Economia

BP anuncia financiamentos para 5 projectos sociais em STP

A Companhia petrolífera British Petroleum -BP anunciou esta terça – feira em São Tomé, o desbloqueamento de mais de 1 milhão de dólares, para apoiar iniciativas de desenvolvimento social concebidas para promover e proteger o ambiente, a educação, desenvolvimento empresarial e o acesso à energia.

Numa nota enviada à redacção do Téla Nón, a representação da petrolífera britânica em São Tomé, explicou que o programa de assistência financeira aos projectos sociais, é desenvolvido entre a BP e os seus parceiros, nomeadamente a a petrolífera americana Kosmos Energy e a Agência Nacional de Petróleo de São Tomé e Príncipe.

«O processo começou em Julho de 2019, através de uma campanha de imprensa e de workshops públicos realizados em São Tomé e na ilha do Príncipe, onde as organizações sociais  foram convidadas a apresentarem propostas de projectos que lidam com as necessidades da comunidade». diz a nota da BP

Segundo a petrolífera, os temas dos programas foram escolhidos para alinhar as prioridades de desenvolvimento de São Tomé e Príncipe com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Ao todo foram apresentadas 100 propostas de projectos sociais que promovem actividades nos domínios do ambiente, educação, desenvolvimento empresarial e acesso à energia.

A BP diz que as 100 propostas apresentadas foram sujeitas a uma rigorosa e transparente análise de selecção pela sua equipa técnica, em parceria com os representantes da companhia Kosmos Energy e da Agência Nacional de Petróleo.

«Todos os projectos foram analisados segundo os critérios fundamentais, tais como: Potencial de legado e sustentabilidade; Participação e propriedade da comunidade; Utilização de recursos locais e; Desenvolvimento de capacidades», confirma a BP.

Para esta primeira fase foram seleccionados 5 projectos, para serem financiados pela BP.  Destaque em primeiro lugar para o projecto de educação e formação de quadros nacionais.

«Trata-se do projecto na Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP), em parceria com o Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), que vão liderar um programa de educação, que irá formar 10 professores locais e 600 crianças nas áreas de ciências informáticas, matemática, comunicações e resolução de conflitos», refere a BP.

O segundo projecto seleccionado, tem a ver com a transformação e valorização dos produtos locais.

«O desenvolvimento empresarial será promovido através do apoio à Fundação “FLUTA NON.” O programa vai promover a cadeia de valores, focando-se nas farinhas à base de fruta produzidos localmente. Os benefícios serão sentidos em novas oportunidades de emprego e também no acesso a alimentos nutritivos e acessíveis, localmente produzidos», sublinha a BP.

A BP também vai financiar a ONG-ADAPPA no lançamento de um projecto que irá beneficiar 400 famílias. Trata-se do terceiro projecto seleccionado. O financiamento da BP, vai «aumentar significativamente a produção da pimenta, os volumes de exportação e a capacidade para a transformação do produto e para a adição de valor», assegura a petrolífera britânica.

Protecção da biodiversidade marinha, é uma das actividades de protecção ambiental que a partir de 2020 vai contar com apoio financeiro da BP. No quadro do projecto de assistência financeira, a companhia petrolífera e os seus parceiros, seleccionaram a proposta apresentada pela ONG-Mar Ambiente e Pesca Artesanal (MARAPA).

«Este projecto irá criar novas zonas de protecção e alimentação para peixe, contribuindo para a recuperação e sustentabilidade dos recursos de pesca e da biodiversidade marinha, aumentando o rendimento para os pescadores artesanais e vendedores de peixe», descreveu a BP.
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A transformação dos resíduos orgânicos e inorgânicos, em produtos geradores de rendimento familiar, é a quinta proposta aprovada. Uma proposta apresentada pela Fundação Príncipe (FP). A British Petroleum, pretende impulsionar a protecção do ambiente na ilha do Príncipe e reforçar a sua conservação, como reserva da biosfera da UNESCO.

«O projecto consiste na transformação de resíduos orgânicos e inorgânicos em produtos que podem ser vendidos para rendimento ou utilizados localmente. Sete pessoas receberão formação e trabalharão directamente para executar o projecto. Mais de 500 agricultores receberão compostos orgânicos de compostagem e os jovens do Príncipe serão educados na consciencialização ambiental e na gestão de resíduos», reforça a nota da BP.
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Daniel Ndzi Shirmboh, representante da BP em São Tomé e Príncipe, prometeu empenho e dedicação da sua companhia e dos demais parceiros nomeadamente a Kosmos Energy e a Agência Nacional de Petróleo de São Tomé e Príncipe, na promoção de mudanças e de criação de impactos positivos nas comunidades onde os projectos serão implementados, a partir do ano 2020.

Segundo Daniel Ndzi Shirmboh as mudanças positivas, são elementos fundamentais para o desenvolvimento, e para um futuro brilhante no domínio da energia em São Tomé e Príncipe.

