Economia

“Água Bom Sucesso” de STP é realidade, numa parceria entre líbia e Itália  

Operadores económicos da Líbia, representados pela empresa AITICO e operadores económicos da Itália, em representação da empresa ZARCO, criaram a sociedade que produz e comercializa a “Água Bom Sucesso”.

A água captada na natureza virgem foi baptizada com o nome da região onde se encontra a sua fonte, Bom Sucesso. Região montanhosa do centro da ilha de São Tomé, e que faz parte das terras da Roça Monte Café. Uma região que conserva o mais importante lençol de água doce de São Tomé e Príncipe.

A empresa líbia AITICO que iniciou o projecto de construção da fábrica de água no ano 2010, atraiu a empresa italiana ZARCO, para juntas darem início as actividades de produção.

No dia 3 de Dezembro de 2020, a fábrica foi inaugurada pelo Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus. A empresa Italiana Zarco, que garante a gestão da infra-estrutura, anunciou que foram investidos mais de 2 milhões de euros na aquisição de equipamentos, na melhoria da infra-estrutura e na formação da mão-de-obra.

Segundo Abdoul Hakim Zareba Presidente do Conselho de Administração da empresa italiana, a Água Bom Sucesso vai ser uma referência de São Tomé e Príncipe a nível internacional.

«Que seja uma marca de referência do país a nível internacional, que promova a imagem de São Tomé e Príncipe no mundo, como um país que produz alta qualidade», declarou Abdoul Zareba.

No acto de inauguração da fábrica, a administração deixou claro que nesta primeira fase o principal alvo da Água Bom Sucesso, é o mercado interno.

«O Objectivo é de oferecer ao público uma água de alta qualidade a um preço razoável, e que permite a toda a população de São Tomé e Príncipe ter acesso a esta água», confirmou Abdoul Zareba.

O administrador da fábrica, garantiu que vai avançar com a ampliação da fábrica para aumentar a produção e absorver mais mãos de obra. Com o arranque das actividades, a Fábrica de Água Bom sucesso, oferece 30 postos de trabalho. A maioria dos empregados, reside nos arredores de Monte Café.

A fábrica tem uma produção média de 4 mil garrafas de água por hora.

O Distrito de Mé-Zochi, que alberga a unidade de tratamento e processamento de água engarrafada, e tem no seu subsolo a maior reserva de água do país, manifestou satisfação.

«Alegria por podermos ter produção local de água mineral, depois de tantos anos a beber água importada. Isso trás mais valia económica para o país, e a melhoria das condições de saúde da população», afirmou o Presidente da autarquia de Mé-Zochi…..

O Primeiro-ministro que inaugurou a Água Bom Sucesso, considerou o investimento privado líbio-italiano, como um exemplo a seguir por outros operadores económicos que actuam em São Tomé e Príncipe.

«Este é o caminho e queremos encorajar outros investidores noutras áreas, para seguir este exemplo de transformação da matéria prima local, acrescentando valor», frisou Jorge Bom Jesus.

Uma fábrica que ajuda o Governo a combater um grande inimigo. «Esta fábrica permiti-nos encarar este grande inimigo que temos que é o desemprego jovem. Muitos dos trabalhadores são aqui de Monte Café. Uma zona que foi iminentemente agrícola, e que está a se transformar numa zona industrial», reforçou, o primeiro ministro.

O Chefe do Governo santomense, que se fez acompanhar pelos ministros da defesa e ordem Interna Óscar Sousa e Francisco Ramos da Agricultura e Desenvolvimento Rural, fez coincidir a inauguração da fábrica com os dois anos do seu governo.

«Fico feliz pelo facto desta inauguração coincidir também com os 2 anos da governação. É um sinal de soberania. Beber água do seu país engarrafada, e com a possibilidade de vir a exportar, é inverter a realidade actual que é de importação. Vamos deixar de encher contentores e mais contentores de água para importar», pontuou.

Após os primeiros dois anos de mandato, Jorge Bom Jesus, continua a defender o crescimento ROBUSTO da economia nacional. Segundo o Primeiro Ministro, investimentos privados como da Água Bom Sucesso, ajudam o país a ter «um crescimento consistente, sustentável, robusto. Só assim é que São Tomé e Príncipe conseguirá sair deste fosso em que se encontra», concluiu.

Desde 3 de Dezembro, em cada hora que passa a fábrica contruída nos arredores da Roça Monte Café, produz em média 4 mil garrafas de Água Bom Sucesso.

Abel Veiga

    14 comentários

14 comentários

  1. Estrangeiro

    7 de Dezembro de 2020 as 11:53

    Parabéns para este caso de sucesso económico em São Tomé. A única, mas importante critica que tenho: Porque se optou por garafas plasticas de uso único??? Cada garafa destas vai aumentar o lixo em São Tomé e Príncipe. As cerveijas de Rosema funcionam há anos em garafas de vidro, que ficam re-enchidas. Porque não o mesmo sistema para a água?

