Economia

Óleo de Palma superou o Cacau como maior produto de exportação de STP

O destaque que é dado a exportação de óleo de palma no ano 2020, tendo superado de longe o cacau como principal produto de exportação de São Tomé e Príncipe, tem também muito a ver, com o impacto que o comércio internacional do óleo de palma, teve no crescimento da economia nacional.

O Ministro das Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz, anunciou que o aumento da exportação do óleo de palma no ano 2020, é um dos factores que justifica o crescimento da economia nacional no ano passado, na ordem de 3,1%.

«Contrariamente ao que estava previsto, registou-se um crescimento da economia no ano 2020 na ordem de 3,1%. Tivemos um aumento das exportações líquidas, e um aumento de exportação de óleo de palma, que foi maior comparativamente à exportação do cacau…», afirmou o Ministro.

Dados concedidos ao Téla Nón, pelo Instituto Nacional de Estatísticas demonstram que a exportação do óleo de palma começou a ser significativa a partir do ano 2019 com o registo de 523 toneladas e 880 quilos de óleo de palma enviados para o mercado internacional.

Em termos comparativos com o cacau, que foi sempre o principal produto de exportação do arquipélago, em 2019 São Tomé e Príncipe exportou 2734 toneladas e 791 quilos de cacau.

Os dados do Instituto Nacional de Estatísticas, indicam uma mudança de cenário no ano 2020. Pela primeira vez, o cacau foi suplantado como principal produto de exportação.

O óleo de palma desponta-se como novo principal produto de exportação. A produção do óleo de palma é desenvolvida na região sul da ilha de São Tomé, mais concretamente na roça Ribeira Peixe. Um projecto de capital maioritário belga, que ocupa mais de 1000 hectares de terra. O palmeiral já entrou na fase cruzeiro de produção, e a fábrica de produção do óleo de palma foi inaugurada em Dezembro do ano 2019.

Em 2020, as estatísticas de São Tomé e Príncipe, anotaram a exportação de 4882 toneladas e 620 quilos de óleo de palma. A quantidade de óleo de palma exportada, foi o dobro da exportação do cacau, que em 2020 ficou por 2431 toneladas e 670 quilos.

Maior empresa de São Tomé e Príncipe com cerca de 900 empregados, a Agripalma empresa produtora de óleo de Palma, deverá continuar a liderar as exportações de São Tomé e Príncipe durante os próximos anos.

Abel Veiga

    14 comentários

14 comentários

  1. Ralph

    10 de Fevereiro de 2021 as 4:31

    Embora seja bom para a economia, o problema com a produção e exportação do óleo de palma é que é muito destruitiva à natureza devido à desflorestação em massa. Seria melhor (pelo menos para o meio ambiente) apostar na continuação da produção e da exportação do cacau. Pelo menos eu ainda posso comprar um bloco de chocolate de origem santomense na minha loja preferida na Austrália (https://www.haighschocolates.com.au/sao-tome-with-lemon-thyme-single-origin-dark-chocolate).

  2. Zé de Neves

    10 de Fevereiro de 2021 as 9:39

    É curioso o instituto nacional de estatística dar os números em toneladas.
    Interessa em valor, esse sim é que é o indicador para determinar o crescimento económico, nunca a quantidade e o efeito da substituição das exportações.

    Suspeito que estamos a susbstituír exportações de um produto com alto valor por outro produto de baixo valor e no final estar a perder encaixe financeiro e encaminhar o país para uma desvalorização interna estrutural desastrosa.

    Para sustentar o que estou a firmar:

    Preço de Cacau hoje: 2577 USD/ tonelada
    Preço de oleo de palma hoje:710 USD Tonelada m3

    Propaganda?

    • JUVENCIO AMADO OLIVEIRA

      11 de Fevereiro de 2021 as 12:37

      É verdade. Perde-se tempo com abstractos, enquanto a realidade é outra. Mas isso pode ser da ignorância ou de pouco se interessar.

      Na realidade o cacau pode estar em baixa, em termos de quantidade, mas, a mais valia económica lhe confere ainda um status de maior produto económico nacional.

