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STP tem Estudo de aceleração do desenvolvimento económico até 2025

O Estudo realizado pela empresa internacional de consultoria Mackinsey & Company nasceu de uma oferta feita por empresas privadas nacionais e estrangeiras que operam em São Tomé e Príncipe, em parceria com o Presidente da República Manuel Pinto da Costa.

A empresa angolana de telecomunicações UNITEL, é a principal patrocinadora do Estudo, que abre caminho para a aceleração do desenvolvimento económico de São Tomé e Príncipe, até 2025.

Seminário - 2Segundo o estudo apresentado esta sexta – feira, os métodos de execução definidos pela empresa de consultoria para uma séria de projectos, concebidos após audição de vários estratos da sociedade são-tomense, vão permitir o crescimento do Produto Interno Bruto Nacional na ordem de 50%.

As exportações podem multiplicar 3,7 vezes, e o emprego aumenta na ordem de 25%. Para execução do estudo de aceleração do desenvolvimento económico, são necessários cerca de 365 milhões de euros.

A empesa de consultoria, incidiu o estudo em 3 áreas fundamentais, Agricultura, Turismo e Prestação de Serviços.

Na agricultura, o destaque vai para a promoção da produção e exportação do cacau de qualidade, o Turismo dá atenção as potencialidades do país e no domínio da prestação de serviços realça a construção do porto em águas profundas.

O estudo decifra também as vias de investimento externo que podem ser aproveitadas por São Tomé e Príncipe, para acelerar a sua economia. Segundo o responsável da empresa Mackenzie, o continente africano tem sido alvo de grande interesse dos investidores internacionais. Testemunhou que a própria empresa tem sido contactada por investidores internacionais que buscam oportunidades de negócios em África.

Daí ser possível angariar os 365 milhões de euros, capazes de empurrar São Tomé e Príncipe para o progresso nos próximos 10 anos.

O Presidente da República Manuel Pinto da Costa, que abriu o seminário sobre a aceleração do desenvolvimento económico de São Tomé e Príncipe, realçou a sua participação directa no projecto. «Sendo uma iniciativa importante para São Tomé e Príncipe, cuidei de acompanhar regularmente o desenvolvimento dos trabalhos, e procurei que fossem auscultados o máximo número possível dos elementos dos diversos quadrantes dos sectores empresarial, académico politico, e demais sociedade civil», declarou Pinto da Costa.

O Chefe de Estado são-tomense, disse também que «partilha a visão de que o desenvolvimento económico de São Tomé e Príncipe será acelerado pela aposta na internacionalização da economia com um foco reforçado na exportação de bens e serviços, nos sectores em que nosso país possui vantagens competitivas importantes, como sejam agricultura e turismo sustentáveis», frisou.

Para Pinto da Costa a execução do estudo, coloca São Tomé e Príncipe com o estatuto de campeão, a nível internacional. «Aumentar a visibilidade no contexto da economia regional, tornar-se campeão internacional nos nichos de actividade em que pode ser verdadeiramente distinguido. Construir um clima de negócios favorável a concretização dos projectos de investimentos e a atracção de investimento directo estrangeiro», concluiu.

Abel Veiga

    19 comentários

19 comentários

  1. Barão de Água Izé

    5 de Julho de 2014 as 15:43

    A empresa Mackenzie passou ao lado de uma questão vital para STP: A privatização das propriedades agrícolas na posse do Estado, desaproveitadas, praticamente abandonadas. Esta parte da Economia continua a ser um verdadeiro tabú.
    Como desenvolver STP sem a agricultura funcionar em pleno e como está demonstrado há muitos anos, o Estado não tem competências para gestão agricola.
    Esta empresa ou não fez o trabalho bem ou fez auto-censura solicitada.

    • Jorge Coelho

      10 de Julho de 2014 as 15:23

      Estou perfeitamente de acordo consigo. Que especie de estudo de desenvolvimento das potencalidades de STP se faz sem definir o destino das empresas agricolas, antigas roças coloniais ? Sem dedinir um novo ciclo de produção em massa para o país ?
      E qual sera’ o destino do sector maritimo, com todas as potencialidades que oferece ?

      Respeito muito a capacidade e credibilidade da sociedade Makensie. Por isso ccho que preciso entender melhor o conteúdo do estudo. Alguem tem ou pode facultar uma copia deste estudo ? Obrigado!

