Economia

Economia da África Subsaariana deve crescer mais de 3% em 2018

FMI destaca ajustes de políticas e ambiente externo favorável como motivos que favorecem expansão; Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Moçambique na lista de países com dívidas; Angola tem destaque devido a uso intensivo de recursos.

A economia da África Subsaariana deve registar um crescimento de 3,1% em 2018, de acordo com o Fundo Monetário Internacional, FMI.

A recuperação económica da região deve continuar devido à combinação de ajustes na política interna e de um ambiente externo favorável, segundo as Perspetivas Económicas Regionais para a África Subsaariana.

Recursos

No ano passado, o crescimento na região foi de 2,7%. Angola e a Nigéria têm destaque entre economias com uso intensivo de recursos que continuam a crescer, acompanhando o ritmo acelerado de países que não absorvem muitos recursos.

Sede do FMI em Washington, nos Estados Unidos. , by IMF/Henrik Gschwindt de Gyor

O FMI recomenda aos governos da África Subsaariana que melhorem a qualidade da consolidação fiscal. O deficit em toda a região foi de 4,2% do PIB em 2017 e espera-se que baixe para 3,3% este ano.

O estudo coloca Cabo Verde e São Tomé e Príncipe entre os 15 países com risco de sobre-endividamento. Na mesma lista estão Burundi, Camarões, República Centro-Africana, Etiópia, Gâmbia, Gana, e Zâmbia.

Moçambique está em situação de endividamento tal como Chade, República do Congo, Eritreia, Sudão do Sul e Zimbábue. Nesse grupo, a dinâmica da dívida é reflexo de grandes deficits e depreciações cambiais.

Gestão da Dívida

A recomendação é que seja reduzida a dívida e melhorada a sua gestão para controlar os riscos.

O FMI destaca ainda que tensões comerciais entre Estados Unidos, outras grandes economias e a China podem provocar uma perda acumulada de 1,5% do PIB entre 2018 e 2021 em África subsaariana.

O documento observa ainda que o crescimento regional a médio prazo de 4% é muito baixo. A recomendação é que a região crie mais 20 milhões de empregos por ano, para absorver os jovens que estão a entrar no mercado de trabalho.

O estudo recomenda ainda que seja estimulado um crescimento forte, sustentado e inclusivo e o aprofundamento da integração comercial e financeira com a Área de Comércio Livre Continental Africana.

FMI|ANGOLA|MOCAMBIQUE|ÁFRICA

 

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