Economia

Príncipe pede subvenção dos preços das mercadorias

O sector privado da Região Autónoma do Príncipe, propôs ao Governo central a retoma do processo de subvenção do preço de alguns produtos de primeira necessidade, importados à partir da ilha de São Tomé.

Para os operadores comerciais do Príncipe, a subvenção do preço, é a única saída para evitar a hiper – subida do preço dos produtos de primeira necessidade. Na ilha do Príncipe o preço dos bens de consumo chegam a ser três à cinco vezes mais caro que o preço praticado na ilha de São Tomé.

«No passado o governo central subvencionada alguns produtos, por razões desconhecidas deixaram de o fazer», afirmou um dos operadores económicos do Príncipe, após reunião com o secretário de Estado do Comércio Eugénio Graça.

Confrontado com exigência dos operadores económicos do Príncipe, o Secretário de Estado do Comércio, deixou claro que actualmente não existe qualquer linha de financiamento para garantir a subvenção das mercadorias que chegam a ilha do Príncipe.

«É preciso ter um fundo para suportar essa despesa. Nesse momento não tendo esta linha de financiamento no orçamento do Estado, vamos ver como dar volta a esta situação…», declarou Eugénio Graça.

O secretário de Estado do Comércio que visita ilha do Príncipe, levou ajuda para a Região Autónoma conter os efeitos da Covid-19.

200 caixas de sabão azul para higienização das mãos, oferta de companhias petrolíferas que actuam na zona económica exclusiva do país, e arroz ofertado pelo Japão são os produtos que o secretário de Estado do Comércio distribuiu às populações mais vulneráveis do Príncipe.

Mas, a questão do alto preço dos bens da primeira necessidade no Príncipe, e as dificuldades de abastecimento do mercado da Região Autónoma dominaram a atenção da população local. Para além de comprar tudo mais caro do que em São Tomé, a população do Príncipe se confronta com sucessivos cortes no abastecimento do mercado local.

A crónica dificuldade na ligação marítima entre as duas ilhas, contribui para constantes roturas no stock dos bens da primeira necessidade no Príncipe. Os combustíveis são um dos produtos em permanente rotura. Até a última semana, a falta de gasolina tinha provocado a paralisação da maior parte das actividades económicas no Príncipe.

Os operadores económicos desafiaram o Governo central através do secretário de Estado do Comércio, Eugénio Graça a encontrar soluções para o transporte marítimo regular de combustíveis, de forma a evitar a paralisação do Príncipe.

Eugénio Graça ouviu também propostas dos operadores económicos do Príncipe, no sentido de se construir um reservatório  na ilha, capaz de garantir o stock de combustíveis por um período de 6 meses.

Segundo o sector privado do Príncipe, só assim poderá haver estabilidade no abastecimento de combustíveis à Região Autónoma.

Abel Veiga

    6 comentários

6 comentários

  1. Príncipe primeiro

    8 de Fevereiro de 2021 as 13:31

    No passado Governo de Patrice subvencionava. Governo de MLSTP cortou de má fé para vingar de população de príncipe porque ADI ganhou lá. Presidente Filipe já falou esse assunto com Secretário Comércio quando veio pra Príncipe no mês de setembro. Até agora nada

  2. Clemilson brasileiro

    8 de Fevereiro de 2021 as 18:05

    Não conheço muito a história da ilha do Príncipe , mais acho que essa ilha está jogado as traças pelo governo central !!!

  3. Vanplega

    8 de Fevereiro de 2021 as 22:51

    Misericordia, misericordia, misericordia.

    Como è possivel, um governo, nāo dar conta em meia dùzia da populaçāo. Que mundo vive esses politicos. Para as esposas, viajarem aqui e acòla, os filhos estudarem na EUROPA, eles tenhem dinheiro, criarem barriga grande as custas do povo,eles tenhem dinheiro

    Eles is governantes, nāo conseguem cuidar de uns 200 mil habitantes.

    O que querem fazer de nòs? Coisa que um Presidente da Camara, cuida, em Sao Tome e Principe, temps Ministros para tudo quanto è coisa, cuidar do povo, nem pensar

    • matabala

      10 de Fevereiro de 2021 as 10:14

      concordo 1000%- tirou as palavra da minha boca

  4. Ralph

    9 de Fevereiro de 2021 as 1:44

    Oferecer um subsídio ou uma subvenção para reduzir os preços enfrentados por comunidades isoladas e com desvantagens sociais e económicas é alguma coisa que todos os governos deveriam fazer para os seus eleitores, sendo que tal isolação é fora do controlo daquelas comunidades.

  5. Zé de Neves

    9 de Fevereiro de 2021 as 11:14

    No dia em que o discurso político esvaziar o “eles e nós” talvez a situação mude.
    Somos demasiadamente pequenos para aguentar/ sustentar/ pagar o custo de uma divisão política fictícia criada com propósitos de legitimar nomenklaturas políticas auto propostas dispostas a cavar conflitos e explorar em proveito próprio as potencialidades de regime pseudo-democrático de um país falhado.

    Talvez um dia apareça algum líder verdadeiramente nacional que corra com a política de paróquia inter-ilhas e, talvez aí, possa surgir um esboço de projecto nacional que abra os horizontes deste país. Até isso acontecer, podem continuar a chafurdar na lama que vai tudo continuar na mesma.

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