Economia

3 à 5 milhões de euros para o sector privado nacional

O Ministro das Finanças Osvaldo Vaz, anunciou para o país, que os cofres do Estado santomense acusaram um encaixe de mais de 3 milhões de euros, para financiar uma linha de crédito a favor do sector privado nacional.

«O crédito já está disponível. A partir de agora é só apresentar os projectos à Agência de Promoção de Investimentos. O valor já está disponível no Banco Central», assegurou o ministro das Finanças.

O montante que evolui entre 3 e 5 milhões de euros, foi angariado junto aos parceiros internacionais. Segundo o Ministro, a pandemia da Covid-19, impôs dificuldades e gerou crise mundial. Mas, ao mesmo tempo abriu oportunidades.

Pois, foi por causa da Covid-19, e a necessidade de São Tomé e Príncipe responder aos impactos da doença, sobretudo no capítulo da recuperação da actividade económica, que o BAD, o Banco Mundial, o Banco Europeu e outros parceiros multilaterais, deram contributos, para financiar a linha de crédito para o sector privado santomense.

«Os sectores a beneficiar são agropecuária, pesqueiro, turismo, restauração, transformação de produtos, todos os sectores produtivos que têm valor acrescentado para a economia», detalhou o ministro das finanças.

A Agência de Promoção de Comércio e Investimentos(APCI), coordena o processo de atribuição da linha de crédito. Segundo Rafael Branco, Director da Agência de Promoção de Comércio e Investimentos de São Tomé e Príncipe, os candidatos ao benefício da linha de crédito, devem submeter o projecto de viabilidade do investimento.

«Nós sabemos que é difícil muitas vezes, para um empresário do sector agrícola, ou pesqueiro ter condições para elaborar um projecto…. A comissão de avaliação tem as fichas de projecto elaboradas juntamente com os ministérios sectoriais. As pessoas podem ter acesso a essas fichas e preencher os requisitos do projecto. Desde o orçamento do projecto, o plano de negócios, etc», afirmou Rafael Branco.

A APCI, promete ajudar os investidores na elaboração dos projectos, porque o objectivo principal, segundo o director, é que as ideias e iniciativas privadas santomenses possam crescer e galvanizar a economia. A linha de crédito concedida pela comunidade internacional, é uma oportunidade.

O Ministro das Finanças, fixou em 50 mil euros, como o tecto máximo do crédito a ser concedido. «O valor máximo do crédito a ser concedido ao sector privado é de 50 mil euros. Mas, vai depender do projecto e do estudo de viabilidade a ser feito», frisou.

Com uma margem de juros que varia entre 3,5 e 5 %, o crédito a ser concedido ao sector privado só será desbloqueado após avaliação financeira rigorosa dos Bancos Comerciais.

Rafael Branco, hoje Director da Agência de Promoção de Comércio e Investimentos de São Tomé e Príncipe, e no passado tendo desempenhado o cargo de Primeiro ministro, conhece os diversos fracassos somados por São Tomé e Príncipe em matéria de gestão de créditos ao sector privado nacional.

O país sempre reclamou por falta de linha de crédito, para implementação de negócios, e dinamização do sector empresarial. Busca-se o crédito de todo jeito. Mas, depois de receber o dinheiro, tendencialmente a maioria do sector privado, não paga o crédito. Créditos mal parados, é uma das principais causas da falência de bancos comerciais no país.

O chefe da agência de promoção de comércio e investimentos, alertou para o facto de o país não poder falhar desta vez.

Rafael Branco explicou que os parceiros concederam o dinheiro, mas estão atentos quanto a sua utilização. Segundo Rafael Branco se a linha de crédito for bem executada, de forma responsável e transparente, os parceiros prometem renovar o financiamento, e até aumentar o valor da linha de crédito.

Abel Veiga

    2 comentários

2 comentários

  1. Clemilson brasileiro

    13 de Outubro de 2020 as 15:39

    Téla Nón sou uma pessoa que vejo todo dia as notícias de São Tomé ,mais tem que usar fotos atualizada essa da estrada já faz muito tempo ?

    • Ralph

      15 de Outubro de 2020 as 7:15

      Isso é prática de todos propriedores das comunicações sociais. Custa tempo e dinheiro para encontrar imagens novas e atualizá-las. É mais importante haver histórias apuradas e honestas do que mostrar imagens atualizadas.

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