Abel Veiga

    5 comentários

5 comentários

  1. Guilherme Patasca

    19 de Dezembro de 2019 as 21:54

    Esperos que não seja mentira. A ser verdade, e caso para dizer: gentes sérias ou empresas sérias são outras coisas. Já viram o que a BP nos apresenta em tão pouco tempo em STP? E como apresenta! Com detalhes que comovem os leitores, pela seriedade e minuciosidade dos detalhes. Até parece que estamos numa.outra Galáxia. E assim que os que se predispuserem até lutam para gerirem as nossas coisas públicas devem agir. Com clareza, com detalhes minuciosos. Não custa nada! Mas me parece que a BP já entrou na onda dos nossos ladroes ao não apresentar os números dos DODOS a cabimentar ou cabimentados a cada um dos cinco projectos já selecionados, nem por quanto tempo de duração para cada um dos projectos. Também não apresentou o valor exacto dos DODOS desbloqueados. Mais de um milhão de dólares quantos dólares são exactamente. Dois milhões? Cinco, dez, dezoito, vinte e três milhões de dólares? Todos são mais.de. um milhão de dólares. Então sejamos profissionais na apresentação dos numeros quanto se trata de gastos públicos. Será que o remanescente do cima de um milhão terá destino secreto? Não sei, só peço que quando quiserem entreter o público Santomense com informações de interesse público que primam pelo rigor nos números. Que nao façam como a dívida parn com a ENCO que no matabicho era de USD: 87 milhões, ao almoço passou para USD: 150 milhões e ao jantar ja estava nos 180 Milhões (segundo o jornal electronico ANGONOTiCIAS.CCOM). Queremos profissionalismo e transparência na gestão da Coisa Pública. Só isso! E pensamos que não e pedir demais. Há gentes camuflados em empresas do ramo de petróleo que arrebataram os blocos de petróleo tamto na ZONA ECONOMIcA CONJUNTA com NIGERIA como na ZON ECONOMICA EXCLUSIVA de STP há quase décadas que não apresentam nem estudos, nem pesquisas, nem nada ao publico. As únicas informações que nós prestam e que venderam os blocos que compraram a “bagatela” a Empresa X ou a Consorcio Y ou ao Gigante Petrolífero Z. Nunca nos informam a quanto venderam. Mas deduzimos que venderam a olhos da cara com lucros chorudos. Porque que compram um bloco, não o exploram nem trazem resultados das pequisas e depois de quatro anos compram/empatam mais outro bloco? E tem sido sempre com os mesmos vendedores/ BOLCHEVIQUES?!
    VIVA a BP, abaixo os assambarcadores/empatadores dos blocos petrolíferos. Sempre a menos enviarem o dedo? Ladroes, cafajestes, desvergonhados, incompetentes, preguiçosos mentais e cheios de banga.

    • Ralph

      20 de Dezembro de 2019 as 4:30

      É correto estar cético em relação a isto. Os governos devem exigir medidas como as referidas neste artigo, e muito mais além, antes de permitirem que petrolíferas e outros mineiros possam operar num país. Essas companhias lucram muito das suas operações extrativas que podem causar danos sérios às terras dos países em que operam. Por isso, os mineiros têm um dever para assegurar que as suas operações sejam tão sustentáveis quanto possíveis, gastando muito para reduzir (ou até compensar) os afetos negativos das suas ações e deixar um legado duradouro no país em que uma empresa se situa temporariamente enquanto extrai os recursos não renováveis.

  2. Ralph

    20 de Dezembro de 2019 as 4:03

    E a BP está a fazer isto por que razão? Estará a fazer isto para sensibilizar o público que a companhia seja um cidadão corporativo responsável que quer desenvolver a economia e não apenas explorar os recursos do país. Querem convencer-vos de que possam estar confiados para dar um contributo à sociedade em retorno por uma concessão de extrair recursos do solo e, por isso, ganhar lucros. Querem comprar a permissão do povo para prosseguir com as suas extrações, muitas das quais terão impactos ambientais negativos. Estão a esperar que esses danos serão aceitáveis às pessoas porque a BP dará um pouco de ajuda à sociedade através das suas propostas de melhorar coisas como alimentação e educação. Não há nada necessariamente mau com isso – só estou a alertar que vocês devam ter cuidado com os motivos de uma empresa como a BP quando afirma que quer efetuar projetos como estes. Eles querem desviar a atenção das suas males com alguns feitos bons. Querem obter uma licença social para operar no país por mostrar que tenham os interesses do país em mente e não só lucrar. É o menos que a BP deveria fazer para ganhar a confiança do povo.

  3. Smash

    20 de Dezembro de 2019 as 22:07

    1° Temos governantes/juízes que vendem a própria alma por 50mil€ e são têm mentalidade fretistas.
    2° Não temos governantes capacitados para negociar seja o que for com esta grande potência a nível mundial. Aceitam estes supostos benéficos /doações mas tudo isto tem um preço elevadíssimo para a sociedade em geral.
    3° 5 projetos sociais? porque não investem no hospital Central de uma vez por todas? Ah OK..
    não convém muito às elites que a população tenha boa saúde.
    4° QUEREMOS academias para formação de quadros técnicos. Também não convém porque a BP tem que proteger próprio business.
    5 Acabem com esta empresa ANP-STP porque não trouxe nem trará abonos ao nosso País.

    Façam pouco mas façam-no bem!!! Tenho dito.

  4. Peter

    20 de Dezembro de 2019 as 22:19

    Leave petroleum where it is. In the end , you will do more harm than good. Africa doesn’t need more greedy multinationals like vultures utilizing they filthy money to buy the will of Authorities. That’s it!

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