  2. xuxanti

    6 de Julho de 2014 as 14:05

    Cabo verde apresentou forum de transformacao de cabo verde para 2030 agora vem Stp com o sua isso e importante porque basta o individualismo viva o comunismo

    • Barão de Água Izé

      16 de Julho de 2014 as 9:22

      Disse comunismo? Agradeça Cabo Verde não ter seguido a politica comunista de STP quando o 1º Governo de Pinto Da Costa nacionalizou tudo.
      O sucesso de Cabo verde deve-se aos políticos cabo-verdianos de formação marxista que resistiram a utopias comunistas que levam à pobreza: Não entraram na paranoia das nacionalizações e da prepotência do Estado.

  3. Fuba Cu Biçu

    7 de Julho de 2014 as 15:36

    Francamente, se o dinheiro gastos nas conferências e seminários voltassem ao cofre estariamos na posse financeiramente para concluir a reabilitação da estrada da cidade/trindade. Queremos palavra ao ato. A história faz-se com o passado. Quem se lembra do plano perspectivo para aumentar a produção de cacau, cujo pavilhões ficaram para cabeleiro e artesanato? Quem se lembra da fabrica de tijolo de Bôbô-Fôrro? Nosso cacau pagou a Alemanha a montagem e ficamos com fabrica sem produção porque barro acabou e o tijolo fabricada nem sequer dá pagar o custo da produção. E onde estão os barcos de pescas, naufragaram? Ao menos imprensa internacional anunciava.Povo cuidado, homem gaba cu muala quêlê. Ké bem labado nom ca concê gina xicada.

  4. nadaver

    10 de Julho de 2014 as 11:27

    Xuxanti-o estudo apresentado por Cabo Verde…digamos aos activistas…a dizer verdade “um estudo político”-CV será um País desenvolvido em 2030 e o de STP- “Aceleração do Desenvolvimento Económico até 2025”-há de concordar com a minha opinião: são situações atípicas e sem nexos…pena que determinados estudos são financiados pelas NU e não são aditados nem fiscalizados-a maioria desses estudos são elaborados pelos consultores no período de manhã, no período da tarde os defendem na Assembleia Nacional e no período da noite os defendem nos tribunais na qualidade de advogados-apenas em pequeno exemplo de com a África é mal governada-não existe o regime de exclusividade de funções-a África é, de facto, uma panelinha!?

  5. Princepe

    10 de Julho de 2014 as 13:47

    Como cidadão de São Tomé e Princepe, apontava três vias mestra para o desenvolvimento a curto e medio prazo, se ouver uma boa organização em São Tomé e Princep, como: Agricultura, Pesca, e Turismo sustentavel.

  6. Eterno Madiba

    10 de Julho de 2014 as 18:02

    «sendo uma iniciativa importante…cuidei de acompanhar… e procurei…declarou Pinto da Costa».

    Agora o senhor Pinto da Costa fala na 1ª pessoa e até já faz plano de governação como fosse primeiro ministro? Onde está o governo? Onde estão os partidos políticos?

  7. António Menezes

    15 de Julho de 2014 as 11:15

    Meus caros, onde se pode consultar esse estudo?

  8. terra

    15 de Julho de 2014 as 13:48

    Quero ver o estudo.

  9. Oliveira Viegas

    16 de Julho de 2014 as 8:20

    Não tenho dúvidas relativamente aos Dez possíveis projetos que poderão alavancar e economia de São Tomé e Príncipe. No entanto, se realmente houve auscultações em todas as esferas da nossa sociedade santomense de forma a ouvir maior número de pessoas. Então alguma coisa vai. ora, vejamos! A base do projeto está centralizado em três vertentes : agricultura, turismo e prestação de serviços. Agora perguntaria. Será que todas as pessoas que deram as contribuições para a elaboração do supracitado projeto ninguém falou sobre a pesca e da boa utilização dos recursos marítimos ? Não devemos mais admitir que os estrangeiros vêm e nos roubam. Senhores Governantes desse país Basta!

  10. Luis

    17 de Julho de 2014 as 17:42

    Sinceramente não compreendo estes estudos encomendados e depois assinados com a anuência pela classe dirigente.

    No Parlamento, falam da importância das pescas quanto ao futuro da Nação e depois nem uma linha de orientação nos ditos estudos de viabilidade económica e de sobrevivência do Estado.

