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Governo vai retirar terras aos que não trabalham para entregar aos que querem trabalhar

O Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Teodorico Campos, anunciou que vai começar a fiscalizar as terras distribuídas aos pequenos agricultores e aos médios empresários. Uma fiscalização que vai permitir a identificação das terras de produção agrícola, que foram abandonadas.

O Estado vai retomar tais parcelas encapoeiradas, para de seguida as destruir para os cidadãos que efectivamente querem trabalhar na agricultura.

O anúncio feito pelo ministro da agricultura aconteceu na última semana, quando entregou aos agricultores de 5 comunidades do distrito de Lobata, um lote de materiais para reforço da produção agroalimentar.

Machins, limas, e máquinas para debulhar o milho, fazem parte dos materiais adquiridos pelo Governo, no valor total de 238 milhões de dobras (1euro-24500 dobras).

Os agricultores agradeceram a ajuda do Governo, que vai contar com a parceria técnica de Taiwan, em termos de acompanhamento para aumentar a produção.

Teodorico Campos, aproveitou a ocasião para manifestar preocupação face a devastação de extensas zonas de cacauzal, para produção do milho.

Situação que se regista nas comunidades agrícolas de Lobata, com destaque para a zona de Agostinho Neto. «Toda gente sabe que cacau continua a ser a principal economia do nosso país. Por causa da qualidade do nosso produto(cacau), ele é muito procurado a nível internacional. É uma grande preocupação que temos e queremos apelar a todos os produtores de milho, aqueles que ainda não devastaram as áreas de cacauzal que não o façam», declarou o ministro, que defendeu a melhor gestão das terras, mantendo as diversas culturas existentes.

Note-se que ainda na última semana, o Ministro da Agricultura regressou de Roma, onde participou na reunião da FAO. Instituição internacional que premiou São Tomé e Príncipe com um certificado internacional de mérito, por ter conseguido cumprir com as etapas de redução da fome, no quadro dos objectivos do milénio.

Abel Veiga

    12 comentários

12 comentários

  1. Kermindo Mendes

    23 de Junho de 2015 as 7:49

    Esta é mais uma manobra deste Governo, numa maléfica arte de tirar haveres das mãos dos utentes dos vários partidos da oposição, utilizando a armas de má fé, para diminuir a presença, a força e os seus meios disponíveis (de todo o género) dos militantes e simpatizantes do MLSTP, UDD, MDFM, PCD e CODO. Assim, com esta moldura táctica estes homens e mulheres estarão desprovidos instrumentos e consequentemente, estarão submissos aos militantes do ADI.
    Meus senhores, abram os olhos. Não permitam que este Governo continue a empobrecer esta franja que não sendo inimigos, são apenas opositores da politica de terra queimada e ódio aos amigos doutras forças partidárias. A democracia não se faz com um só partido partido. Tenho dito, cabe-vos agora AGIR.Viva São Tomé e Príncipe.

    • decusobe

      24 de Junho de 2015 as 9:10

      Sabe oque digo ao Sr. Kirmindo, que deixes de misquinhas, e principalmente iguinorância

  2. Mana

    23 de Junho de 2015 as 15:23

    Guerra Civil

  3. ANCA

    24 de Junho de 2015 as 1:41

    Muito Bem

    Boa medida

    A Terra, é um recurso do Estado(Administração, Gestão,País), ao qual todos nos pertencemos, existem alguma parcela de Terra de Dominio Privado, ao qual devia e deve ser pago uma renda pela sua utilização/exploração, uma empresa ou tal quando se tem ou compra uma casa, e tem que se pagar imposto anual ao Estado, pelo usufruto do espaço/terra onde está implantado a casa(o chamado Imposto Móvel).

    Sendo São Tomé e Príncipe um País de parcos recursos financeiros, onde pouco se produz, população muito acomodado, cidadãos com pouca vontade de pensar, trabalahar, inovar, construir, transformar a espera que os governos resolvam todos os problemas, a que rentabilizar a utilização do espaço Terra, nomeadamente Terra recurso agricóla, comercial, habitacional, empersarial, inovando e salvaguardando sempre o ambiente, a Água, Rios, Espécie Endémicas, Solo, Subsolo, a qualidade do Ar, Zonas Limitofres e Costeriras, etc, etc…, para o desenvolvimento sustentável futuro.

    Neste sentido é formidável, de quem possuir Terra, Cuidar Trabalhar, Produzir, criar empregos Agricolas, para o bem de todos e jamais possuir parcelas média/enormes de Terras e Mansões de valor Arquitetónicos Coloniais(Arquitetura Colonial Portuguesa), para banquetes festas, comes bebes, prostituição, enquanto o povo a população encontra-se na pobreza, na miséria, sem emprego.