  3. matabala

    10 de Fevereiro de 2021 as 10:08

    O cultivo intensivo de palmeira vai trazer consequencias desastrosas para o equilibrio do ecosistema da nossa ilha. O que agora se pode ganhar em termos económicos vai-se perder no futuro em valores muito acima dos agora calculados!O nosso território é limitado, o que fizeram no Sul com a destruição da floresta tropical vai levar a erosão do solo e as derrocadas com as chuvas vão se tornar cada vez maiores- já para não falar da fuga das aves, e outros pequenos animais pertencentes á fauna do nosso lindo páis. Há culturas como esta que estão a ser proibidas na maior parte dos paises desenvolvidos e vem aqui para pequenos paises como o nosso, comprar uns politicos para fazer o seu negócio.Não consigo ficar satisfeito com esta noticia…

    • Ralph

      11 de Fevereiro de 2021 as 23:53

      Exatamente. Só se tem de ver o que tem acontecido na Indonésia nas últimas decadas. Nesse país, a cultivação do óleo de palma tem sido perseguido com muito vigor mas também tem destruido uma grande parte das suas florestas silvestres e posto algumas espécies de animais em vias de extinção. Claro que não se deve evitar a cultivação por completo, porque pode ser uma fonte importante de rendimento e emprego. O que importa é que seja sustentável para com o meio ambiente.

  4. Artur Gonçalves

    10 de Fevereiro de 2021 as 11:26

    Esta grande vitória para o país é o resultado de uma verdadeira visão de um homem de negócios deste país. Hoje a AGRIPALMA (ex-EMOLVE), não só se afigura como aquela que mais exporta em S.Tomé e Principe, gerando receitas para o país, como aquela que garante centenas de postos de emprego, sobretudo junto da comunidade rural. Como dizia, isto é o resultado da decisão e aposta de um homem de negócios com visão do futuro, o mesmo homem que fez com que hoje S.Tomé e Principe tivesse o unico hotel de 5 Estrelas – o Hotel Pestana, refiro-me ao ex-presidente de STP Fradique de Menezes.

    • Santo

      11 de Fevereiro de 2021 as 9:52

      É muito certo. Foi grande visão estratégica.

    • Ralph

      12 de Fevereiro de 2021 as 0:10

      Esta é uma opinião de muito curto prazo. Haver empregos é importante, sem dúvida, mas tem de ser equilibrado com a necessidade de proteger o meio ambiente para o futuro (e para a atualidade). O que o artigo não faz claro é a extensão a que a indústria seja sustentável. Qualquer governo que valha a pena ser reeleito deveria assegurar que uma atividade como esta proporcione empregos ao mesmo tempo que seja sustentável.

  5. Terra Boa

    10 de Fevereiro de 2021 as 17:06

    Agora eu gostaria de ouvir opinião dos sábios deste Pais que contrariamente a este projecto, sempre criticaram a desflorestação para plantio de palmeiras. estou aguardando vosso comentário.

  6. Stefan Weszkalnys

    11 de Fevereiro de 2021 as 10:36

    Wenn den einheimischen Landwirten – z.B. Erzeugern von Zitrusfrüchten – das von diesen vermutlich seit der Dekolonisierung bebaute Land entschädigungslos von der Regierung enteignet wird, um den von ausländischem Kapital betriebenen und ihre Unternehmensgewinne z.B. nach Belgien transferierenden, industriell organisierten Palmölplantagen auszuliefern, erscheint das wie Neokolonisation. Profitiert nur die Regierung (Korruption?) oder kommen die Abgaben/Steuern (nicht nur die bescheidenen Arbeitslöhne) dem Volk zugute?
    Wieviel tropischer Regenwald wird vernichtet? Wieviel Gift wird gesprüht, um Schädlinge in der neuen Monokultur zu vernichten? Monokulturen werden nicht ökologisch zertifiziert.

    • matabala

      12 de Fevereiro de 2021 as 9:31

      tive de usar o google tradutor, mas é isso mesmo!Tem toda a razão!Concordo 1000%

    • Seabra

      13 de Fevereiro de 2021 as 0:19

      Stephan , qual é a sua de escrever numa língua estrangeira? Em alemão? Você não será o O.TROVOADA?

    • Lucas

      13 de Fevereiro de 2021 as 20:11

      Perfeitamente de acordo telefunken

  7. Manuel Queirós dos Anjos

    12 de Fevereiro de 2021 as 10:54

    Artur Gonçalves, não sei se estás certo. Eu fiz parte deste processo até certo momento. Informações que possuo, isto teve mãos e bem longas do Dr. Rafael Branco.Foi devido ele que isto aconteceu.
    Eu não descarto as tuas afirmações, uma vez que o defunto ” EngºEcrepont ” pessoa que conduziu este processo era sim muito próxima de Fradique de Menezes

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