    • Anda Pligo

      8 de Dezembro de 2020 as 16:54

      A resposta para sua colocação está na viabilidade econômica para o efeito atendendo ao preço de produção e comercialização de ambos os produtos que diferem brutalmente!

  2. Manuel Ramalho

    7 de Dezembro de 2020 as 17:59

    Mais um exemplo do flop empresarial de Portugal. A sua falta de visão e risco é, humilhante.

    • Zagaia

      8 de Dezembro de 2020 as 5:49

      Pergunto, porquê?

      • Lucas

        8 de Dezembro de 2020 as 11:49

        Agua?
        A gente quer é vinho (tinto ou de palma) Cacharamba etc.
        Porquê?
        Porque alegra a vida
        Agua?
        Nem o hospital central tem na torneira.
        O futuro dessa tal linha de enchimento ( não fabrica) está traçado

      • VAI TU

        8 de Dezembro de 2020 as 15:33

        Falta de credibilidade dos Governos de S.Tomé.
        Quais as garantias que dão?
        Quando, são fundos do Estado ainda como ao outro,como neste caso, mas privados?
        Tenho alguns exemplos que me bastam e são exemplos durante quatro
        décadas de mudar o Governo, e anularem compromissos assumidos.
        Ponham legalidade, nos Tribunais, Direcções e Serviços.
        Acabem, com ter que dar luvas para tudo, exigência de quota etc…
        Talvez se torne mais atractivo o Investimento no País.
        Não quero dizer com isto que os investimentos não sejam analisados e sujeitos a proibições.

  3. Mepoçon

    7 de Dezembro de 2020 as 18:53

    Parabéns, é uma mais-valia para o país. A divisa que despendia na importação deste bem precioso será canalizada para outros inadiáveis. Fala-se de futura exportação, será que poderemos concorrer com outros em termos de custo? Não dispomos de uma fábrica nacional de recipiente para engarrafamento, teremos que importar, não temos um porto aceitável. Ouça lá que a previsão de economia robusta não fique pelo caminho como a fábrica de tijolos de Bôbô Forro, a fábrica de camisa Água Grande de Jorge Coimbra. Desculpem lá, mas é realidade…

    • Zagaia

      7 de Dezembro de 2020 as 22:04

      Oh, amigo Mepoçon, não seja como os velhos de Restelo,não fazem e nem deixam fazer. É preciso começar, bem ou mal, começa. Ponha olho no projecto do Italiano (fabricante de chocolate), ninguém acreditava e hoje leva o nome de STP para algumas praças mundiais como Nova York, Lisboa, Milão entre oitras . Um bem haja.

      • Mepoçon

        8 de Dezembro de 2020 as 12:06

        Meu caro Zagaia não sou pessimista e até sou apologista do bem e tanto mais que parabenrizei. Mas a experiência conta. Quer comparar chocolate com água engarrafada? Uma palete de chocolate viaja no porão de avião de passageiro e gera receita. Quantas paletes de água para viajar num barco que dão para cobrir o custo e ainda mais sem um cais acostável!!!

  4. Zagaia

    7 de Dezembro de 2020 as 21:51

    Sr.Estragriro, lixo é dinheiro, oportunidade para dois negócios, uma fábrica para fazer garrafas plásticos para água e sacos plástico reciclados(feito apatir das garrafas deitadas para o lixo) para pôr o lixo domésticos. Quer fazer uma sociedade? Vamos angariar capital aos investidores no crowdfinding, reçeber formação nos fabricantes, que já estejam a operar há muito tempo e avançar com o projecto. Contacto 00351939679071. Um bem haja.

  5. Lucas

    8 de Dezembro de 2020 as 11:51

    Agua?
    A gente quer é vinho (tinto ou de palma) Cacharamba etc.
    Porquê?
    Porque alegra a vida
    Agua?
    Nem o hospital central tem na torneira.
    O futuro dessa tal linha de enchimento ( não fabrica) está traçado

  6. Tony

    8 de Dezembro de 2020 as 21:14

    Devemos proteger investimento estrangeiro, para não acontecer com o caso de Rosema, que juíz vendeu a fábrica

  7. Mila Lopes

    27 de Abril de 2021 as 12:40

    Boa Tadrde, olha vim aqui parabenizar o vosso produto, gosto muito mas vim ca fazer uma pequena crítica para o melhoramento do vosso trabalho, é só um pequeno detalhe é que enchem muito a garrafa e quando abri-se mollha- se todo.

    obrigada

  8. Barão de Água Izé

    4 de Junho de 2021 as 22:02

    Qual é a análise química e bacteriológica da àgua? Que sais e minerais e quantidades a a compõem?
    As análises são feitas diáriamente? Quem as Faz? Estas resposta são fundamentais para se aferir da sua qualidade para consumo humano.

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