    Há que produzir, há que criar empregos agricolas e abastecer mercado interno, com produtos e derivados tranformados da produção agricolás.

    Nesta optica, deixo algumas sugestões/contribuições;

    Fiscalização, Multa(ÔBÔS) e Retiro de Parcelas de Terra a quem nada produz.

    Incentivos ao trabalho produção/transformação agricóla, de quem possuir Terra, obrigatóriedade de criação, de X postos de trabalho agricola por metros de parcelas de terra, fixação de um Horário/salário mínimo de trabalho agricola, bem como a obrigatóriedade a quem possuir parcelas de terra arravel, de pagamento de salarios, efectura descontos a finanças e segurança social, pagamento de impostos sobre rendimentos de produção agricola, formação agricola, fiscalização, multaspor falta de cumprimento de boas praticas agricolas, de produção e conservação do ambiente.

    Há que modernizar a Terra Agricola, Comercial, Espaço Habitacional, Empresarial, etc,etc…

    Unidade, Disciplina e muito Trabalho Arduo

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

    Fiscalização é necessária,

    • JUVENCIO AMADO D'OLIVEIRA

      25 de Junho de 2015 as 8:04

      ANCA, concordo consigo. Esta tua resposta é boa mas fica ofuscada, pois merecia ser publicada em forma de UM ARTIGO. Peço-te, portanto, que faça publicar um artigo com estes dizeres.

      Efetivamente, acho que o Governo deve activar, urgentemente, mecanismos obrigatórios para cobrança de taxas das parcelas agrícolas concedidas, pela quantidade de metros quadrados possuídos. Se isso não for feito urgentemente, nunca mais qualquer governo poderá suportar o peso dos efeitos negativos do usufruto das parcelas agrícolas.

      As despesas com o GIME, e não só, é um exemplo da incapacidade dos governos em suportar o peso desses efeitos negativos.

      • Atento

        25 de Junho de 2015 as 11:02

        Meu caro Juvencio.
        O senhor deve saber que grande parte dos lotes distribuidos estão nas mãos de quem não encontra todos os dias, comida para se alimentar.
        Ser possuidor de lote de terra, não significa obrigatoriamente ter poder de se sustentar minimamente.
        Como quer o senhor agora que o governo crie mecanismos obrigatórios de taxas sobre as parcelas agrícolas, se a maioria de quem as tem, nem dinheiro para comer possui.
        O governo tem é que terminar de vez com a ocupação das roças e devolver as mesmas aos seus verdadeiros donos, que terão a obrigatoriedade de as voltar a desenvolver e modernizar, dando trabalho ás pessoas e incentivar a produção agrícola.
        Acabar com a ocupação das roças e devolver as mesmas aos donos, é uma obrigatoriedade de qualquer estado democrático no respeito pela propriedade privada.
        Bem haja.
        Atento

