Os salários dos funcionários de toda a administração pública na ilha do Príncipe são pagos através das receitas que são arrecadadas na ilha de São Tomé. A informação foi revelada pelo Ministro das Finanças.
«A maior transferência que é feita para o governo regional é precisamente para pagar os salários dos funcionários públicos que estão sob a tutela do governo regional. É preciso dizer que tudo que se paga aos funcionários públicos sob a tutela do governo regional, é apenas e só com as receitas arrecadas na ilha de São Tomé. Nenhum tostão é das receitas arrecadadas pelo governo regional», declarou o ministro das finanças.
Os salários na função pública na ilha do Príncipe constituem uma despesa no valor de 5,3 milhões de euros por ano. «O governo regional tem as receitas próprias, mas as receitas que pagam os salários dos funcionários públicos na ilha do Príncipe, são todas arrecadadas na ilha de São Tomé. E o que se paga em termos de salários na ilha do Príncipe é o valor de 5,3 milhões de euros anuais, com as receitas arrecadadas apenas na ilha de São Tomé», reforçou o ministro das Finanças.
Segundo cálculos do governo as despesas com o funcionamento da administração pública no Príncipe deveriam ser de apenas 3,3 milhões de euros anuais. Mas, o aumento constante dos funcionários públicos na região autónoma elevou a fasquia para 5,3 milhões de euros anuais.
Em termos proporcionais o ministro das finanças considera que a ilha do Príncipe com 827 funcionários públicos, acaba por representar despesa maior para o Estado são-tomense em comparação com a ilha de São Tomé que tem um efectivo de 14 mil funcionários públicos.
«Em termos proporcionais gasta-se muito mais com a ilha do Príncipe do que na ilha de São Tomé, por isso é que é importante, que haja a prestação mensal das contas públicas», pontuou.
As declarações do ministro das finanças visam dar resposta ao secretário do governo regional do Príncipe para os assuntos económicos e financeiros.
«Disse o secretário regional que eles é que financiam as escolas e os hospitais. Como assim? Os principais activos são os trabalhadores, os jardineiros, as cantineiras, os médicos, os enfermeiros e todos os que estão na região autónoma do Príncipe são pagos com as receitas cobradas na ilha de São Tomé».
Gareth Guadalupe respondeu a outra declaração do governo regional do Príncipe. «Também disse o governo regional que eles é que pagam a evacuação dos doentes para São Tomé. Se a região autónoma do Príncipe diz que são eles que pagam a evacuação de doentes para tratamento em São Tomé,….É preciso dizer que no mês de agosto, novembro e dezembro de 2025 pagamos um total de 525 mil dobras com a evacuação dos doentes da ilha do Príncipe para São Tomé. Então se o governo regional também paga, é preciso que seja dito, para quem pagou, para que não haja duplicidade de esforços», sublinhou.
Para o governo central as declarações das autoridades regionais dão a entender que o executivo nacional está a marginalizar «os nossos irmãos da ilha do Príncipe e não corresponde à verdade».
Gareth Guadalupe apontou duas acções implementadas pelo governo da Adi liderado por Américo Ramos que provam o contrário. A primeira acção foi a redução significativa do preço dos combustíveis. A segunda tem a ver com a subvenção dos bens da primeira necessidade para a ilha do Príncipe. Uma acção que ajudou a diminuir o impacto da dupla insularidade do Príncipe.
«A subvenção dos bens de primeira necessidade significa que estamos a levar à população do Príncipe melhores condições de vida», destacou Gareth Guadalupe.
Abel Veiga
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Cantagalo
2 de Março de 2026 at 16:48
Sera k este senhor esta bem mesmo?? Cada hora uma palha para parecer. Se n ker pagar salário de funcionario publico de príncipe entao esta a separar pais.
Silvino Palmer
4 de Março de 2026 at 10:36
O Governo de STP gasta 5,3 milhões de euros por ano no pagamento dos salários dos Funcionários Públicos da Região Autónoma do Príncipe (RAP), segundo o Senhor MInistro das Finanças, o equivalente a 400 e tal mil euros por mês (13 meses por ano). O Governo de STP gasta 5 milhões de euros por mês no pagamento dos salários dos Funcionários Públicos em toda a Nação Santomense. Se descontarmos os 400 e tal mil euros mensais da RAP, quer dizer que o Governo de STP gasta cerca de 4,5 milhões de euros mensalmente só com os Funcionários Públicos em São Tomé.
Por outro lado, a RAP tem neste momento cerca de 800 Funcionários Públicos, segundo o Senhor Ministro das Finanças. A nossa EMAE tem cerca de 600 trabalhadores. Ainda faltam-me referir a ENASA e a ENAPORT. Em 2014/2016, a RAP tinha cerca de 1000 Funcionários Públicos e a HBD tinha cerca de 450 trabalhadores. Como eu acima referi, hoje a RAP tem cerca de 800 Funcionários Públicos e a HBD tinha 700 trabalhadors há uns meses antes dos despedimentos. Em 2014/2016 os grandes privados criadores de postos de trabalho na RAP eram a HBD, Mota & Engil, Belo Monte, Cláudio Corallo, etc.
Fonte: Dados recolhidos do Inquérito ao Emprego realizado por mim no período de 2014/2016