Economia

“Povo Pequeno” já começou a receber fundo de protecção social

O Governo do Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus, inaugurou esta semana o programa de apoio às famílias vulneráveis de São Tomé e Príncipe. Um programa financiado pelo Banco Mundial, que disponibilizou 3,5 milhões de dólares para apoiar 2624 famílias são-tomenses que vivem na extrema pobreza.

É a primeira vez, que um número tão expressivo de famílias são-tomenses, beneficia de ajuda financeira directa do Banco Mundial, no quadro da luta contra a pobreza.

Através do cartão multibanco, o Primeiro Ministro, Jorge Bom Jesus, inaugurou na segunda feira, o programa de distribuição do rendimento social, as famílias mais pobres.

Já a partir de terça – feira as unidades de caixa automática na capital do país, começaram a registar, alguma enchente de famílias mais desfavorecidas, recentemente designadas de ” Povo Pequeno”.

Cada agregado de Povo Pequeno, beneficiário do fundo de apoio social, recebe 1200 dobras de dois em dois meses. Valor equivalente a cerca de 48 euros.

O programa de assistência financeira, contempla também a atribuição às famílias beneficiárias de um valor de 600, cerca de 24 euros por ano, para suportar os encargos escolar das crianças.

«As beneficiárias do Programa Família são os agregados familiares que vivem em situação de pobreza extrema e tem com objectivo a redução da pobreza extrema dos agregados familiares, promover o acesso e utilização dos serviços de educação por parte dos agregados familiares com crianças», explica o comunicado do governo.

Na sua comunicação através das redes sociais, o Governo, deu mais pormenores sobre o programa famílias vulneráveis.

«De destacar ainda que haverá medidas de acompanhamento, com formação de curso de educação parental, curso de empreendedorismo, entre outras. Programa Família é o maior programa de apoio as famílias na história de São Tomé e Príncipe».

O programa inaugurado pelo Governo nas vésperas do período festivo de Natal e do Ano Novo, procura aliviar as necessidades dos mais desfavorecidos.

O programa em causa financiado pelo Banco Mundial, é também uma contra-partida, que São Tomé e Príncipe recebe, em troca da implementação de várias medidas de aperto social e financeiro, cujo impacto começará a ser sentido de forma mais contundente, no ano 2020, com a implementação do IVA.

Tais medidas de aperto estão inseridas no plano de resgate da situação financeira do país, definido pelo FMI.

Abel Veiga

    14 comentários

14 comentários

  1. Frederico Ferreira Major

    27 de Novembro de 2019 as 3:10

    Coitado do povo pequeno,que estisca a mão para receber a esmola das mãos hipócrita do pvo Grande da descendência do CAIM. Que lastima!

  2. Clemilson Brasileiro

    27 de Novembro de 2019 as 6:38

    Igual ao bolsa família do brasil incentiva o povo a não trabalhar !

  3. Eloisa Cabinda

    27 de Novembro de 2019 as 8:37

    Há pergunta que não quer calar dentro de mim: O Governo conseguirá sustentar esse projecto depois do dinheiro “doado” acabar? Por quanto tempo o poço sem fundo terá água para continuar a errigar os campos? Com tantas famílias em situaçáo de carências, o Governo ao dar assistência a essas 2570, não estaria cometendo injustiça social para as que estão fora da lista?

    Sei que é difícil abraçar e resolver o problema de toda gente de uma sõ vez! Porém, o Governo deveria investir este dinheiro em projectos com vista a criação de emprego e geração de lucros, os quais reverteriam em forma de salário as tais famílias…..Não estou contra a acção do Governo em apoiar essas famílias (até porque é dever e obrigação do governo garantir melhores condições de vida aos cidadãos), mas acho que esta não é a melhor forma de fazê-lo, porque é óbvio que este é insustentável ao longo prazo! Deve-se acabar com a cultura de dar, dar e dar em STP e incutir a cultura de trabalhar, trabalhar e trabalhar para alavancar a economia do país!

  4. Alligator

    27 de Novembro de 2019 as 9:03

    Bem-vindo esse “pequeno” grande gesto, essas familias bem precisam, e salutar o programa de acompanhamento da qual estas mesmas familias serão beneficiarias.

  5. Sotavento

    27 de Novembro de 2019 as 12:18

    Este governo é uma merd@.

