Economia

4150 pescadores garantem a principal proteína animal consumida em STP

Peixe constitui segundo estudos realizados há vários anos, a principal proteína animal consumida pelos cerca de 200 mil habitantes de São Tomé e Príncipe.

As várias toneladas de pescado que anualmente, asseguram a dieta alimentar dos são-tomenses, são garantidas pelo trabalho diário de 4150 pescadores artesanais.

O projecto de adaptação às mudanças climáticas nas zonas costeiras, (WACA), financiado pelo Banco Mundial, realizou durante 45 dias um inquérito em todo o país, para conhecer o número real dos pescadores em São Tomé e Príncipe.

O resultado do inquérito, indica que são no total 4150 homens, que utilizam 2600 canoas ou pirogas, nas actividades de pesca. Arlindo Carvalho responsável pelo projecto WACA, disse a imprensa que o resultado do inquérito, vai permitir ao projecto melhorar a sua intervenção. «Vamos ter um processo de formação dos pescadores e o apetrechamento dos mesmos, com todos os equipamentos de pesca e de segurança na navegação marítima», assegurou Arlindo Carvalho.

Os 4150 pescadores de São Tomé e Príncipe, são a força motriz da economia nacional. O número de vendedoras de peixe, designadas de “Palaiê”, pode atingir o triplo do número dos pescadores.

Em 2017, um estudo realizado pela FAO, confirmou que a captura do pescado em São Tomé e Príncipe cresceu de 4 mil toneladas em 2005, para 12 mil e 100 toneladas em 2017. Os dados apurados na altura indicam que o comércio do pescado em São Tomé e Príncipe, movimenta anualmente um total de 30 milhões de euros.

Abel Veiga

    2 comentários

2 comentários

  1. ANCA

    15 de Junho de 2019 as 6:41

    Melhor séria, se alguns destes pescadores, ao invés de usar pirogas, fossem armadores de embarcações semi-industrial, traneiras por exemplo, pequenas embarcações com capacidade tecnológica de pesca e conservação de pescado, até chegar a lota ou ao Porto de Pesca…

    Vendo pela fotografia, vê se bem o estado a conservação e venda do pescado, a falta de higiene e segurança alimentar, as condições de comercialização do pescado, muito há fazer nesta matéria…basta ver nos mercados internos as condições de vendas, o que põe em causa a saúde pública dos cidadãos e população.

    Necessário se torna organizar melhor o mercado interno, condições de conservação, transformação e venda ou comercialização dos produtos.

    Por outro lado a que pensar investir nas infraestruturas de processamento, tratamento e transformação conservação exportação de pescado, como é o caso do Atum, abundante nas nossas águas, mas muito apetecível nos mercados e culinária internacionais como o europeu e chinês, ou japonês ou se quiserem no Ocidente, por exemplo os enlatados, porque jamais ter uma fábrica no país??…Com a região do golfo com uma população estimada de 250 milhões de consumidores, com necessidades a satisfazer, deve-se apostar na transformação, embalamento, certificação e exportação, andamos a espera de quê???

    Acordamos para o nosso potencial

    Temos uma população ávida de fazer negócios, criemos condições para tal…

    Organizando-nos sejamos criativos, proeminentes e rigoroso connosco mesmo,em vez de esperar que os outros façam tudo por nós.

    Há tanto por fazer

    E quem diz nas pescas, diz em todas as áreas da economia e finanças basta pensar, criar tem vontade, mas de forma organizada e credível e rigorosa estrutura, a curto, médio e longo prazo…

    Se

  2. ANCA

    15 de Junho de 2019 as 7:02

    As autarquias locais, devem podem ter um papel fundamental, no incremento de parcerias com suas congêneres internacionais ou regionais, para levar a cabo tais transformações e apoios a infraestruturas de processamento e produção, bem como a região autónoma do Príncipe.

    É certo que terá que haver controlo destas parcerias pelo tribunal de contas e tribunais, de modo a evitar a disseminação de práticas corruptas, pois que somos um Território/População/Administração, pequena pobre, que precisa de investimentos, organização, rigor, fiscalização, transparência…
    Em de esperarem somente pelo desembolsar do dinheiro do orçamento do Estado. Aliás é tempo de configuração das atribuições das autoridades locais, elas devem ter um papel mais interventivo junto à comunidade, quer a nível social, cultural, ambiental, desportivo, económico e financeiro.

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