    Venha uma nova classe de dirigentes, que estes quer estejam no governo ou na oposição, são todos iguais e cegos

  11. Principense

    17 de Julho de 2014 as 17:50

    sobre as pescas, o nosso verdadeiro “petróleo” nem foi objecto de estudo.
    estranho e dá que pensar !!!

  12. Farandula de todos los tiempos.

    18 de Julho de 2014 as 11:16

    Para conhecimento de muitos, nunca se fala num desenvolvimento sustentável sem ter os problemas internos resolvidos(a mente), a forma de pensar e agir de muitos santomenses fazem com que, o nosso sistema juridístico que e um dos factores cruciais para atrair grandes investidores, não caminhe, os problemas de ódio recôndito, faz com que a instabilidade se paira no seio social, estes factores temem o investimento estrangeiro direto, ou PR não sabes disto…

  13. Vargas Cardoso

    29 de Julho de 2014 as 14:30

    Tantos estudo vai-se lá saber para quê.
    Deixem-se disto mostram trabalho e vontade desenvolver o pais.
    Tanto dinheiro que entra no país e não sabemos para onde é que são canalizados. Apliquem bem os donativos que nos dão ou nos emprestam; reparam estradas,o hospital que está uma vergonha, na criação de emprego, tentam atrair investimentos estrangeiros, diminuem as burocracias para aqueles que realmente nos querem ajudar fazendo investimentos no país, fala-se do petróleo em S. Tomé; qual o benefício que o povo já teve em relação a isto, tiremos cópia em relação a Cabo-Verde; souberam aplicar bem as ajudas no desenvolvimento das suas melhores e mais importantes infraestruturas, o nosso aeroporto vamos la ver como vai ficar depois das obras; mas continua a ser uma vergonha, quando é um dos pilares mais importante no desenvolvimento do nosso turismo, e por falar em turismo; o ministério que tutela o mesmo deveria fazer mais e melhor para que o nome do nosso país fosse mais falado e conhecido no estrangeiro,na maior parte das agências de viagem não sabem ou nunca ouviram falar de S. Tomé ou da beleza em termos de turismo que temos, sim disto podemos nos orgulhar, mas se os nossos governantes não fizerem mais por isso não vamos lá, não temos que limitar elevação do nosso nome somente dentro do seio da CPLP, temos que o fazer também por este mundo fora, estamos sempre a dizer que o país não tem dinheiro, mas o que vemos é só governantes a viajarem, já que assim é façam para que estas viagens sejam mais rentáveis também na área da divulgação do que de bom temos no nosso país.
    Pensem nisso
    Força S. Tomé

  14. António Menezes

    2 de Setembro de 2014 as 9:41

    Credo, que Pais é esse? Tela Nom, faça algo, já que está fazendo a propaganda do tal estudo, informa-se onde se pode obter esse tal estudo.

  15. San Tchinguiny

    11 de Setembro de 2014 as 17:40

    Continuo esperançoso no desenvolvimento de STP. Mas duvido q tenham consultado a mais larga franja da sociedade santomense e mto menos alguns conhecedores dos varios ramos de actividades. Senão vejamos: como é possivel não se dar a devida importancia aos recursos marinhos qdo a superficie maritima supera em 160 x a terrestre? Saibam q não se vai mto longe se n se apostar e investir seriamente no mar! Saibam q o retorno do investimento nos recursos marinhos pode ser mto mais rapido, podendo ser utilizado para acelerar o desenvolvimento doutras areas!Era aconselhavel q a referida empresa revisse o seu estudo! Gostaria q o estudo fosse acessível a toda gente! Espero q o estudo tenha tomado em consideração a necessidade de se preservar os valores ( refiro-me a ética, cultura,desciplina, espirito de trabalho…), sem os quais todo o esforço para o desenvolvimento ficaria condenado à “NADA”

  16. Reforço

    16 de Dezembro de 2014 as 9:41

    É de facto uma grande falha, em não incluir os recursos marítimo neste projecto, uma vez que sabemos que o falar de petróleo é referir num factor que viabiliza o desenvolvimento económico de um país, com certeza, portanto seria conveniente reavaliar este projecto de modo a não deixar de fora o recuso marítimo…

  17. Fernando

    21 de Dezembro de 2014 as 21:13

    Li os comentários todos…como dizia Camões;mudam se os tempos e vontades…

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