  4. Atento

    24 de Junho de 2015 as 10:37

    Em primeiro lugar gostaria de cumprimentar todos os que participam no Téla nóm de forma crítica e construtiva.
    Assim, somente posso repudiar quem incita á guerra civil, tal como o faz o “Mana”.
    Contudo permitam-me que escreva um pouco da minha opinião sobre o setor primário em que assenta a nossa economia e bem assim criticar a atuação do nosso ministro de agricultura, que deveria obrigatoriamente se afastar dos longos anos que destruíram a nossa agricultura que se baseou e se baseia numa agricultura de subsistênca, para assim abraçar uma nova política agrícola virada essencialmente para o tecido empresarial.
    A nossa agricultura tem de sair de uma agricultura de subsistência, virada essencialmente para uma coleta pontual pelas famílias do cacau, baseada na monocultura.
    A produção agrícola deve abraçar uma agricultura empresarial, em que são os donos das terras a determinar em função das cotações dos preços das diversas culturas no mercado internacional o que devem produzir.
    Assim, compete aos privados donos das terras, determinar o que devem produzir e não o Governo através do seu ministro da agricultura a decidir o que as pessoas devem produzir.
    Isto leva-nos para outro problema que já deveria ter sido ultrapassado há muitos anos, que consiste na entrega das roças aos seus verdadeiros donos.
    O Estado/Governo, não pode e não deve, dispor das terras como se fosse propriedade sua, pois efetivamente as nacionalizações não são compatíveis com estados democráticos, mas sim com estados totalitários/ditaduras.
    Ninguém quer produzir melhor, com qualidade e rentabilidade do que os verdadeiros donos das roças, já que os seus investimentos irão sempre no sentido da rentabilização e do lucro, o que os obriga a estudar mercados importadores dos produtos produzidos nas suas roças.
    Para se produzir e haver ganhos por parte dos governos com as exportações, teremos que acabar de vez com o retalhar das roças e distribuição dos lotes, por trabalhadores que são atualmente coletores do que os lotes possuem em termos agrícolas.
    Não se tem visto qualquer investimento agrícola por parte de quem recebeu lotes gratuitamente. Porém assistimos todos os dias ao abandono das lotes, ao desinvestimento nas terras, somente porque as pessoas não dão valor ao que lhes é entregue gratuitamente.
    STP tem que de uma vez por todas, deixar a agricultura para quem é realmente um agricultor e nesta orientação, temos que chamar ou dar algum prazo aos antigos donos das roças para que venham tomar conta das mesmas e façam aquilo que nós não conseguimos durante estes 40 anos, ou seja produzir!
    Dói muito olhar para roças modelos no passado, agora estarem completamente abandonadas entregues a pessoas que não têm prazer em ver as terras com arvores alinhadas, arvores limpas, podadas, diversificação de produção, caminhos completamente abandonados, etc.etc.
    Por isso meus caros, eu afirmo, o Estado de STP tem de acabar de vez com a coletivização das terras e solucionar este problema chamando os seus antigos donos ou herdeiros e começar de novo, uma era de prosperidade com gente capaz de colocar STP no caminho do futuro e progresso.
    Um bem haja para todos.
    Atento

  5. Manuel Jorge de Carvalho do Rio

    24 de Junho de 2015 as 17:03

    A quantidade de terras distribuídas ao nível nacional muitas delas estão muito subaproveitadas ou até mesmo abandonadas. Essas terras devem ser sim confiscadas e entregues aos que querem trabalhar a terra. Somos ainda um País em que a agricultura é a principal fonte de rendimento.
    Recordo que uma investigação realizada pelo Banco Mundial e por outras entidades, revelou que o crescimento económico gerado pela agricultura é até quatro vezes mais eficaz para reduzir a pobreza do que o crescimento noutros sectores. Com as politicas adequadas, tecnologias e acesso aos mercados, a agricultura pode tornar-se um motor de crescimento para muitos países em desenvolvimento. O desafio, contudo, está em saber como transformar a agricultura para que seja mais rentável, resiliente e sustentável.
    Os agricultores e as organizações de produtores devem ter melhor acesso de dados, ajuda para a tomada de decisões sobre que produtos plantar, que practicas de gestão da terra adotar e, em que factores de produção investir.
    Por outro lado, no ambito das politicas, dados de elevada qualidade também permitem melhores processos de tomadas de decisões e melhor monitorização de resultados. Não esquecer também de apoios financeiros aos agricultores mediante créditos bancários com taxas adequadas e acessiveis. Quisás, um BANCO DE FOMENTO AGRICOLA, seria o mais ideal.
    Por isso senhor Ministro, acho a sua politica de muito interessante e segue valorizando o posto que muito dignamente ocupa demonstrando a sua experiencia como agricultor, criador e lider de uma Organização profissional (FENAPA) pelo bem de São Tomé e Príncipe.

  6. Olívio cardoso

    25 de Junho de 2015 as 13:42

    Uma ideia boa, mais a melhor politica e fazer um levamento de todos aquele que tem grande extensão de terra abandonadas os senhores de grande patentes
    e depois começar com os pequenos, nessa terra quem mais sofre sãos as classe baixas

  7. Henda Carvalho

    25 de Junho de 2015 as 19:45

    Eu apenas gostaria de saber se o Ministro da Agricultura vai retirar as terras q

  8. Henda Carvalho

    25 de Junho de 2015 as 19:47

    Retirem primeiro as enormes extensões de terras que Agostinho Fernandes e Carlos Stock têm em sua posse transformadas num autentico matagal.

  9. Alice Rodriguez

    30 de Junho de 2015 as 17:27

    Boa sr ministro, desde que nao seja dois pesos duas medidas e o exemplo deve começar por si, será que seus lotes na zona norte estão limpos? Mas uma brincadeira desse governo, esse centro ja tinha sido inaugurado pelo ex ministro António Dias agora aparecem como savaldor da agricultura e a população continua a comprar produtos nacionais mais caro que alguns importados, continuamos a espera de um programa eficaz so que o sr nao vez faler no OGE 2015 esta previsto 5% nao é só tirar terras e reinauguracoes é preciso
    apoiar o investimento agrícola.

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