Economia

FMI : Economia de STP vai contrair 6,5% e o IVA tem que entrar em 2021

Num comunicado distribuído a imprensa o corpo técnico do FMI, faz a radiografia da situação económica e financeira de São Tomé e Príncipe, a luz da crise provocada pelo novo coronavirus.

A missão do FMI chefiada por Xiangming Li(na foto), trabalhou de forma virtual com as autoridades santomenses de 15 e 30 de Junho. Segundo o FMI foi feita a primeira avaliação do programa económico de São Tomé e Príncipe apoiado pelo acordo de facilidade alargada de crédito, assinado no primeiro trimestre de 2020.

«A pandemia da COVID-19 deverá causar uma acentuada contracção do PIB real de 6,5% em 2020 e provocar grandes necessidades em termos sanitários e sociais», refere o relatório da missão virtual do FMI.

O FMI, acrescenta que o programa de facilidade alargada de crédito, começou a ser bem executado, mas a Pandemia da Covid – 19, veio prejudicar o processo. Mas não só. O FMI registou também «algumas derrapagens de política anteriores à crise».

No entanto segundo Xiangming Li, chefe da missão do FMI, o governo santomense desenvolveu um plano adequado para dar resposta a crise da Covid-19..

«Trabalharam com os parceiros internacionais para o desenvolvimento para conter o surto local e prestar assistência às famílias vulneráveis, trabalhadores em lay-off e empresas. Foi imposta uma pequena contribuição solidária aos trabalhadores que foram relativamente pouco afectados a fim de ajudar a financiar os custos», diz a chefe da equipa do FMI.

Para estimular a recuperação da economia, o FMI, diz que discutiu com o Governo a execução de algumas medidas.

«Neste contexto, a meta do défice orçamental para 2020 foi revista a fim de acomodar um maior nível de despesa na saúde e de apoio social à população vulnerável, aos trabalhadores em lay-off e às empresas severamente afetadas no setor do turismo. O desembolso também foi reforçado cifrando-se em cerca de 4,5 milhões de USD de modo a satisfazer as necessidades imediatas», frisou Xiangming Li.

EMAE, empresa pública de água e electricidade, representa um dos principais entraves a recuperação económica, e para a contenção do défice. Por isso o FMI, voltou a propor a reforma contínua da EMAE.

«Com vista a melhorar a segurança energética e reduzir a vulnerabilidade da dívida do país», sublinhou a chefe da missão do FMI.

IVA, imposto sobre valor acrescentado, é indicado no relatório da missão técnica do FMI, como elemento fundamental, para assegurar as despesas sociais e de investimento.

Previsto para entrar em vigor em Março passado, a lei do IVA, foi suspensa pelo Governo após acertos com a Assembleia Nacional.

No entanto o FMI, considera que o IVA deve ser o suporte das despesas nacionais no ano 2021. «Para apoiar as tão necessárias despesas sociais e de investimento, a missão aconselhou as autoridades a completarem os preparativos para a transição para o IVA em 2021».

Apesar da contracção da economia na ordem de 6,5% no ano 2020, o FMI acredita que, o sector do turismo deverá recuperar parcialmente no ano 2021.

Ano em que segundo as projecção do FMI, o PIB santomense deverá crescer 3%.

Abel Veiga

    2 comentários

2 comentários

  1. Pascoal Carvalho

    2 de Julho de 2020 as 10:18

    numa altura em que escasseiam-se soluções e agudizam-se problemas, torna-se de todo desnecessário relembrar e factos que são mais do que óbvio.
    stp como todo universo, precisa é de orientações capazes.

  2. POVOS DAS ILHAS

    9 de Julho de 2020 as 8:20

    Tudo muito bem
    Mas seria de todo interessante disponibilizarem o relatório da avaliação feito pelo FMI.

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