 36 quilómetros que ligaram a roça de cacau Agostinho Neto a Monte Café tiveram como vencedores Bryon Gensits, dos Estados Unidos da América, em masculino, e Elisa Sousa, de São Tomé e Príncipe, em feminino.
“É uma corrida intensa e fiz o possível para cortar a meta em primeiro lugar em feminino. Foi apenas a primeira etapa, a semana é longa e espero continuar assim até ao fim”, declarou Elisa Sousa, maratonista santomense.
“Comecei bem esta competição. Adoro este tipo de aventuras que, desta vez, têm lugar neste maravilhoso país, com natureza exuberante e pessoas simpáticas e acolhedoras. É uma experiência nova e encantadora”, afirmou Bryon Gensits, atleta norte-americano.


A prova constitui também uma união entre desporto e turismo, projetando São Tomé e Príncipe como destino de referência.
“É uma forma de conhecer São Tomé e a sua beleza natural. Os percursos serão feitos na floresta e nada melhor do que promover o país além-fronteira”, sublinhou Tiziano Pizoni.

A última etapa está marcada para sexta-feira, num percurso que parte da Praia Nhame e tem como meta a linha do Equador, no Ilhéu das Rolas.
A organização está a cargo da Global Limited, empresa alemã, em parceria com a agência de turismo de São Tomé e Príncipe, Mucumbli Explore.
José Bouças