Economia

Maior empresa de STP vai galvanizar as exportações do país em 2020

Agripalma, é a maior empresa de São Tomé e Príncipe. Fruto do investimento da empresa belga SOCFINCO, nasceu no ano 2009, na zona sul da ilha de São Tomé a empresa vocacionada para a produção de óleo alimentar.

Palmeiras produtoras de andim(Denden), foram plantadas em cerca de 5 mil hectares de terras envolvendo a antiga empresa agrícola Ribeira Peixe.
Já em Janeiro de 2015, com as palmeiras ainda em fase de desenvolvimento, a Agripalma dava emprego a mais de 800 pessoas. Reportagens feitas pelo Téla Nón na altura confirmam, a afirmação da Agripalma como a maior empresa de São Tomé e Príncipe.

Cerca de 40 milhões de euros, foram aplicados pela empresa belga, num projecto agro-industrial, que atingiu o ponto culminante no mês de Dezembro de 2019. Tratou-se da inauguração da fábrica de produção de óleo de palma.

As palmeiras que começaram a ser plantadas sobretudo a partir do ano 2010, já atingiram a fase cruzeiro de produção. A fábrica inaugurada pelo Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus, pretende impulsionar o nível de exportações do país, e o tráfego marítimo no porto de São Tomé.

Luc Boedt, Directora Geral da SOCFINCO, disse na ocasião que a partir do ano 2020, a Agripalma vai exportar 500 à 600 contentores de óleo de palma por ano.
«Estamos seguros que será um sucesso porque já vendemos uma grande parte da nossa produção. Trata-se de um óleo orgânico. Não utilizamos nem pesticidas nem insecticidas. Tudo é feito para proteger o ambiente», afirmou Luc Boedt.

Mercados europeu e asiático serão os principais consumidores do óleo de palma orgânico produzido em São Tomé e Príncipe. O Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus, encontrou no projecto agro-industrial da zona sul de São Tomé, um parceiro para apoiar o terceiro eixo do seu programa de governação para 4 anos. Trata-se do Crescimento Económico Robusto e Perene.

«Esta empresa vai permitir que São Tomé e Príncipe entre no MAPA das exportações. E por arrastamento esta empresa vai gerar o nascimento de várias outras micro-empresas», declarou Jorge Bom Jesus.

O Chefe do Governo defendeu o equilíbrio que deve existir entre a exploração dos recursos naturais e a pressão demográfica. O verde tem que continuar a dominar o sul da ilha de São Tomé, a par das oportunidades de crescimento económico e de produção de riqueza.

Em 2015, a administração da Agripalma posicionou – se como sendo a maior empresa de São Tomé e Príncipe, com 800 empregados. E prometeu  que o número de empregos iria aumentar, a partir do momento em que a componente industrial do projecto, no caso a fábrica de óleo alimentar, entrasse em funcionamento.

A inauguração da fábrica em Dezembro de 2019, reforça assim a posição da Agripalma como líder empresarial em São Tomé e Príncipe, a partir de 2020.

Abel Veiga

    9 comentários

9 comentários

  1. Mepoçon

    25 de Dezembro de 2019 as 2:54

    Com a introdução desta empresa demonstra o erro gravíssimo cometido com a nacionalização. Nenhum país do mundo desenvolveu com o colectivismo, o Estado cobra imposto, o privado devolve suas actividades. O que é que Estado beneficiou com a Emolve? Cada um aproveitou e deixou o lixo.

  2. TJ

    25 de Dezembro de 2019 as 14:49

    Como podem justificar essa cultura destrutiva num país tão pequeno? Destruição total das florestas para uma produção insignificante? Vcs africanos são mesmo doidos! uma ilha dessa dimensão não justifica essa monocultura? onde estão os estudos de impacto ambiental? etc etc etc ?

  3. M Rosário T Cunha

    25 de Dezembro de 2019 as 18:16

    São mais 800 empregados mas para se tornar a maior Impreza de STP e dar a ganhar a tantos dirigentes… o que se MATOU!?
    Pois bem, arrazou-se com uma área enorme do OBÔ! De animais e plantas irrecuperáveis e únicos…
    Por isso com uma grande empresa STP está MUITO MAIS Pobre (e o Mundo também)

  4. Clemilson brasileiro

    25 de Dezembro de 2019 as 21:35

    Território pequeno e plantando isso vai ocupar terras que poderia ser usado para alimentação vão acabar com tudo

  5. Papiro do Carmo

    26 de Dezembro de 2019 as 11:36

    Esta noticia nos alegra a todos e os verdadeiros santomenses devem sentir-se orgulhosos por esta proeza. Zelemos para que os frutos que provirem dai sirvam de facto o povo de STP.
    Tendo no entanto ouvido o programa debate africano da ultima semana, na RDP Africa, tendo ouvido um tal senhor Abilio Neto fiquei com a sensação que esse individuo nao bate bem. De certeza absoluta que ele esta doente de cabeça e muito doente mesmo. Ele inclusive é objecto de chacota dos outros painelistas do programa e não se apercebe disso.
    Acho que a propria RDP Africa se quer se credibilizar deveria dar um fora a este individuo, ou então a RDP Africa esta em estreito conluio com essa doente mental para denegrir a imagem de um país e de um povo. Se calhar ele estará a receber avultadas somas para manchar o bom nome de STP e dos santomenses. Esse individuo é asqueroso quando abre a boca e até mesmo quando anda na praça publica. E nem sei se ele ja ganhou o habito de tomar banho, porque cada vez que ia ao debate africano seus colegas painelistas afastavam-se dele e ele feito parvo nem se apercebia.
    Uma vergonha aquele individuo!

    • Inconformado

      26 de Dezembro de 2019 as 20:13

      Eu cho que Abilio Neto deveria procurar um psicologo para tratar trauma de infancia. Ou a mae que eh muito religiosa ou era (nao sei)deveria lhe dar conselhos de modo que ele conseguisse perdoar e saber que o que aconteceu no passado eh fruto das circunstancias da epoca ; porque o odio lhe esta a cegar.Nunca vi um comentador assim. Saudades do Pajo e outros
      Bem haja para ele.

  6. Frederico Ferreira Major

    27 de Dezembro de 2019 as 2:23

    Isto não é muito relevante, já deviam conceber emprendimento melhores que estes se tivesse uma visão politica e economica ao longo dos anos desperdiçados com querelas pessoais. Têm o mar vasto para promover a indústria pescatória, uma terra agricola sem igual, deviam pedir aos japoneses, chineses, vietenamitas a ensinarem o povo a cultivar o arroz do que passarem toda avida a receberem a esmolais, para acabar com os preguiçosos.Deviam explorar a dimensão da riqueza cultural para defender e promover a sua exportação através do turismo. Acordem, em termo de desenvolvimento humano e os outros recursos São Tomé e Principe está na cauda em relação aos palop.Amem.

  7. Crisotemos Café

    27 de Dezembro de 2019 as 9:51

    Caro Papiro do Carmo

    O Senhor Abilio Neto, é um recalcado. Sabe, as frustrações levam a isto. Por isso não lhe dê atenção.

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