  6. José Lamego

    27 de Novembro de 2019 as 15:16

    Como???
    Dar dinheiro???
    Deve-se dar dinheiro sim em troca de alguma coisa
    Ainda que seja um aleijado, ponhá-lo a fazer algo, ainda que seja cuidar de um jardim num determinado local das 8 às 11 horas, ou parar nas passadeiras durante as horas que os alunos saiem das aulas para ajudá-los etc. etc.
    Mas chamar qualquer pessoa em casa e dar-lhe dinheiro é uma falta de respeito.
    Ensina a pescar e não dá peixe.
    Quanto tempo vão ter dinheiro para dar.
    Muitas pessoas trabalharam vinte trinta e quarenta anos e recebem 500 dobras por mês e vocês estão hoje a distribuir dinheiro?
    Não considero que seja uma boa estratégia
    A ver vamos

  7. aldine silva

    27 de Novembro de 2019 as 18:32

    Abel Veiga, Tela Non
    Este termo “POVO PEQUENO” tem muita conotação com Governo de Patrice Trovoada.
    Não cai bem. Este termo não tem nada a ver com o PM Jorge Bom Jesus.
    Trata-se de apoio às famílias mais necessitadas.

  8. Mepoçon

    27 de Novembro de 2019 as 19:31

    Num país onde a preguiça tomou a conta de tudo, ninguém, salvo aquele que não merece, quer fazer nada, o governo como forma de propagandiar o voto futuro, está a fomentar mais preguiça, vamos esperar sentado.

    • Nita

      28 de Novembro de 2019 as 13:21

      Pois…

  9. Polidore Castro.

    27 de Novembro de 2019 as 20:38

    Meus camaradas, esta e uma estratégia para converterem dobras em dólares e exporta-los. Não faz sentido que a União Europeia conceda 3,5 milhões de dólares e o Governo ofereça dobras ao povinho. Para onde irão os dólares? Quem beneficiará desses milhões de dólares? Esses dólares vão parar as ruas pra os empresários os comprarem e exportarem nas malas, bolsos, pastas, etc. E o país vai ter que arranjar dólares para paga-loe em forma.de dívida. Está engenharia asfixia o país. Não há país que aguente isto. O mais sensato seria aplicar estes milhões em algo mais duradouro com o efeito multiplicados, tais como pequena indústria de transformação de produtos agrícolas, nem que seja apenas para o consumo interno, uma minihirica ou mini central fotovoltaica ou eólica n.que survisse para reduzir nem que seja em 2-5 porcento do peso do gasóleo na energia do país ou uma ou mais salinas para redução de importação de sal. Desde modo e caso para dizer: estamos a atirar 3,5 milhões de dólares a fogueira para depois retitui-los a União Europeia com juros. Está e governação e de afundar as gerações.vindouras. O que me espanta e o facto de bons conselhos nunca faltaram a esses ladroes.

  10. Elton Santo

    28 de Novembro de 2019 as 6:46

    De destacar ainda que haverá medidas de acompanhamento, com formação de curso de educação parental, curso de empreendedorismo, entre outras. Programa Família é o maior programa de apoio as famílias na história de São Tomé e Príncipe».isto e algo normal k acontece quase em todo mundo… apoio aos que mais precisam..agora enquanto essas pessoas estao no beneficio o governo tem k cumprir com o que falei..( e destacar ainda que haverá medidas de acompanhamento, com formação de curso de educação parental, curso de empreendedorismo, entre outras) para que elas possam tornar independente afim de dar lugar aos outros…

  11. Smash

    28 de Novembro de 2019 as 12:28

    É uma vergonha o que estão a fazer com as pessoas… vão dar banho ao cão., vejamos o País não produz e é sustentado por ajudas externas para colmatar as necessidades básicas como é possível o governo vir querer implementar mais uma despesa para o estado. hipocrisia ao mais alto nível. Se os governantes vivem de mão estendida externamente depois cá no País são os Senhores Doutores, agora querem que o povo passe a ser igual a eles.

    • Nita

      30 de Novembro de 2019 as 7:21

      Um povo é o reflexo dos seus líderes. E os seus líderes saem do povo! Isto não foi herança dos portugueses ou dos tongas. Isto é povo Santomense cada vez evoluindo para pior em termo de características!

  12. Joni de cá

    28 de Novembro de 2019 as 12:30

    Mais um projecto…. quando acabar o kumbu estas famílias voltam para a miséria…. aliás mesmo com o subsidio continuam na miséria…
    O problema dos projectos em Stp é que não têm continuidade

    Contudo esta medida é óptima para propaganda.

    Enfim é Stp

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