Economia

TOTAL financia construção, reabilitação e apetrechamento de infra-estruturas de ensino

A petrolífera francesa, Total, está presente em São Tomé e Príncipe. Entrou no processo de pesquisa de petróleo no mar territorial do arquipélago em abril do ano passado. Altura em que assinou o acordo de partilha de produção do bloco 1 da Zona Económica Exclusiva de São Tomé e Príncipe.

TOTAL detém 55% de direitos sobre o bloco 1 do mar territorial são-tomense. O acordo de partilha de produção do bloco, atribuiu à companhia angolana Sonangol 30% de participação e a Agência Nacional de Petróleo ficou com 15% de direitos sobre o bloco 1.

O acordo de partilha de produção, obrigou a empresa maioritária a pagar o bónus de assinatura no valor de 2,5 milhões de dólares. Fixou também as responsabilidades sociais em que anualmente as petrolíferas envolvidas no bloco 1, devem realizar projectos em São Tomé e Príncipe no valor de 1 milhão de dólares.

É neste quadro que a representação da petrolífera TOTAL em São Tomé e Príncipe, assinou com o Ministério da Educação e Formação Superior, três acordos que vão permitir, a reabilitação do Ginásio, dos laboratórios científicos e das salas de informática do Liceu Nacional, que é a maior escola secundária do país.

Os acordos envolvem também a TOTAL no financiamento de bolsas de estudo tanto no país como no estrangeiro, para os estudantes são-tomenses.

A Ministra da Educação e Formação Superior, Julieta Isidro, considerou os projectos que a Total vai realizar no Liceu Nacional, como um contributo para que São Tomé e PRíncipe, cumpra com um dos objectivos do desenvolvimento sustentável, a Educação de Qualidade para Todos.

O Director Executivo da Agência Nacional de Petróleo, Olegário Tiny, também assinou os três acordos, e aproveitou para recordar que apesar do petróleo ainda não ter jorrado, há vários anos, ou melhor, desde o início do processo de prospecção de petróleo nos finais dos anos 90 do século XX, que São Tomé e Príncipe, beneficia de fundos da indústria petrolífera.

Pedro Ribeiro, na qualidade de representante da TOTAL em São Tomé e Príncipe, garantiu que a companhia francesa, está presente no país, e promete contribuir para a exploração real de petróleo, e para o desenvolvimento social e económico.

Por outro lado na mesma cerimónia, a TOTAL, assinou acordo com a Direcção da Aliança Francesa de São Tomé e Príncipe, tendo assumido o compromisso de construir e apetrechar uma mediateca em São Tomé.

Projectos sociais que devem atingr o valor de 1 milhão de dólares. Valor inscrito no acordo de partilha de produção do bloco 1, como sendo responsabilidade anual da TOTAL para com o sector social de São Tomé e Príncipe.

TOTAL faz parte do grupo de grandes empresas mundiais de petróleo que entraram na zona económica exclusiva de São Tomé e Príncipe, a partir do ano 2019. A Anglo- Holandesa SHELL é uma delas. Já a inglesa BP-British Petroleum está a operar sobre dois blocos da Zona Económica Exclusiva de São Tomé e Príncipe desde o ano 2018.

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. Vanplega

    18 de Janeiro de 2020 as 12:40

    A Franca, tinha uma escola profissional em Sao Tome e Principe ( Santo Antonio). Aonde foram formed varios profissionais.

    O porque de nao reabilita-lo, ja que a financiamentos da TOTAL.

    Desta forma podia o Estado da direcoes a muitos jovens sem onde nem beiras.

    Ajudam a sociedade senhores politicos, ja que mandam

  2. Esmael

    18 de Janeiro de 2020 as 16:55

    só espero que o governo utlixa o dinheiro devidamente para o que realmente a total o disponibilou para depois nem as bolsas o governo paga aos estudantes. e com essa quantia pagaria de longe a bolsa aos estudantes todo o ano e ainda resta dinheiro para fazer as obras restantes

  3. Smash

    19 de Janeiro de 2020 as 1:14

    A Sério??? francamente… os políticos não aprendem nada com os erros do passado? Em vez de apetrechamento disto ou aquilo porque não especializar os técnicos para assumirem postos de responsabilidade empresa? 1milhão de Euros são trocos/gorjetas para uma empresa como a TOTAL.SA que faturam anualmente qualquer coisa como 171bilhões(mil milhões) de dólares… Os servidores públicos são tarlas e obtusos! Formações especializadas ou criação de academias de formação é o que se pretende.
    A ANPSTP, é um embuste no País. VERGONHOSO estes acordos assinados!!! desde de 1990 que andam a comer camiões de gelado com a testa. Vão dar banho ao cão pah!

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