Economia

Banco Central decidiu retirar de circulação as notas de 200 dobras

O Banco Central divulgou esta quinta feira, um comunicado que denuncia « imprecisões e inconsistências na impressão e emissão de notas de 200 dobras».

O Banco Central destaca as imprecisões e inconsistências na impressão e emissão das notas de 200 dobras, com base nas averiguações levadas ao cabo, pela instituição.

As notas de 200 dobras, emitidas pelo anterior conselho de administração do Banco Central, no quadro da reforma monetária que gerou a nova dobra, custou aos cofres do Estado cerca de 2 milhões de euros. A nova dobra e as notas de 200 entraram em circulação no dia 1 de Janeiro de 2018.

De repente as notas de 200 dobras desapareceram de circulação nas vésperas das eleições legislativas de Outubro do ano 2018.

Algumas notas de 200 ressurgiram no mercado financeiro no início de 2019. Agora as averiguações do Banco Central indicam que as 200 dobras ameaçam a fiabilidade monetária. «Torna-se necessário proceder-se a análise técnica da referida nota para salvaguardar a fiabilidade, integridade e a segurança das notas e moedas em circulação bem como se acautelar dos riscos associados de dimensão ainda por esclarecer», diz o Banco Central.

Por tudo isso, o Banco Central decidiu « proceder a recolha de todas as notas de 200 dobras no período compreendido entre 29 de Março a 29 de Maio do corrente ano».

Os agentes económicos e o público em geral são informados sobre a decisão do Banco Central. «A recolha das notas de 200 dobras será feita junto ao Banco Central, através de trocas directas e nas instituições bancárias mediante depósitos nas respectivas contas ou por trocas directas por notas de menor valor facial», explica o Banco Central.

O comunicado do Banco Central lamenta pelos eventuais constrangimentos que a medida poderá causar.

Abel Veiga

    5 comentários

5 comentários

  1. Vanplega

    29 de Março de 2019 as 10:21

    Recolher notas 200 mil!

    Porquê?

    Então, não à responsabilização desses senhores?

    Justiça, justiça, justiça,

    Cadê dê você

  2. Original

    29 de Março de 2019 as 10:43

    Muito bom.Não sei que raio de país onde existem notas de 200 dobras a circular mais no exterior do que no próprio País.Além desta medida,Alfândegas,Migração e Fronteiras também deve estar atentos.Também deve haver um limite de trocas porque se estas notas não existem no País,como é que vai aparecer vários montantes agora para troca?

  3. Alligator

    29 de Março de 2019 as 10:47

    Acho ser uma medida pertinente, tendo em conta as inumeras interrogações que pairam sobre as referidas notas.E que se prossigam com as investigações para apurar-se o cerne do problema, se e que os ha!

  4. ANCA

    29 de Março de 2019 as 16:15

    Não obstante a todo este processo, se há imprecisões e inconsistências na impressão emissão das notas de 200 dobras, elas devem ser de conhecimento público pela sua falta de certificação, não somente de suspeitas ou denuncias, estas questões são sensiveis ao sistema financeiro nacional,a credibilização do País, ao menos que já haja prova muito concretas, questões de muita gravidade para todo o sistema financeiro monetário nacional.

    A cada acção que é feita pelas instituições nacionais, temos que pensar que elas são observadas no exterior, como nada produzimos e dependemos do exterior, há que ter cuidado com determinadas matérias, pela forma como vem ao público, pois que não é somente o público nacional que está atenta a determinados acontecimentos internos.

    Sim o Banco Central tem toda a legitimidade para recolher as notas, mais ainda quando há suspeitas, mas atenção, não para que um grupo de indivíduos venha a de tal decisão, como tem acontecido.

    Uma vez que São Tomé e Príncipe, depende do exterior para se financiar, seria convincente, o acompanhamento deste processo por uma entidade de supervisão bancaria credível externa, parceira no processo de doação, financiamento interno dos projectos, pelo sistema de justiça, pelo tribunal de contas.

    O País(Território/ População/ Administração), pela sua característica geográfica, Ilhas, Insularidade,falta de recursos, sua localização, sua situação interna de calma aparente socialmente, ausência de conflitos, guerras(o que jamais deve ser confundido com o conceito de paz interna, pois a população jamais usufruiu ou usufrui de bem, alias há situação de fome, miséria, pobreza extrema a referir),deve investir ou priorizar, politicas incentivos, para um sistema financeiro robusto, credível e forte, sobretudo no substrato regional em que se encontra inserido, de modo captação atracão de investimento quer nacional, quer externo como garantia de fiabilidade do próprio sistema financeiro.

    Numa altura em que na era das tecnologias, a tecnologias de informação e comunicação, marca toda evolução de uma sociedade, uma comunidade, necessário urgente se torna a implementação de investimento, na modernização de todo sistema financeiro nacional, quer para o mercado interno, bem como para interacção com o mercado externo, pois que uma das consequências do subdesenvolvimento(desvantagens do Pais, mediante sua localização) interno, é de facto estar longe dos grande centro de decisões económica e financeiras, de negócios, de compra e venda, hora é necessário que o sistema judicial, ou de justiça, também se possa modernizar e evoluir de modo a acompanhar de modo célere e credível, todas as demandas que possam surgir neste âmbito.

    Necessário se torna a robustez do sistema financeiro interno, sua credibilização, expansão, instrumentos de captação de poupanças internas incentivos a produção, necessário que a sociedade os cidadãos tenham conhecimentos de utilização das tecnologias de informação e comunicação, sua utilidade para o negócio, para investimentos, para a poupanças. Pois que temos uma população avida para o negocio, há que lhe dar instrumentos, possibilidades de ser, capaz de impulsionar ainda mais esta vantagens, com o sistema financeiro.

    Há que ser o Banco Central, junto ao governo na condução desta estratégias, para evolução do comércio interno/externo, solidez robustez de sistema financeiro, sua credibilização, captação de rendas, realização de empréstimos, garantia de recursos monetários, boa fiscalização supervisão, dá politica económica apesar de sermos uma micro economia há vantagens a explorar.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tome e Principe

  5. Descamizado

    29 de Março de 2019 as 19:02

    O senhor Presidente da República Evaristo de Carvalho conhece este negócio de troca de moedas. Tanto é que até hoje não deu posse ao actual Governador do Banco Central, Américo Barros. A decisão do Conselho de Ministro substituir o senhor Hélio de Almeida,arrepiou o cérebro do senhor Evaristo de Carvalho, tendo inclusive ter dito ao Senhor Primeiro Ministro que se faça uma macha trás nesta mudança do Governador Central.Houve muitas críticas dos menos esclarecidos ou fingidos da política fazendo comentários desnecessários contra a decisão do Governo, chegando mesmo em dizer que o Governo está-se metendo na esfera do Presidente da República. Agora, pergunto eu, quem tem razão? Quem executa os programas para o desenvolvimento social económica, cultural,etc.É o executivo,isto é o Governo e não o Presidente da República. Num País sério o Presidente com este comportamento seria demitido pela Assembleia Nacional Uma outra questão tem haver com o senhor Kelve Carvalho,o actual Procurador Geral da República que tem consigo uma série de processos nas gavetas, tornando-se necessário mandá-los para os Tribunais. Quanto não, mesmo gostando ou não o Governo tem a sua prerrogativa em pressionar o Procurador Geral da República ou substitui-lo através da senhora Ministra da Justiça.

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